Política

COMISSÃO DA VERDADE

Senadores, OAB e CNBB pedem mudança

Senadores, OAB e CNBB pedem mudança

agência brasil

18/10/2011 - 15h21
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Senadores e representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB) e de entidades que reúnem parentes de presos políticos mortos e desaparecidos no Brasil criticaram hoje (18) o projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade. Eles exigiram que a proposta, aprovada pela Câmara e que está prestes a ser votada pelo plenário do Senado, seja modificada para prever total divulgação dos documentos sigilosos do período da ditadura militar.

Durante audiência pública no Senado, o filho do ex-presidente João Goulart, João Vicente Goulart, defendeu mudanças no texto para garantir também autonomia política e financeira à comissão. “Que depois de tanto tempo e de tanta luta, essa comissão não seja instalada sem autonomia.” O secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho, ressaltou a importância da Comissão da Verdade ser “plural”.

A procuradora federal dos Direitos dos Cidadãos, Gilda Carvalho, sugeriu que conste do texto da proposta que militares e pessoas ligadas às vítimas do período da ditadura não possam participar da comissão para que ela seja imparcial. “Entendemos que a comissão deve ser criada com membros que tenham honradez, compromisso com o país e imparcialidade. Por isso, somos contra a participação de representantes das vitimas e dos militares.”

Vários senadores que participaram do debate reclamaram da pressa na aprovação do projeto. Para eles, o Senado está sendo desrespeitado. “Não podemos apenas bater o carimbo do que vem da Câmara com a desculpa de que não pode voltar para lá por questão de prazo. Esta é a Casa da Federação e temos que manter o equilíbrio”, reclamou o senador Pedro Taques (PDT-MS). “Esta Casa não pode ser apenas homologatória das propostas aprovadas na Câmara. Não podemos aceitar a imposição de que o tempo não nos permita melhorar os projetos”, reforçou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

Os senadores também criticaram o período de abrangência para as investigações da comissão e o prazo de dois anos para conclusão dos trabalhos. “O período de 1946 a 1988 é para embaralhar as investigações. O período de 1946 não tem nada a ver do ponto de vista histórico com o que aconteceu a partir de 1961”, disse Taques. Segundo ele, o prazo de dois anos da comissão também não será suficiente para esclarecer os fatos.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) assinalou que a comissão não poder servir apenas para “reconciliar”, mas para fazer justiça. “A comissão deveria se chamar Comissão da Justiça. Não podemos pensar que ela vai produzir apenas um material histórico sobre o que ocorreu durante a ditadura. O que estamos buscando como a comissão é que a justiça seja feita.”

De acordo com o texto aprovado pela Câmara, a Comissão da Verdade terá como finalidade examinar e esclarecer as violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, com objetivo de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional.

Investigação

Mendonça nega compartilhamento de dados sobre a morte de 'Sicário' com CPI do Crime Organizado

Mendonça argumenta que as informações apuradas pela Operação Compliance Zero e as investigações sobre as fraudes do Master, sob sua relatoria no Supremo, ainda estão em curso e que há diligências pendentes

09/04/2026 21h00

Mendonça nega compartilhamento de dados sobre a morte de 'Sicário'

Mendonça nega compartilhamento de dados sobre a morte de 'Sicário' Divulgação

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira, 7, dois pedidos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado para compartilhar informações sobre as investigações do Banco Master e da morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Daniel Vorcaro.

Mendonça argumenta que as informações apuradas pela Operação Compliance Zero e as investigações sobre as fraudes do Master, sob sua relatoria no Supremo, ainda estão em curso e que há diligências pendentes.

O ministro afirma que a divulgação desses dados neste momento poderia comprometer as investigações, mas deixa aberta a possibilidade de reavaliar o pedido no futuro, quando a fase de apuração estiver concluída.

Os dois requerimentos de compartilhamento de dados são de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e foram aprovados pela CPI na reunião de 11 de março. O parlamentar argumenta que a solicitação é necessária para "compreender se o falecimento de Felipe Mourão evidencia comportamento típico de integrante de verdadeira organização mafiosa".

Segundo o requerimento, a CPI pretendia apurar se o caso indicava o padrão de organização criminosa em que é preferível a morte "à condenação ou colaboração com as autoridades", além de avaliar "como esse tipo de conduta pode ser evitado nos estabelecimentos policiais e prisionais, que devem zelar pela integridade física e mental dos custodiados".

O Sicário foi preso pela Polícia Federal em 4 de março, mas tentou suicídio no mesmo dia, enquanto estava sob custódia em Minas Gerais. Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O ato foi registrado por câmeras de segurança "sem pontos cegos", segundo as autoridades. A morte foi confirmada oficialmente no dia 6 e está registrada em cartório. O velório ocorreu no dia 8.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era um dos homens de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro, e recebeu o apelido de "Sicário" que, segundo a própria PF, era condizente com as atividades que realizava para o dono do Banco Master.

Mourão seria o responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do banqueiro.

O Sicário de Vorcaro não chegou a cometer assassinatos, segundo a PF. Mourão era responsável pelo núcleo de intimidação e obstrução à Justiça (batizado de "A Turma" num grupo de WhatsApp encontrado no celular de Vorcaro). Ele é acusado de obter informações sigilosas mediante acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público Federal (MPF), do FBI e da Interpol.

 

EM CAMPO GRANDE

Flávio Bolsonaro não confirma Tereza Cristina, mas diz que é "sonho de consumo" ter ela como vice

Senador e pré-candidato à presidência participa da Expogrande e disse que a senadora sul-mato-grossense é uma das possibilidades em sua chapa

09/04/2026 20h17

Flávio Bolsonaro participa da abertura da Expogrande ao lado do governador Eduardo Riedel

Flávio Bolsonaro participa da abertura da Expogrande ao lado do governador Eduardo Riedel Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro e pré-candidato à Presidência da República, afirmou que seria um "sonho de consumo" ter a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) como vice em sua chapa, mas afirmou que essa discussão só será feita mais a frente. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (9), na Expogrande, em Campo Grande.

"A Tereza é o sonho de consumo de todo mundo, eu sou fã dela, mas a questão de vice vai ser só muito mais lá pra frente. Eu até brinquei com ela, eu chamo ela de vózinha, porque ela é muito parecida com a minha avó e é uma forma carinhosa de chamar alguém que eu respeito demais", disse Flávio Bolsonaro.

O senador elogiou ainda o conhecimento e vivências da senadora no agronegócio, mas ressaltou que o nome dela é uma das possibilidades, porém ainda não é possível adiantar quem efetivamente concorrerá como vice-presidente.

"Para mim ela é uma das maiores referências no mundo do agro que o Brasil tem. Nós tivemos o privilégio de ter ela como ministra do governo Bolsonaro e, mais para frente pra frente, vamos pensar com calma, não tem agora como antecipar nada, mas eu fico muito feliz de a gente poder ter ela entre as possibilidades", concluiu.

Conforme reportagem do Correio do Estado, no fim de março, Tereza Cristina afirmou que nunca recebeu convite oficial para ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro na disputa pela presidência do Brasil, mas, caso houvesse, ela iria “pensar”. 

Tereza é um nome que vem sendo ventilado como possibilidade de vice desde as últimas eleições, por ser uma voz de liderança feminina na direita e no agronegócio.

“Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse em entrevista no dia 31 de março.

Flávio Bolsonaro em Campo Grande

Flávio Bolsonaro chegou a Campo Grande nesta quinta-feira e pretende aproveitar a feira agropecuária para se consolidar de vez como o nome do agronegócio nacional para tentar derrotar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição.

Na Capital de Mato Grosso do Sul, sua primeira agenda agenda foi uma visita ao Bioparque Pantanal, acompanhado pelo governador do Estado, Eduardo Riedel (PP) e pelo ex-governador e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL). 

À noite, ele participa da abertura da Expogrande, também ao lado do governador e de seu grupo político. 

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda participa, na manhã desta sexta-feira (10) de um café da manhã com políticos da direita.

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