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Sífilis ainda é ameaça à saúde da mãe e do bebê

Sífilis ainda é ameaça à saúde da mãe e do bebê

ig

04/09/2011 - 17h11
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As pesquisas que tentam contar a origem das doenças na humanidade mostram que a sífilis é uma das mais antigas – esta doença sexualmente transmissível existe no mundo há pelo menos cinco mil anos.

Embora exista tratamento – e prevenção, com o uso do preservativo – a doença resiste no cenário atual e é particularmente prejudicial ao sexo feminino, pois pode ser transmitida para o bebê.

Os últimos dados do Ministério da Saúde mostram que, anualmente, são 937 mil novos casos de mulheres infectadas, suscetíveis às feridas na região da vagina, inflamações nas mucosas e, em casos mais graves complicações cardíacas e cerebrais.

Além dos prejuízos à mulher, em caso de gravidez, a doença pode ser transmitida para o feto, situação chamada de sífilis congênita. As crianças já nascem com complicações de saúde e, muitas vezes por falta de informação, ficam longe das estatísticas e do tratamento.

O acompanhamento feito pelo Programa Nacional de DST e Aids mostra que o número de grávidas com sífilis é crescente no País. Em 2007, foram confirmados 6.673 casos de gestantes com a doença, número que subiu para 7.584 em 2008 e terminou em 2009 com 8.737 registros. Os dados parciais de 2010 – referentes até o mês de junho – mostram 3.847 mulheres contaminadas pela DST.

Ao mesmo tempo em que o aumento de casos pode refletir uma melhor notificação por parte dos serviços de saúde – o Ministério da Saúde lançou há quatro anos um plano de erradicação da sífilis congênita – outros dois levantamentos apontam para a fragilidade do sistema na intervenção precoce do problema, o que evitaria a complicação dos casos e a transmissão de mãe para o filho (chamada de vertical).

Pré-natal falho

Um trabalho publicado este ano no Caderno de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz, feito com grávidas do Ceará, indicou que apenas 5,2% delas tiveram atendimento adequado para prevenir a sífilis congênita.

O acompanhamento de 58 gestantes mostrou ainda que nenhuma fez o segundo exame para a detecção de sífilis, ferindo as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde de ao menos três coletas durante o pré-natal.

Em 88% dos casos, apesar de 89% terem parceiro fixo durante a gravidez, o parceiro não foi convocado para fazer testagens e, em caso de diagnóstico sífilis, começar o tratamento.

“Para isso, é necessário que tanto os profissionais da saúde quanto os gestores estejam seriamente comprometidos com a qualidade dos serviços prestados na assistência pré-natal. Considerando a importância dos registros referentes ao acompanhamento da gestante, cabe ressaltar a necessidade de melhoria nas informações registradas nos prontuários e nos cartões das gestantes”.

Rotina falha

Se no pré-natal as mulheres não recebem orientação adequada, quando elas procuram os médicos para fazer os exames de rotina a abordagem também é falha. A pesquisa sobre o comportamento sexual do brasileiro, divulgada pelo Ministério da Saúde em 2009, mostrou que 9,8% das pessoas do sexo feminino entre 15 e 64 anos relataram já ter tido uma DST na vida.

Destas mulheres, 54% receberam orientação de usar camisinha por parte dos profissionais de saúde, mas só 22,5% foram orientadas a fazer o teste da sífilis, o que indica que 77,5% ficaram de fora desta avaliação médica.

Negligência

As falhas com o diagnóstico e prevenção da sífilis foram contabilizadas por uma pesquisa internacional, divulgada há dois meses. Pesquisadores da University College London analisaram 10 estudos prévios, que envolveram um total de 41 mil mulheres, e divulgaram suas conclusões na publicação científica Lancet Infectious Diseases.

Segundo os dados divulgados, a sífilis causa a morte de meio milhão de bebês todo ano, número que inclui natimortos e bebês que morreram pouco após o nascimento, a maioria na África. Em mais de dois terços dos casos, ocorrem sérias complicações.

FLAGRANTE

Polícia prende suspeitos de matarem mãe e filho no interior de MS

Há menos de uma semana em Paranaíba, os suspeitos são de Rondonópolis (MT) e do interior de São Paulo

20/06/2026 15h45

Os suspeitos foram levados para Delegacia de Paranaíba

Os suspeitos foram levados para Delegacia de Paranaíba Reprodução: Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, na noite de sexta-feira (19), três homens, suspeitos de envolvimento no homicídio de Patrícia Norberto da Silva, de 36 anos, e seu filho Kaique Flavio Audilino, de 20. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira, em Paranaíba.

Os policiais apreenderam a motocicleta utilizada no crime e celulares pertencentes aos suspeitos. Os equipamentos serão submetidos à análise pericial para auxiliar na obtenção de novas provas.

Entre os presos, um dos indivíduos é de Rondonópolis (MT) e estava em Paranaíba havia aproximadamente uma semana. Já os outros dois investigados são do interior de São Paulo e estavam na cidade havia cerca de três a quatro dias.

A permanência deles no município, os vínculos estabelecidos entre eles e a eventual participação no planejamento e execução do crime seguem sendo objeto de investigação.

A captura dos suspeitos contou com a integração das Polícias Civil e Militar de Paranaíba e de Três Lagoas, além do Setor de Inteligência da DEFURV. 

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao homicídio, identificar a participação individual de cada investigado e reunir novas provas.

A Polícia Civil também apura a eventual participação de outros indivíduos no crime, bem como a possível existência de outros delitos correlatos.

O crime

O duplo homicídio ocorreu na madrugada de sexta-feira, no município de Paranaíba. A mãe, Patrícia Norberto da Silva, e seu filho, Kaique Flavio Audilino, foram mortos a tiros em uma residência no bairro Industrial de Lourdes.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta 5h20, na rua Uberlândia. Quando os policiais chegaram ao local encontraram o jovem caído na calçada, em frente à residência. Já a mãe dele foi localizada dentro de um dos quartos da casa, atingida por disparos de arma de fogo.

Durante a perícia, foram encontradas cápsulas de pistola calibre .40, além de um aparelho celular danificado dentro da casa. 

 

OPERAÇÃO

Polícia encontra outro traficante que bloqueava sinal de tornozeleira eletrônica

Operação apreendeu mais de 2 toneladas de drogas, três veículos, dois celulares e realizou duas prisões; um dos suspeitos usava tornozeleira que tinha sinal bloqueado por dispositivo

20/06/2026 13h30

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharal

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharal Divulgação

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Durante uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) apreendeu três veículos, mais de 2 toneladas de entorpecentes, além de um dispositivo eletrônico que bloqueia o sinal de monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.

Um mesmo aparelho bloqueador foi encontrado recentemente em uma megaoperação no início dessa semana, que aconteceu no Paraná e contou com auxílio de policiais do Garras.

Conforme as informações policiais, o dispositivo bloqueia o sinal de monitoramento, de modo que interfira diretamente no sinal de GPS e comunicação que fiscaliza a localização dos usuários.

A apreensão de dois dispositivos na mesma semana e em operações diferentes, chama atenção por dificultar a ação de combate das forças de segurança nas atividades praticadas por criminosos.

Nomeada de Protetor, a operação aconteceu na região da fronteira, em Ponta Porã e contou com apoio da 2ª Delegacia de Polícia da cidade, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Operação Protetor

De acordo com os policiais, por volta das 08h40min, uma equipe da PRF realizava ronda na BR-463, e próximo ao km 65, quando foi encontrado dois veículos parados as margens da via.

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharalO segundo veículo, Honda Fit também estava com o porta-malas recheado de drogas
Foto: Divulgação

Quando os agentes se aproximaram para verificar o que ocorria, os dois suspeitos que ocupavam os veículos fugiram a pé em direção a um milharal, sem serem identificados. Posteriormente foram realizadas vistorias nos carros, em que foi possível identificar um suspeito como D.N.F., devido Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ainda durante a vistoria, os policiais identificaram grande quantidade de tabletes de drogas, que apresentavam cheiro de maconha, identificadas como tal. Com a investigação, um dos veículos, de D.N.F, era uma Toyota Hilux que foi identificada como origem de furto ocorrido no Rio de Janeiro.

As informações repassadas a 2ª Delegacia de Ponta Porã pela PRF indicou a possível localização de onde os suspeitos estariam hospedados em um hotel na cidade de Dourados, a 119 quilômetros da cidade fronteiriça.

Foi solicitado então apoio a policiais civis da Defron, que se deslocaram até o local e confirmaram com os funcionários a hospedagem de ambos os suspeitos a partir da descrição das características.

No quarto dos suspeitos foi localizado roupas e sapatos sujos de barro, que D.N.F teria utilizado momentos antes na fuga em meio a plantação, além de documentos pessoais que comprovaram as informações e presença do envolvido no local. 

O suspeito D.N.F foi localizado dentro de um automóvel e se recusou a obdecer às ordens dadas pelos policiais, além de destruir o aparelho celular quando ainda estava dentro do veículo. A segunda pessoa envolvida é uma mulher identificada como L.V.S.S., localizada em um estabelecimento comercial próximo do hotel.

Ambos foram encaminhados a 2ª Delegacia em Ponta Porã para prestar esclarecimentos quanto aos veículos, drogas, dispositivos e fuga.

A apreensão feita na operação inclui 2.781 tabletes de maconha, que totalizaram 2,5 toneladas da droga. Também foram apreendidos dois celulares, três veículos, sendo os dois que carregavam os entorpecentes parado a beira do milharal e o terceiro em que D.N.F estava no momento da prisão em flagrante.

Além do dispositivo responsável por bloquear o sinal de monitoramento da tornozeleira eletrônica que o suspeito D.N.F utilizava e desrepeitava a medida cautelar que estava submetido. Os agentes apontaram que a presença do dispositivo indicava a premeditação do crime.

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