Cidades

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Síria pede intervenção da ONU para uma solução pacífica a conflitos na região

Síria pede intervenção da ONU para uma solução pacífica a conflitos na região

AGÊNCIA BRASIL

02/09/2013 - 11h54
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O governo sírio pediu hoje (2) a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar mais ataques na Síria. O delegado permanente da Síria nas Nações Unidas, Bashar Al Jaafari, enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, oficializando o apelo para que a organização se esforce e alcance uma solução pacífica para a crise. No texto, Al Jaafari reforçou que o governo sírio não usou armas químicas, como acusaram autoridades de oposição e alguns países ocidentais e lembrou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve impedir “todo o uso da força”.

O regime do presidente Bashar Al Assad é acusado pela oposição e por alguns países ocidentais, liderados pelos Estados Unidos, de usar gás tóxico em um ataque ocorrido há dez dias, nos arredores de Damasco, provocando a morte de centenas de pessoas. O regime sírio nega as acusações, mas os Estados Unidos defendem intervenção militar na Síria

Inspetores da ONU estavam até sábado (31) na Síria para recolher vestígios de um eventual uso de armas químicas. A comitiva visitou os arredores de Damasco, capital do país. Ontem (1º), o porta-voz da organização, Martin Nesirky, disse que ainda não é possível definir um calendário para as análises do material recolhido e afirmou que os peritos não vão tirar conclusões sobre o uso de armas químicas na Síria antes da conclusão dessas análises laboratoriais.

Representantes do governo sírio disseram que qualquer ação militar americana contra o país seria equivalente a um apoio dos Estados Unidos à "Al Qaeda e seus grupos afiliados". O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, assegurou que os Estados Unidos receberam e analisaram amostras que provam o uso de gás sarin no ataque de 21 de agosto, próximo de Damasco, que foi também atribuído ao regime Al Assad.

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, disse nesta segunda-feira que é favorável a uma intervenção na Síria, com o apoio da ONU. Al Arabi afastou qualquer divisão entre os países árabes sobre a solução para o conflito. Os chefes da diplomacia árabes não fizeram qualquer alusão à intervenção militar, defendida pelos Estados Unidos, mas pediram à ONU e à comunidade internacional que assumam a responsabilidade e tomem medidas contra os autores do ataque do dia 21 de agosto nos arredores de Damasco.

RELAÇÕES EXTERIORES

Israel é criticado pelo Brasil por proibir religiosos no Santo Sepulcro

Em nota, o Itamaraty considerou que ações contrariam liberdade de culto

29/03/2026 21h00

Reprodução/Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

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Em nota publicada pelo Itamaraty, o Brasil condenou a ação da polícia de Israel, que impediu o acesso de dois religiosos católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, neste Domingo (29) de Ramos. 

O Patriarca Latino de Jerusalém cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, celebrariam a missa de hoje, mas foram barrados no trajeto enquanto seguiam de forma privada, sem caráter de procissão, ao local onde os cristãos acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou ao terceiro dia.

O Santo Sepulcro é um dos lugares mais sagrados do cristianismo. O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, quando Jesus voltou do deserto e entrou em Jerusalém, aclamado pelo povo com ramos de palmeira. 

Em nota à imprensa, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil lembrou que as restrições da polícia israelense vem ocorrendo ao longo das últimas semanas e afetam também a Esplanada das Mesquitas, que recebe fiéis muçulmanos, durante o mês sagrado do Ramadã, marcado por jejum, orações e caridade.

O governo brasileiro recordou o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024 que concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita.

“Aquele país [Israel] não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, frisa a nota do Ministério das Relações Exteriores.

O Itamaraty classificou as ações recentes como de "extrema gravidade" e contrárias ao status quo histórico dos locais sagrados em Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto. Você confere a nota na íntegra no portal do Ministério das Relações Exteriores (CLICANDO AQUI).

MUNDO

Projeto de pena de morte em Israel é alvo de críticas de Alemanha, França, Itália e mais

Ao todo quatro países se uniram em nota conjunta divulgada neste domingo (29)

29/03/2026 20h00

Guerra começou em 7 de outubro

Guerra começou em 7 de outubro Reprodução

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Ministros das Relações Exteriores de quatro países distintos expressaram "profunda preocupação" com um projeto de lei que ampliaria significativamente as possibilidades de imposição da pena de morte em Israel e que pode ser votado já na próxima semana.

Entre os países que assinaram a nota conjunta aparecem: 

  • Alemanha,
  • França,
  • Itália e
  • Reino Unido

"Estamos particularmente preocupados com o caráter de fato discriminatório do projeto de lei. A adoção deste projeto arriscaria minar os compromissos de Israel em relação aos princípios democráticos", afirmaram os países em comunicado conjunto hoje.

Segundo a nota, a pena de morte é uma forma de punição "desumana e degradante", sem qualquer efeito dissuasor. "A rejeição da pena de morte é um valor fundamental que nos une", pontuaram.

As nações europeias ainda pediram para que os tomadores de decisão israelenses no parlamento abandonem o projeto de lei.

 

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