Cidades

21/12/2012

Será mesmo que o mundo acaba amanhã?

Será mesmo que o mundo acaba amanhã?

THIAGO ANDRADE

20/12/2012 - 00h00
Continue lendo...

Nota: Se lida ao som de “The man comes around”, de Johnny Cash; e “It’s the end of the world as we know it (And i Feel fine)”, do R.E.M, essa reportagem ficará mais divertida.

O Vaticano, a Nasa, e até mesmo o Governo Russo e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, tiveram que se declarar em relação aos boatos sobre a possibilidade de um fim do planeta – ou do universo, no caso dos mais pessimistas – em razão de interpretações sobre o calendário maia, que se encerra no dia 21 de dezembro de 2012. Além deste, outro monumento do povo que habitou a península mexicana de Iucatã, uma espécie de totem conhecido como Estela 6, também chama a atenção para a data.

A verdade é que datas para o fim do mundo já foram marcadas diversas vezes. Até o momento, a humanidade segue intacta. “Não existem indicações de eventos sísmicos ou vulcânicos. Se houvesse algum objeto se aproximando da Terra, isso seria previsível, dada a proximidade da data. No final, temos euforia demais e fatos de menos”, aponta o professor de Física Hamilton Corrêa, que coordena o Clube de Astronomia Carl Sagan, da UFMS.

O suposto alinhamento dos planetas do sistema solar, que tem sido apontado como um presságio do fim, também não passa de invenção. “Não se trata de um alinhamento físico, mas virtual. Ele é bastante comum”, endossa o professor. O aumento da atividade solar, que atingirá o ápice em 2013 – também proclamado como uma das causas da destruição – é outro evento cíclico, que acontece de 11 em 11 anos.

“O mundo não vai acabar no dia 21 do 12 de 2012. O melhor é não pensar em coisas negativas, pois isso pode criar uma egrégora de fim do mundo. Isso poderia causar verdadeiras catástrofes, pois a grande maioria da população mundial está sintonizada nessa energia”, aponta o bruxo e numerólogo Fábio Scheridon. Ele aponta que os maias apontavam a data desta sexta-feira como o dia em que o Sol morreria. No entanto, o ciclo seria normal, acontecendo de tempos em tempos, abrindo espaço para o nascimento de um novo astro, com novas energias.
 

Leia mais no jornal Correio do Estado
 

COPA DO MUNDO

Espanha marca na prorrogação, vence acovardada Argentina e conquista sua segunda Copa do Mundo

Partida foi para a prorrogação e teve gol anulado, cartão vermelho e 1x0 para a Espanha

19/07/2026 18h00

Divulgação/X/@SEFutbol

Continue Lendo...

A maior Copa do Mundo de todos os tempos consagrou a Espanha e seu jogo coletivo. A seleção espanhola conquistou o Mundial da América do Norte neste domingo, 19, com vitória por 1 a 0 sobre a Argentina no MetLife Stadium, em East Rutherford. O atacante Ferran Torres balançou a rede na prorrogação depois do empate sem gols no tempo normal e foi o herói improvável do título que premiou o único time que jogou futebol nos arredores de Nova York.

Foi a segunda Copa do Mundo que conquista a seleção espanhola, premiada por seu paciente futebol de toque de bola. O título ficou com a equipe que mais quis jogar futebol e que só não ganhou nos 90 minutos por causa do desempenho notável do goleiro argentino Dibu Martínez, salvando a Argentina, que adotou postura extremamente defensiva e acovardada, como não havia tido no Mundial.

A Espanha voltou ao topo após 16 anos sem renunciar à sua identidade, mas reinventando-a. O toque de bola continuava ali, agora acompanhado por uma verticalidade quase cruel, por uma juventude que não conhecia o medo e por um talento capaz de acelerar o jogo sem perder a beleza, castigando o jogo pobre ofensivo dos argentinos.

É tão paciente e gosta de ter a bola esse time como a Espanha campeã do mundo de 2010, mas menos monótona e um pouco mais dinâmica e agressiva, comportamento que mostrou neste domingo diante de 80 mil torcedores, alguns deles ilustres, casos de Ronaldinho, Ronaldo, Xavi e Iniesta.

A taça é resultado do bem-sucedido projeto desenvolvido dentro da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), com integração entre as categorias de base e a equipe principal, e que teve Luis de la Fuente como a mais importante figura.

O técnico de trato afável ingressou na estrutura da RFEF em 2013, após ter comandado as categorias de base do Sevilla e a academia do Athletic Bilbao.

Passou pela seleção sub-19 e pela sub-21 e olímpica antes de chegar à equipe principal. Neste caminho, perdeu a final da Olimpíada de Tóquio para o Brasil, há cinco anos, mas ganhou a Eurocopa em 2024 e foi determinante no desenvolvimento de alguns dos mais importantes atletas da agora equipe campeã do mundo, como Fabián Ruiz, Dani Olmo, Mikel Oyarzabal, Unai Simón e Mikel Merino.

Sem tantos astros, os espanhóis derrubaram seleções estreladas: deram fim à jornada de Cristiano Ronaldo e Portugal nas oitavas, eliminaram a favorita França de Kylian Mbappé nas semifinais e agora impediram o sonho do bicampeonato da Argentina de Lionel Messi, este que encerra sua trajetória em Copas com um título e dois vices em seis participações.

COMO FOI A FINAL DA COPA DO MUNDO

A Espanha foi deixando seus rivais para trás na Copa com um ritmo cadenciado, paciência e segurança defensiva. No primeiro tempo, teve tudo isso, mas faltaram agressividade e finalizar melhor.

Rodri capitaneou uma Espanha que não sofreu, comandou as ações a partir do meio de campo e criou para ter vantagem. Não teve porque Yamal foi bloqueado na melhor finalização da etapa inicial, aos cinco minutos; Oyarzabal parou em Dibu Martínez e Cucurella arriscou chute cruzado para fora.

Em um jogo estudado, os espanhóis dominaram os argentinos, que sequer finalizaram, para fora ou em direção à meta, nos primeiros 45 minutos, algo raro em uma final de Copa. Messi, sempre rodeado por mais de um marcador, nada fez.

Lisandro Martínez foi determinante para manter o placar inalterado. O zagueiro argentino fez bem seu papel. Saiu da área para "caçar", adiantando-se nos botes, e usou a falta para impedir contra-ataque do adversário, lance que lhe rendeu amarelo. No fim, o defensor saiu lesionado e foi substituído pelo veterano Otamendi.

Scaloni, em sua escalação inicial, havia sacado Paredes para dar lugar a Nico Gónzalez, responsável por impedir as subidas de Lamine Yamal. Até funcionou, mas ele mudou de ideia e trocou o atacante do Atlético de Madrid pelo meio-campista do Boca Juniors no intervalo, restaurando a formação que começara a partida anterior, das semifinais.

Com Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, a Fifa imitou o que fazem a NFL e os grandes espetáculos americanos de entretenimento ao promover um show do intervalo no meio dos dois tempos.

Entre as muitas celebridades no gramado, os únicos ex-jogadores que apareceram na cerimônia foram Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo, além de um vídeo de Pelé, retirado de um discurso que deu o Rei do Futebol em 1977. A cerimônia emulou um passado de glória da seleção brasileira que contrasta com os recentes fracassos das últimas gerações.

ESPANHA INSISTE E EMPURRA A ARGENTINA, QUE TERMINA SEM FINALIZAR

Embora os técnicos tenham alterado as equipes, o panorama seguiu o mesmo. Os primeiros minutos do segundo tempo foram a repetição do primeiro. Domínio espanhol, muito volume de jogo, mais de 500 passes trocados, mais de 10 finalizações e os argentinos acuados

Mas a seleção europeia não levava tanto perigo. Rondava a área, encontrava espaços e usava muito os lados do campo, sobretudo o direito, com Yamal. Faltavam efetividade e mais intensidade no jogo dos espanhóis, que, quando chegavam, paravam em Dibu.

Até os 35 minutos, foram quatro importantes intervenções do goleiro argentino, em dois cabeceios de Ferran Torres e Laporte e outros dois arremates de Dani Olmo e Pau Cubarsí. Quando não apareceu foi porque o time espanhol disparou para fora, com Ferran Torres e Rodri.

A Argentina, retraída, limitou-se a se defender e terminou os 90 minutos sem fazer Unai Simón trabalhar. Não produziu nada ofensivamente a equipe comandada por Lionel Scaloni e cometeu faltas em excesso, algumas violentas. Duas delas renderam amarelos e a consequente expulsão de Enzo Fernández no acréscimo do jogo.

Não fosse Dibu, a Argentina teria sido derrotada nos 90 minutos. O goleiro, que rejeitou passar por cirurgia na mão para poder jogar o Mundial, viu valer a pena o seu sacrífico. No acréscimo, apareceu mais duas vezes e voou no canto esquerdo para impedir o que seria um golaço de falta de Yamal.

Mais 30 minutos de pressão espanhola

Não foram 90 minutos de pressão espanhola. Foram mais de 100. Na prorrogação, o roteiro se repetiu, com a insistência dos europeus no ataque, lançando mão de todos os recursos que tinham diante de um rival fragilizado e com inferioridade numérica.

A rede balançou com Nico Williams no primeiro tempo da prorrogação, mas o árbitro esloveno Slavko Vincic enxergou falta em Otamendi antes de o atacante finalizar. Dibu seguiu defendendo o que podia, e a defesa albiceleste fazendo seu papel com competência.

Seria um castigo se a Espanha não marcasse sequer um gol na decisão em que apenas ela atacou e se aproximou do gol. Não foi porque, depois de 105 minutos, a seleção europeia pôs o pé na forma e deixou eufóricos os espanhóis nas arquibancadas.

O herói do título que premiou o único time a jogar foi Ferran Torres, que entrara na etapa final. O atacante estava no lugar e no momento certos quando viu Nico Williams ajeitar de cabeça para ele acertar chute com violência no meio do gol e correr para celebrar. Os argentinos, claro, decidiram atacar depois do gol sofrido. Na pressão, sem organização, criaram três chances e não fizeram. Não havia tempo para buscar o empate. A taça mudou de dono e voltou para a Espanha após 16 anos.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 1 x 0 ARGENTINA

ESPANHA - Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Lamine Yamal, Oyarzabal (Ferran Torres) e Álex Baena (Nico Williams). Técnico: Luis de la Fuente

ARGENTINA - Dibu Martínez; Montiel (Molina), Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; De Paul (Simeone), Enzo Fernández, Mac Allister e Nico González (Paredes); Messi e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.

GOL - Ferran Torres, a um minuto do segundo tempo da prorrogação

CARTÕES AMARELOS - Lisandro Martínez, Romero, Scaloni, Mac Allister.

CARTÃO VERMELHO - Enzo Fernández.

ÁRBITRO - Slavko Vincic (Eslovênia).

PÚBLICO - 80.663 torcedores.

LOCAL - MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

Previsão

Ventania e calor continuam mas chuva chega na quarta-feira em MS

Tempestades devem chegar durante a quarta e a quinta-feira dessa semana, com acumulados podendo chegar a 50 milímetros no dia

19/07/2026 16h30

Tempestades chegam na quarta-feira em MS

Tempestades chegam na quarta-feira em MS FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

Continue Lendo...

A previsão do tempo para essa semana em Mato Grosso do Sul mostra dias de calor e vendaval, acompanhando a tendência observada nos últimos dias. 

A atuação do fenômeno Jato de Baixos Níveis, que é um corredor de ventos fortes soprando na parte baixa da atmosfera (entre 1 e 3 km de altura) favorece a ocorrência de ventanias, que chegaram a quase 50 km/h em Campo Grande nos últimos três dias. 

Pelo menos 53 municípios nas regiões oeste, sudoeste, centro-sul e sudeste do Estado continuam em alerta para vendavais, com possibilidade dos ventos chegarem a 100 km/h até a terça-feira (21). 

Paralelo aos ventos, a bolha de ar quente continua no Estado, mantendo as temperaturas altas e a umidade do ar em níveis baixos, variando entre 10% e 30%. 

Diante deste cenário, o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) recomenda o reforço na hidratação e que sejam evitadas exposições prolongadas ao sol nos períodos mais quentes do dia, além de cuidados adicionais com crianças, idosos, pessoas com doenças respiratórias e com os animais. 

Em Campo Grande, as máximas ficam na casa dos 30ºC entre segunda-feira e terça-feira, e as mínimas chegam a 23ºC. 

Em Ponta Porã, mesmo com nebulosidade, as máximas também variam entre 29ºC e 30ºC e as mínimas não passam dos 22ºC. 

Em Corumbá, as temperaturas chegam a 34ºC na próxima terça-feira (21) e as mínimas chegam a 24ºC. 

Em Três Lagoas, as máximas ficam entre 32ºC e 34ºC até a quarta-feira (22) e as mínimas variam entre 19ºC e 20ºC. 

Tempestades

A partir de quarta-feira (22), são esperadas chuvas em grande parte do Estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestades a partir dessa data, com acumulados podendo chegar a 50 milímetros diários. 

Na Capital, são esperadas chuvas fortes na quinta-feira (23), com acumulados podendo ultrapassar os 28 milímetros no dia. A temperatura cai e chega a 22ºC de máxima.

Em Três Lagoas e região, há uma queda brusca de temperatura a partir de quinta-feira, saindo de 34ºC para uma máxima de 25ºC na próxima quinta-feira (23), com acumulados de 25 milímetros. 

Na região do Pantanal, deve começar a chover a partir da próxima quarta-feira (22), com acumulados de aproximadamente 20 milímetros até a próxima quinta. 

Em Ponta Porã, chove forte na quarta-feira, com previsão de temporal durante a tarde e a noite. Os acumulados podem chegar a 14,6 milímetros. 

Após essa semana, não são esperadas mais chuvas até o fim do mês de julho no Estado. 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).