Sábado, 18 de Novembro de 2017

Segurança prepara operação para recapturar condenados

12 FEV 2010Por 08h:03
A Secretaria de Justiça e Segurança Pública irá montar uma operação especial para capturar 21 presos do Presídio de Dois Irmãos do Buriti (PDIB), que deveriam ter se apresentado até dia 10, mas não apareceram. Esses internos integram a relação dos 83 que a Justiça mandou retornar à unidade penal, após terem conseguido prisão em regime domiciliar. Do total que teria que voltar ao estabelecimento, apenas 62 apresentaram-se. Como o prazo estipulado terminou na quarta-feira, agora a Secretaria de Segurança aguarda a expedição dos mandados de prisão para dar início à captura daqueles que não apareceram. Os 21 que não se apresentaram ainda podem ir até às delegacias ou à Agência de Administração do Sistema Penitenciário e então serão encaminhados para Dois Irmãos do Buriti. Quem não se apresentar, será preso pela polícia como fugitivo. De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, assim que o juiz Alysson Kneip Duque, da Vara Única de Dois Irmãos, expedir o mandado de prisão para os foragidos, todas as 400 unidades policiais do Estado receberão o documento para a captura dos detentos. Entre os presos que tinham conseguido ir para casa, mas que a Justiça mandou retornar, está Alcizino Valério dos Santos. Condenado por envolvimento em latrocínio em 2006, Alcizino estuprou a ex-companheira no mesmo dia em que saiu do presídio. Uma semana depois, foi preso após ter assaltado um mercado e baleado o funcionário do local, que reagiu ao crime. Agora, Alcizino teve a progressão de pena cancelada e voltou para o regime fechado. Decisões Os 83 presos que a Justiça mandou de volta para Dois Irmãos são condenados por crimes contra a vida. A decisão judicial, que também suspendeu as liberações por 90 dias, atende parcialmente a mandado de segurança impetrado pelo Governo do Estado. O recurso é contra a determinação da 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que, em janeiro, liberou para o regime domiciliar 143 detentos. O benefício foi concedido em atendimento a pedido da Defensoria Pública, que alegou que os internos tinham direito ao regime semiaberto, mas estavam no fechado. Na decisão da 1ª Turma, os detentos ficariam em casa e retornariam à prisão quando o Estado tivesse condições de cumprir a Lei de Execuções Penais.

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