Economia

projeto de lei

Senado aprova abatimento no IR para previdência de filhos

Senado aprova abatimento no IR para previdência de filhos

agência brasil

09/05/2012 - 19h00
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O recolhimento à previdência privada de contribuição para filhos estudantes de até 24 anos de idade e sem renda própria poderá contar com abatimento na base de cálculo de deduções do Imposto de Renda, de acordo com projeto aprovado nesta quarta-feira pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. A matéria ainda vai ser apreciada em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a medida beneficia a classe média, que pode antecipar, para seus filhos, os benefícios previdenciários, "garantindo o seu futuro, quando eles ainda estão na escola".

A proposição garante aos pais ou responsáveis abatimento na declaração anual do Imposto de Renda semelhante ao obtido pelo percentual pago por empregado à Previdência Social.
 

Jornada de trabalho

Para Riedel, decisão sobre a jornada 6x1 é "assunto do Congresso Nacional"

Segundo o Governador, ainda não é possível mensurar o impacto do tema em Mato Grosso do Sul

20/05/2026 16h00

Governador diz que não pode medir o impacto na economia estadual

Governador diz que não pode medir o impacto na economia estadual FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, afirmou nesta quarta-feira (20) que a decisão sobre a discussão da jornada de trabalho em escala 6x1 é um "assunto inerente ao Congresso Nacional". 

Além disso, ressaltou que cada deputado tem a liberdade para votar no assunto de acordo com a sua orientação e entendimento sobre o tema. 

"Eu acho que a discussão 'tá' colocada, o Congresso Nacional já está discutindo e os nossos parlamentares têm disposições distintas em relação ao tema. Cada um vai votar conforme a sua orientação e entendimento em relação ao tema. A gente tem que aguardar para entender", disse em coletiva. 

Riedel afirmou que, mesmo tendo estado em Brasília recentemente, não participou de tratativas sobre o tema por estar em outras agendas. Por causa disso, não consegue mensurar o impacto que o tema na economia de Mato Grosso do Sul. 

"Vamos esperar o final do projeto, esperar a definição, para saber se realmente vai existir ou não. Tem que aguardar", disse. 

Como votam os deputados de MS

O texto prevê o aumento de um para dois dias o descanso mínimo semanal para os trabalhadores, preferencialmente aos sábados e domingos. Além disso, diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras.

De acordo com a PEC nº 148/2015, o fim da chamada escala 6x1 deverá ocorrer de forma gradual ao longo de seis anos.

Dos oito deputados federais por Mato Grosso do Sul, sete que conversaram com o Correio do Estado se dizem favoráveis ao fim da escala 6x1. 

No entanto, os deputados Marcos Pollon (PL), Dr. Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL) e Beto Pereira (Republicanos) assinaram a emenda parlamentar que amplia as possibilidades de flexibilização trabalhista, cria brechas para jornadas de 52 horas semanais e adia o fim da escala 6x1 por dez anos.

A  proposta apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) recebeu 176 assinaturas válidas na Câmara dos Deputados. O mínimo necessário para apresentação formal da emenda é de 171 assinaturas. 

O texto inicial da PEC 221/2019 previa redução gradual para 36 horas semanais. Já a emenda do Centrão reduz esse objetivo para 40 horas.

Além disso, a proposta afirma que os serviços essenciais, ou seja, aqueles ligados à saúde, segurança, mobilidade, abastecimento, infraestrutura crítica e continuidade de serviços poderão manter jornadas de até 44 horas semanais.

Outro trecho prevê que acordos individuais ou coletivos ampliem a jornada em 30%, podendo chegar a 52h de trabalho semanal, carga que está acima do limite estabelecido na Constituição.

O texto também estabelece que a emenda constitucional só entrará em vigor dez anos após sua publicação. Os parlamentares que são a favor desta proposta argumentam que isso evitaria impactos econômicos e daria segurança jurídica às empresas. A justificativa é que a redução da jornada poderia gerar impacto inflacionário, aumento de custos e insegurança jurídica.
 

Nacional

Congresso busca compensar varejo nacional e atenuar efeitos do fim da 'taxa das blusinhas'

A MP autorizou a isenção do imposto de importação sobre as compras em plataforma internacionais de até US$ 50, sobre as quais incidia uma alíquota de 20% desde agosto de 2024

20/05/2026 13h30

Congresso Nacional, sediado em Brasília

Congresso Nacional, sediado em Brasília Foto: Ana Volpe / Senado Federal

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Deputados e senadores buscam maneiras de compensar o varejo nacional pelo fim da chamada "taxa das blusinhas", além de formas de atenuar seus efeitos. Na última segunda-feira, 18, foi encerrado o prazo para apresentação de emendas à Medida Provisória (MP) nº 1.357/2026, editada pelo governo federal na semana passada e já em vigor. A maioria das 112 propostas de alteração partiu de parlamentares de oposição, mas houve também emendas apresentadas por representantes de partidos da base, como o PDT e o PSB.

A MP autorizou a isenção do imposto de importação sobre as compras em plataforma internacionais de até US$ 50, sobre as quais incidia uma alíquota de 20% desde agosto de 2024, após aprovação de uma lei pelo Congresso Nacional, articulada em conjunto com o governo federal.

Uma das emendas apresentadas, de autoria do senador e ex-vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS), propõe a redução da alíquota do imposto de importação incidente sobre remessas internacionais de até US$ 50 de 20% para 10%, além da postergação da entrada em vigor da medida para 1º de janeiro de 2027. Esse vacatio legis (intervalo entre a publicação de uma lei e sua entrada em vigência) também foi proposto por outros parlamentares, como o senador Luís Carlos Heinze (PP-RS)

Já o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) sugeriu a concessão de créditos presumidos a varejistas nacionais sobre vendas de produtos populares - assim considerados aqueles de até R$ 250 - a pessoas físicas residentes no Brasil, similares aos que tendem a ser beneficiados com a revogação da tributação de 20% proposta. O porcentual sugerido do crédito presumido é de 15% do preço de venda no varejo (que reintegra os tributos presentes desde a indústria até o varejo), considerando que, com a eliminação da taxa das blusinhas, as importações das plataformas digitais estrangeiras reduzirão seu preço de venda ao cliente final em 16,67%.

"A medida visa neutralizar o ônus tributário dos setores produtivo e varejista brasileiros de maneira sustentável, por meio de procedimentos administrativos de compensação e ressarcimento moderados pela Receita Federal do Brasil, assegurando condições mínimas de paridade competitiva entre empresas brasileiras e estrangeiras na comercialização de produtos similares a consumidores brasileiros", justificou o deputado.

Por sua vez, deputada Caroline de Toni (PL-SC) propôs a isenção da Contribuição para o PIS/Pasep, da Cofins e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas operações de varejo popular realizadas por pessoas jurídicas domiciliadas no País, envolvendo produtos dos setores de confecção, calçados, bolsas, malas e acessórios, até o limite equivalente ao atualmente utilizado como referência para remessas internacionais de baixo valor.

"Ao conferir tratamento tributário equivalente ao aplicado às remessas internacionais de pequeno valor, a emenda promove os princípios constitucionais da isonomia tributária, da livre concorrência e da valorização da produção", defendeu de Toni.

Da parte da base, o deputado Felipe Carreras (PSB-PE) sugeriu que fabricantes de produtos têxteis e empresas de comércio varejista possam contribuir com base na receita bruta, em substituição à contribuição previdenciária incidente sobre a folha de salários nacional. Carreras argumentou que essa é uma forma de "conferir estabilidade regulatória e segurança jurídica às empresas alcançadas pela política pública, permitindo planejamento de longo prazo, preservação de investimentos e manutenção de empregos".

Comissão Mista

É aguardada para os próximos dias a definição dos membros da Comissão Mista que irá analisar a medida (com 12 deputados e 12 senadores). O relator designado deverá analisar as emendas apresentadas e emitir parecer para votação do colegiado. Em seguida, a matéria deve ser submetida aos plenários da Câmara e do Senado. A MP perde validade em outubro, mês das eleições, e precisa ser aprovada pelas duas Casas para ser definitivamente convertida em lei.

O que diz o governo

O Ministério da Fazenda defende que, desde 2023, com a instituição do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, foi revertida uma situação anterior marcada por práticas irregulares, dando transparência, pela primeira vez, ao volume dessas remessas no Brasil. "Isso permitiu que União e Estados tratassem de seus efeitos, inclusive tributários, com o objetivo de dar isonomia a quem produz e vende no País", disse a pasta, em nota.

O governo também reconheceu que as compras internacionais de até US$ 50 foram incorporadas à cesta de consumo das famílias brasileiras, especialmente da população trabalhadora. "Por isso, a Medida Provisória zera a alíquota do Imposto de Importação para essas pequenas remessas feitas em plataformas que aderiram ao Remessa Conforme. O regime tributário das remessas acima de US$ 50 não será alterado", salientou a Fazenda.

Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, a tributação de compras internacionais deveria gerar arrecadação estimada em R$ 1,94 bilhão em 2026, R$ 3,54 bilhões em 2027 e R$ 4,24 bilhões em 2028, conforme dados da Subsecretaria de Administração Aduaneira. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, foi arrecadado cerca de R$ 1,86 bilhão com a medida. Com isso, até 2028, a renúncia total com o imposto deverá ser da ordem de R$ 9,72 bilhões.

Por se tratar de um imposto de caráter regulatório, o entendimento é de que a isenção do imposto de importação não exige medidas de compensação.

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