Sábado, 18 de Novembro de 2017

Siderúrgica só opera com liberação de carvão

28 MAI 2010Por 06h:24
Sílvio Andrade, Corumbá

A reativação de um dos fornos da siderúrgica de ferro-gusa da Vetorial, comprada no ano passado da MMX Metálicos, do grupo Eike Batista, está gerando uma positiva e, ao mesmo tempo, falsa expectativa em Corumbá. A retomada da produção é aguardada desde o início do ano, aquece o setor siderúrgico do Estado e gera impostos, mas para o trabalhador a espera do emprego é angustiante.

A direção da Vetorial anunciou no final de abril que a usina, situada no distrito de Maria Coelho (distante 40 km de Corumbá), entraria em operação até 30 de maio. Nesse período, operários dispensados pela MMX em 2009 foram selecionados para contratação, e os rumores de que a ativação atrasará preocupam o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Extrativistas de Corumbá e Ladário.

Nessa primeira fase, a Vetorial pretende contratar 150 trabalhadores, contudo quem foi selecionado para operar na usina deixou o emprego anterior e a contratação esperada não saiu ainda, disse o presidente da entidade sindical, Cassiano Oliveira. “Uma situação que está preocupando a categoria, gerando uma falsa expectativa no pessoal, o que é ruim para todos”, acrescentou ele.

Cassiano informou que foi informado pela gerência local de que o funcionamento da indústria depende da liberação de uma carga de cinco mil toneladas de carvão vegetal oriundas da Bolívia, que estaria retida no país vizinho devido a embaraços aduaneiros. “Sem estoque da matéria-prima, a usina não reabre e tem trabalhador com emprego garantido, mas sem salário em maio”, observa.

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