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São Paulo

Shakira canta e dança na chuva para 53 mil pessoas

Shakira canta e dança na chuva para 53 mil pessoas

r7

20/03/2011 - 13h41
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Nem o mau tempo, com a forte garoa, e muito menos o atraso de quase uma hora de Shakira tiraram o brilho do show da colombiana, que se apresentou no estádio do Morumbi, em São Paulo, na noite deste sábado (19).

Surpreendendo as 53 mil pessoas presentes, a cantora abriu o espetáculo com Pienso em Ti fora do palco. De vestido rosa choque de capuz e acompanhada por alguns seguranças, que a protegiam com um guarda-chuvas, ela cruzou um corredor em meio ao público até chegar ao palco principal.

Com sorriso estampado no rosto e muito carisma e simpatia, Shakira agradeceu ao público com um português, que passava longe de ter sido ensaiado.

- Estava com saudades de vocês. Hoje eu sou paulista. A noite é de vocês. Estou aqui para satisfazê-los [risos].

Depois de arrancar o vestido e surgir com uma blusa dourada e uma calça preta bem agarrada, a colombiana deu início a sequências de músicas para lá de animadas, como Te Dejo Madrid e Si Te Vas até chegar em Whenever Wherever, que realmente esquentou o show e sacudiu o público.

Já quase na metade do espetáculo, a trégua da chuva deixou a apresentação de Gitana, em que a cantora dançou com uma saia rodada em meio a um círculo muito emocionante. E fez até quem reclamava do som baixo do espetáculo deixar de lado o problema.

Quatro fãs vão demorar muito tempo para esquecer a noite desta sexta. As meninas foram convidadas pela colombiana para subirem ao palco e aprenderem com ela o tão famoso rebolado, que está presente em quase todas as coreografias da cantora.

Descalça, sempre pulando, dançando e exibindo sensualidade, na sequencia, ela cantou sucessos como Loca, She Wolf, Ojos a Si até a chegada novamente da chuva, que pareceu voltar com mesma intensidade de energia em que Shakira se apresentava.

Depois de dançar dança do ventre, trocar de roupa quatro vezes e até arrancar um de seus tops e ficar apenas sutiã, a colombiana se despediu do público.

Mas as pessoas ainda esperava alguns de seus sucessos serem tocados. E foi com Hips Dont Lie e Waka Waka, hit da Copa do Mundo do ano passado, que ela fechou a noite para os paulistanos.

Mas assim como aqueles que a assistiam debaixo de chuva, sem frescuras e com alegria contagiante, Shakira enfrentou a garoa forte, cantou e dançou as duas canções na passarela. E foi assim, completamente molhada, que ela deu o adeus final ao público após uma hora e meia de show.

O show de Shakira faz parte do Pop Festival, que trouxe além da colombiana, as bandas Chimarruts Train e Zigg Marley, que se apresentaram antes da cantora, e o DJ Fatboy Slim, que fechou as apresentações do festival.

Cinema Correio B+

People We Meet on Vacation: uma comédia romântica correta demais para ser memorável

Entre a nostalgia do gênero e a ansiedade emocional da geração atual, o filme acerta no público, mas erra na ambição.

31/01/2026 13h00

People We Meet on Vacation: uma comédia romântica correta demais para ser memorável

People We Meet on Vacation: uma comédia romântica correta demais para ser memorável Foto: Divulgação

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Há algo de paradoxal em People We Meet on Vacation. O filme é frágil como obra cinematográfica, previsível como narrativa e pouco ousado como comédia romântica. Ainda assim, funcionou. Não apenas funcionou, como se transformou em um dos títulos mais assistidos da Netflix, figurando no Top 10 mundial e consolidando-se como fenômeno entre o público jovem.

A explicação não está na qualidade do filme, mas na inteligência de sua fórmula. People We Meet on Vacation é, em essência, uma releitura contemporânea de When Harry Met Sally, com papéis invertidos e sensibilidade adaptada ao espírito do tempo.

Aqui, Alex ocupa o lugar do neurótico, do analítico, do homem que racionaliza sentimentos. Poppy assume a energia expansiva, impulsiva e afetiva que, no clássico de 1989, pertencia a Harry. A dinâmica é familiar, quase confortável, mas raramente surpreendente.

A história acompanha Poppy e Alex, amigos de longa data que transformaram viagens anuais em ritual de intimidade. Durante anos, eles percorrem cidades, compartilham confidências e constroem uma relação que nunca chega a se definir como romance.

Até que algo se rompe. O filme retorna a esse passado por meio de memórias fragmentadas, reconstruindo os momentos que levaram ao afastamento e à inevitável revelação do amor. A estrutura alterna presente e passado, mas sem grandes riscos narrativos. Tudo é calculado para conduzir o espectador ao desfecho esperado.

O filme nasce do romance homônimo de Emily Henry, publicado em 2021 e rapidamente transformado em best-seller. Henry construiu sua reputação explorando relações afetivas marcadas por ironia, melancolia e medo de intimidade, e seu livro traduz com precisão o imaginário sentimental de uma geração que ama com cautela e hesita em nomear sentimentos.

A adaptação preserva essa atmosfera, mas dilui a complexidade emocional do texto em favor de uma narrativa mais palatável e visualmente sedutora.

Tom Blyth e Emily Bader lideram o elenco com performances competentes, mas raramente memoráveis. Blyth constrói Alex como um personagem contido, introspectivo, quase excessivamente racional. Bader dá a Poppy uma energia inquieta, expansiva, mas limitada por um roteiro que prefere a simpatia ao conflito real.

People We Meet on Vacation: uma comédia romântica correta demais para ser memorávelPeople We Meet on Vacation: uma comédia romântica correta demais para ser memorável - Divulgação

A química entre os dois existe, mas não chega a produzir o tipo de tensão emocional que define as grandes comédias românticas. O elenco de apoio funciona como cenário humano, reforçando a sensação de deslocamento e nostalgia que o filme tenta construir, mas sem grandes destaques.

O maior mérito de People We Meet on Vacation não é artístico, mas cultural. O filme entende o público para o qual foi feito. Ele fala a língua de uma geração que prefere o reconhecimento à surpresa, a identificação à complexidade, o conforto à ruptura.

Não há diálogos memoráveis, nem cenas destinadas a atravessar décadas, como em When Harry Met Sally. O que há é uma sucessão de momentos reconhecíveis, calibrados para viralizar nas redes sociais e gerar engajamento emocional.

Por isso, seu sucesso na Netflix é menos um mistério do que um sintoma. People We Meet on Vacation é fraco como reinvenção do gênero, mas eficiente como produto do seu tempo. Ele não reinventa a comédia romântica, apenas a traduz para um público que já não espera que o amor seja grandioso.

E talvez seja justamente por isso que tenha conquistado o Top 10 mundial: porque oferece exatamente o que sua audiência deseja ver.

No fim, o filme se comporta como uma versão domesticada de When Harry Met Sally. Troca a inteligência afiada pelo conforto emocional, o conflito verbal pelo silêncio sentimental e a ambição estética pela eficiência algorítmica. Não é um grande filme, nem pretende ser. É apenas um retrato fiel de uma época em que o amor deixou de ser épico para se tornar administrável.

OPORTUNIDADE

UFMS lança especialização inédita em Dança de Salão em MS

Com 44 vagas, curso de especialização terá início em março e inscrições abertas até 23 de fevereiro

31/01/2026 09h32

Especialização em Dança de Salão da UFMS é a primeira do tipo ofertada em Mato Grosso do Sul

Especialização em Dança de Salão da UFMS é a primeira do tipo ofertada em Mato Grosso do Sul Divulgação

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Pela primeira vez em Mato Grosso do Sul, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) passa a ofertar uma especialização em Dança de Salão. O curso será oferecido pela Faculdade de Educação (Faed) e tem como proposta aprofundar conhecimentos teóricos e práticos de profissionais e interessados na área.

As inscrições seguem abertas até 23 de fevereiro, por meio de edital disponível no site da UFMS. Ao todo, são ofertadas 44 vagas para ingresso em 2026, distribuídas entre ampla concorrência, ações afirmativas e candidatos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Coordenador da especialização, o professor da Faed Marcelo Rosa destaca o fato inédito da iniciativa no Estado. Segundo ele, cursos de pós-graduação voltados à dança ainda são raros no país, especialmente fora dos grandes centros.

“É a primeira vez que essa especialização é realizada em Mato Grosso do Sul. Especializações em dança não são tão comuns, tivemos poucas experiências nesse formato. A ideia é oferecer um espaço para quem gosta, estuda ou trabalha com dança de salão ampliar seus conhecimentos e vivências”, explica.

Além do aprimoramento técnico, o curso propõe uma formação ampla, que envolve questões pedagógicas, artísticas e sociais da dança. A grade curricular inclui disciplinas sobre elementos cênicos, coreográficos e metodológicos, com foco em como ensinar a dança de salão em diferentes contextos.

Entre os conteúdos, também está a dança de salão queer, que aborda discussões sobre gênero e sexualidade.

“Nós temos disciplinas ligadas aos elementos cênicos, coreográficos e metodológicos da abordagem pedagógica, de como se ensina a dança de salão. Na dança de salão queer, por exemplo, temos uma discussão de gênero muito forte e da sexualidade, buscando desconstruir os papéis rígidos de dama e cavalheiro e proporcionar novos horizontes”, ressalta o coordenador.

No eixo prático, os alunos terão contato com diferentes estilos, como tango, forró, samba, lindy hop, west coast swing e forró roots. O curso ainda prevê um aprofundamento nas relações entre psicologia e dança, com ênfase nos impactos positivos da prática para a saúde mental.

“Vivemos em um contexto marcado por ansiedade e depressão. A dança de salão é uma ferramenta importante para trabalhar afetividade, vínculo e bem-estar emocional”, pontua Rosa.

Podem participar do processo seletivo candidatos com diploma de graduação ou curso sequencial de formação, em qualquer área, reconhecido no Brasil ou revalidado quando obtido no exterior. Também serão aceitos diplomas estrangeiros em processo de revalidação, sendo essa etapa obrigatória para a emissão do certificado de especialista.

A taxa de inscrição é de R$ 60. O curso terá 18 mensalidades de R$ 255. Candidatos com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio, comprovada pelo Cadastro Único do Governo Federal, podem solicitar isenção da taxa de matrícula e gratuidade das mensalidades.

As aulas começam no dia 13 de março e serão realizadas de forma presencial, no Laboratório de Dança do curso de Educação Física, no bloco 8 da UFMS, em frente ao portão 20 do Estádio Morenão, em Campo Grande.

Mais informações sobre critérios, cronograma e documentação exigida estão disponíveis no edital da especialização.

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