Esportes

NADA DE CONCRETO

Sob gritos de 'Messi', Neymar nega Barcelona

Sob gritos de 'Messi', Neymar nega Barcelona

G1

29/12/2011 - 00h00
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Os boatos de que Neymar está perto de um acerto com o Barcelona aumentaram na imprensa europeia depois que o Santos disputou o Mundial de Clubes da Fifa, perdendo a final justamente para o time espanhol. Mas o atacante do Peixe assegura que não há nada de concreto nesses comentários.

- Já cansaram de me colocar no Barcelona e no Real Madrid. Não tem absolutamente nada. Nada me tira do Santos agora. Até 2014, muita coisa pode acontecer... – deixou no ar o craque, em sua chegada ao estádio do Morumbi para o Jogo das Estrelas, organizado por Zico.

O ídolo do Flamengo e da Seleção Brasileira, aliás, atuou ao lado de Neymar ontem (28) à noite. Antes do jogo, o garoto disse que esperava poder balançar a rede depois de um passe do Galinho.

- É especial jogar ao lado do Zico. Será a primeira vez e espero que possa marcar um gol com passe dele.

O gol de Neymar saiu, mas não foi após um passe do Zico (assista ao vídeo). Ele é que conseguiu dar um passe para um gol do Galinho. Depois do primeiro tempo, o atacante do Santos falou sobre as provocações da torcida, que gritava "Messi" quando ele pegava na bola.

- O gol foi para a torcida que veio até aqui prestigiar. Não ligo, não (para as pessoas que gritaram Messi na arquibancada). Fico triste em saber que algumas pessoas não estão torcendo para nós, porque aqui é o time brasileiro, mas é normal, é a rivalidade gostosa do futebol brasileiro.

Neste final de ano, Neymar tem participado de muitas peladas comemorativas e beneficentes (esteve em Sete Lagoas, Brasília, Salvador, São Bernardo do Campo). Mas o garoto afirma que isso não o cansa. Pelo contrário, o ajuda a relaxar. O atacante do Peixe teve uma temporada desgastante com o clube da Baixada.

- Não me incomodo de jogar tantas peladas, porque para mim funciona como relaxamento para o corpo e, principalmente, para a mente. Ferias são para a cabeça e não para o corpo – completou o garoto.

Em 2012, Neymar será o principal nome da Seleção Brasileira na disputa das Olimpíadas de Londres. O atacante confia na conquista da inédita medalha de ouro.

- Temos atletas de muita qualidade para disputar a competição. Se treinarmos juntos, vamos dar trabalho. Temos tudo para fazer história na Seleção. Só depende de nós e precisamos colocar isso na cabeça – finalizou Neymar.

A ideia do técnico Mano Menezes é aproveitar as ausências de datas Fifa em março, abril e maio para reunir alguns atletas com idade olímpica para treinar.
 

DECISÃO

Corinthians desbanca favorito Flamengo, conquista a Supercopa Rei e empilha mais uma taça

Com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto, mais de 71 mil pessoas assistiram o endividado time paulista bater o bilionário carioca

01/02/2026 17h45

Corinthians é o campeão da Supercopa Rei de 2026, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto

Corinthians é o campeão da Supercopa Rei de 2026, com gols de Gabriel Paulista e Yuri Alberto Foto: Wilton Júnior/Estadão

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O Corinthians desbancou o favoritismo do Flamengo e ganhou o título da Supercopa Rei. Neste domingo, o Timão venceu o rubro-negro por 2 a 0 no Mané Garrincha, em Brasília, na decisão entre os atuais campeões do Brasileirão e Copa do Brasil.

O primeiro gol do título foi marcado pelo zagueiro Gabriel Paulista, recém-contratado neste começo de temporada, aos 25 minutos do primeiro tempo. Já nos acréscimos da etapa final, Yuri Alberto ampliou para o Timão.

A equipe carioca teve a estreia de Lucas Paquetá, que nesta semana se tornou a maior contratação da história do futebol brasileiro (42 milhões de euros). O meia entrou no segundo tempo, mas pouco conseguiu produzir, já que o Flamengo jogou a etapa final inteira com 10 em campo por conta da expulsão de Carrascal por um lance com Breno Bidon no final do primeiro tempo.

O título mantém a boa fase do Corinthians dentro das quatro linhas - enquanto fora dela acumula uma dívida estratosférica de quase R$ 3 bilhões - e também é mais um baque para o Flamengo neste começo de ano.

A equipe rubro-negra acumula sua terceira derrota seguida neste começo de temporada. Contra Fluminense (Carioca), São Paulo (Brasileirão) e agora Corinthians.

Já o Timão acumula a terceira taça de campeão nos últimos 12 meses, tendo conquistado também os títulos do Paulistão e Copa do Brasil no ano passado e agora o bi da Supercopa.

COMO FOI O JOGO

Há quem acredite que os times de futebol são o reflexo de sua torcida em campo. Coincidência ou não, os milhares de corintianos que marcaram presença em Brasília, cujo número de flamenguistas é muito superior - inclusive no Mané Garrincha - empurraram o time para ir para cima do adversário no início de partida.

Os paulistas protagonizaram o primeiro lance de perigo da partida, com Memphis quase completando cruzamento de Yuri para o gol, e demonstraram disposição para pressionar a saída de bola do rival.

Os cariocas demonstraram qualidade para fugir da pressão por meio do toque de bola. Carrascal, motorzinho do time, serviu como o desafogo da equipe e Plata, pelo lado direito, deu trabalho em jogadas individuais. O Flamengo quase abriu o placar em chute de fora da área de Pulgar. O goleiro Hugo Souza, por duas vezes, impediu o gol rubro-negro quase em cima da linha, em finalizações de Pedro e Carrascal.

Rápido na transição, o Corinthians não ficou nas cordas graças à habilidade de Bidon e André, ambos "crias do Terrão", para articular jogadas no meio-campo. Aos 25 minutos, Gustavo Henrique desviou de cabeça após cobrança de escanteio e Gabriel Paulista completou do pé esquerdo para o fundo das redes. Castigo para o Flamengo, que era melhor na partida.

Apesar do gol, o Flamengo continuou com mais posse de bola e maior presença no campo adversário, mas não encontrou soluções para furar a defesa corintiana. Apagado, Arrascaeta mal tocou na bola. O outro camisa 10 da partida, Memphis Depay, teve grande chance de ampliar o placar aos 37 após contra-ataque puxado por Bidon, mas Rossi impediu o segundo da equipe alvinegra.

Pouco antes do intervalo, aconteceu outro evento que mudou a partida. Carrascal acertou o braço no rosto de Breno Bidon. Inicialmente, o árbitro em campo não marcou o lance e encerrou o primeiro tempo.

No entanto, antes de recomeçar o jogo na etapa final, após o intervalo, Rafael Klein reviu o lance no VAR e expulsou Carrascal, deixando o Flamengo com um homem a menos em campo.

Mesmo assim, o time rubro-negro seguiu pressionando. Mas o Corinthians novamente levou perigo e chegou a balançar as redes com Memphis Depay, mas o gol foi anulado por um impedimento de Yuri Alberto no começo do lance. Porém, a transmissão não mostrou o lance sendo revisado e tendo as linhas traçadas pelo VAR.

FICHA TÉCNICA - FLAMENGO 0 X 2 CORINTHIANS

FLAMENGO - Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro (Ayrton Lucas); Pulgar, Jorginho (De La Cruz) e Arrascaeta; Plata (Cebolinha), Carrascal e Pedro (Paquetá). Técnico: Filipe Luis.

CORINTHIANS - Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista (André Ramalho) e Matheus Bidu; Raniele, André (Matheus Pereira), Carrillo (Garro) e Breno Bidon (Charles); Memphis (Kaio César) e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Junior.

ÁRBITRO - Rafael Rodrigo Klein

GOLS - Gabriel Paulista, aos 25 do primeiro tempo; Yuri Alberto, aos 52 do segundo tempo

CARTÕES AMARELOS - Memphis Depay, Bidon, Gabriel Paulista e Matheus Pereira

CARTÕES VERMELHOS - Carrascal (Flamengo)

PÚBLICO - 71.244

RENDA - não informada

LOCAL - Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília (DF)

TÊNIS MUNDIAL

Alcaraz vira sobre Djokovic, leva o Australian Open e fecha o ciclo de Grand Slams aos 22 anos

Espanhol já era bicampeão do US Open, de Roland Garros e de Wimbledon

01/02/2026 13h15

Tenista espanhol Carlos Alcaraz

Tenista espanhol Carlos Alcaraz Foto: Rio Open

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Atual número 1 do mundo, Carlos Alcaraz nunca havia passado das quartas de final do Australian Open. Quando o fez, arrancou para conquistar o Grand Slam que lhe faltava e se tornar, aos 22 anos, o mais jovem tenista a fechar o ciclo com os quatro troféus de Grand Slams - já era bicampeão do US Open, de Roland Garros e de Wimbledon.

Após um início lento, o espanhol imprimiu seu ritmo para derrotar, de virada, o experiente Novak Djokovic, 38 anos, e conquistar o inédito troféu na Austrália por 3 sets a 1, parciais de 2/6, 6/2, 6/3 e 7/5, em uma batalha de 3h02, neste domingo, no Melbourne Park. Com o resultado, Alcaraz superou o conterrâneo Rafael Nadal, que acompanhou a partida da primeira fila, ao conquistar os quatro majors do circuito aos 22 anos - Nadal tinha 24 quando fechou o ciclo no US Open em 2010.

A derrota teve um gosto amargo para Novak Djokovic, que sentiu o esgotamento físico após uma dura partida de mais de 4 horas contra Jannik Sinner na semifinal. Maior vencedor de títulos no Australian Open, com 10 taças, e de Grand Slams, com 24, ele desperdiçou a chance de superar a australiana Margaret Court como recordista absoluto de majors. De quebra, não conseguiu quebrar a hegemonia da dupla Alcaraz e Sinner, que conquistaram os últimos nove troféus da categoria. Apesar do revés, ele passará ao posto de 3 do mundo nesta segunda-feira.

Diante das lendas do tênis que ocupavam a primeira fila na arquibancada da Rod Laver Arena, Djokovic foi dominante no primeiro set. Após um início equilibrado, o sérvio pressionou o número 1 do mundo e aproveitou um de seu três break points no quarto game para quebrar o serviço de Alcaraz e abrir 3/1.

O espanhol, que sofreu com cãibras na dura batalha com Alexander Zverev na semifinal, demorou a se encontrar em quadra e levou outra quebra no oitavo game, caindo por 6/2, em apenas 33 minutos, graças ao saque potente de Djokovic - foram 93% a 67% de aproveitamento no primeiro serviço.

Em desvantagem, Alcaraz entrou de vez no jogo no segundo set. Com um saque mais agressivo - foram 3 aces na parcial - e ocupando melhor os espaços, o espanhol conseguiu a quebra logo no terceiro game e, controlando a partida, aproveitou seus dois break points no sétimo para ampliar a vantagem para 5/2, fechando a parcial em 6/2 no game seguinte.

O terceiro set foi o mais equilibrado, com os dois tenistas confirmando seus saques até o quinto game, quando Alcaraz imprimiu um ritmo forte e quebrou o serviço do sérvio. Demonstrando cansaço e com apenas 52% de aproveitamento no primeiro saque, Djokovic reduziu a intensidade e cedeu outro game, após salvar quatro set points, deixando o espanhol vencer o set em 6/3.

Na quarta parcial, mesmo sentindo o cansaço com os ralis cada vez mais longos e perdendo força no saque, Djokovic manteve a disputa equilibrada game a game com o espanhol, que, mais agressivo e sólido, era pouco ameaçado em seu serviço - só teve um break point contrário no nono game - e pressionava nos saques do sérvio. O número 4 do mundo conseguiu salvar cinco break points no segundo game, mas não resistiu e sofreu a quebra que definiu a partida no 12º game, encerrado em 7/5, levando Alcaraz ao título que lhe faltava.

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