A inauguração do espaço, que também marca o retorno do Autocine, contou com a presença do Ministro da Educação, Leonardo Barchini
A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul inaugurou novas estruturas do Campus Campo Grande nesta quarta-feira (10). A grande novidade é a entrega do novo Centro de Convivência, um espaço voltado à cultura, inovação e empreendedorismo, além da retomada do antigo Autocine.
O espaço é uma estruturavoltada ao desenvolvimento sociale comunitário, construída em umaárea total de 12,6 mil m², além de com dois pavimentos em arquitetura modular, compostos porcozinha experimental, espaço para escritórios, salas para coworking, refeitório, livraria, lojas, ambientes para eventos com palco, camarim e bilheteria.
Ministro da Educação, Leonardo Barchini, em coletiva / Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado O Ministro da Educação, Leonadro Barchini participou da inauguração do espaço em Campo Grande e afirmou que o investimento em infraestrutura "agrega muito na qualidade do ensino", inclusive para evitar a evasão de alunos.
"Você tem que ter outros atrativos para os estudantes, para que eles possam permanecer aqui na sala de aula, para que eles possam concluir o curso e concluir da melhor maneira possível, com uma formação muito mais abrangente do que a gente tinha anos atrás", ressaltou Barchini.
Ele reforçou que o investimento em espaços como o complexo de convivência da UFMS traz de volta projetos voltados tanto para os estudantes e para a universidade, como para a própria sociedade, que pode usufruir de tudo o que o espaço oferece.
"É muito importante a retomada de investimentos nas universidades federais, institutos federais. A universidade que estava com esse espaço fechado à sociedade, vai poder melhorar a formação dos estudantes, devolver à sociedade espaços como esse com o que a sociedade precisa: empreendedorismo, cultura, artes, esportes, enfim. Essa Universidade foi pensada para ser o coração da cidade de Campo Grande", disse durante coletiva.
Ao todo, o Governo Federal vem investindo um total de R$ 35 milhões nos 10 campus da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Voltados ao Autocine em Campo Grande, foram R$ 6 milhões em investimentos. As verbas vieram com o apoio dos deputados federais Camila Jara (PT), Wander Loubet (PT), Geraldo Rezende (União) e da senadora Soraya Thronicke (PSB), segundo o ministro Barchini.
"Esse é um projeto conjunto para benefício da cidade, não é só da universidade, é para toda a população de Campo Grande que vai sair ganhando com investimentos como esse aqui", afirmou o Ministro.
Além de Campo Grande, o campus de Aquidauana também recebeu novas estruturas, voltada aos estudantes indígenas da Universidade.
Os novos espaços incluem o Alojamento Indígena (etapa 1), o Laboratório de Informática, o LabCrie Indígena, a Sala Verde Indígena, a Copa Acadêmica, a Brinquedoteca e a Sala de Lactantes, visando garantir acesso, inclusão e permanência de estudantes indígenas.
Próximos passos
O ministro assinou, ainda, novas ordens de serviços em outros campus da UFMS, como um novo vestiário em Corumbá, um vestiário indígena em Aquidauana, obras de estrutura elétrica no prédio de Paranaíba e a construção de um novo prédio em Campo Grande para os cursos de Artes, Letras e Comunicação.
"Algumas dessas obras a gente entrega ainda este ano, até dezembro", afirmou a reitora da UFMS, Camila Ítavo.
Para a inauguração do Autocine, ainda não foi estabelecida uma data específica. No entanto, de acordo com a reitora, a reabertura do local será em um formato de "hackaton", uma espécie de maratona colaborativa envolvendo estudantes, técnicos e profissionais para a abertura.
"A gente achou muito melhor lançar essa maraconta, que vai ser um hackaton do Autocine, em que técnicos, estudantes, professores e a sociedade, pessoas que são de fora da universidade vão poder participar pra gente construir coletivamente como nós vamos realizar esse projeto. A gente quer os artistas, as pessoas da economia criativa", explicou Camila.
O edital para participação do projeto será assinado ainda nesta quarta-feira (10), contendo as informações para equipes que queiram participar do projeto.
"A gente tem uma linha mestra, um hub de inovação e empreendedorismo na arte, na cultura e economia criativa, que os nossos cursos possam produzir, possam criar startups, possam ganhar recursos e ter dignidade por meio da arte e da cultura e que seja um espaço para a população campo-grandense de novo retornando para Mato Grosso do Sul", afirmou.
Para ela, a participação da sociedade é essencial para enxergar o projeto sem achar que "a gente sabe tudo".
"Vamos contar com a colaboração de parceiros para que a gente possa ter uma agenda de icnema, para que a gente possa se espelhar em grandes práticas. A gente entende a Universidade como espaço de troca, um local aberto", finalizou.