Quarta, 22 de Novembro de 2017

Sem ponte, cai o turismo na região da Estrada-Parque

17 MAR 2010Por 00h:17
A demora na reforma e recuperação da ponte de madeira sobre o Rio Miranda, no Passo do Lontra (Pantanal da Nhecolândia), e a indefinição do início da construção da estrutura de concreto prometida pelo Governo do Estado, está afetando o turismo na Estrada-Parque e onerando ribeirinhos e fazendeiros com a tarifa abusiva na travessia de balsa. Reunião para discutir a gestão e os problemas estruturais da estrada ecológica, segunda-feira (15), entre Governo do Estado, Prefeitura Municipal de Corumbá e a comunidade local apontou o acesso à região como maior dificuldade para desenvolver o turismo, a produção bovina e a melhoria da qualidade de vida dos moradores. O ponto nevrálgico é a travessia no Miranda. No final de 2009, um caminhão transportando retroescavadeira quebrou a ponte, que já apresentava problemas na sua estrutura. O governo contratou uma empresa para fazer o transbordo dos veículos, sem custos, mas a partir de 29 de janeiro, quando passou a operar balsa maior, são cobrados R$ 40 (caminhão) e R$ 25 (carro de passeio e picapes). Ribeirinhos, pousadas e fazendeiros pagam por travessia e muitos passam por ali duas ou mais vezes por dia. Em fevereiro, um empreendimento próximo ao Lontra teve uma despesa de R$ 1 mil com a balsa para transportar seus turistas. “Isso inviabiliza o turismo e quebra o fazendeiro, que já paga o Fundersul”, diz João Julio Dittmar, dono de pousada no Rio Vermelho. Demora A reforma da ponte no Miranda deve demorar mais de quatro meses e o serviço está lento. Apenas cinco operários trabalham na recomposição de seus esteios e pilares. A reconstrução da parte que desabou ainda não tem previsão, o que preocupa os usuários da estrada. O Estado informou que a ponte de concreto depende de licitação e a obra deve começar em julho. Segundo a associação dos moradores a balsa demora até uma hora para atender a um veículo, principalmente com a redução do tráfego após o intenso movimento em janeiro e fevereiro para retirada do gado devido a cheia no Pantanal. Hotel mantém carro do outro lado da ponte, sentido Buraco das Piranhas, à noite, para eventual emergência.

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