Domingo, 19 de Novembro de 2017

Segurança e trânsito preocupam população

19 FEV 2010Por 08h:28
Nas ruas, alguns reflexos da nova cara de Três Lagoas incomodam. A segurança pública e o trânsito são as principais queixas da população. “As fábricas deram um impulso para a cidade, tá um ‘vuco-vuco’ danado, mas, em contrapartida, veio a bandidagem e tirou o nosso sossego”, reclama Valdenir Gonzaga Dias. O taxista Valdeli da Silva aponta os baixos salários pagos na indústria como principal problema. “O salário só paga o arroz e o feijão”, queixa-se. Os preços dos aluguéis ainda assustam Nilza Aparecida Oliveira: “A cidade mudou para pior, o trânsito virou uma loucura, a violência aumentou e o aluguel também”. Segundo o corretor de imóveis, José Carlos Crespo, os preços triplicaram durante a construção das fábricas. “As casas viraram alojamentos, e os preços eram definidos pelo número de pessoas que o imóvel abrigava”, diz. O mercado esfriou com o término das obras do complexo de papel e celulose, e a procura por casas desmoronou 70%. O aluguel de uma casa com três quartos, que atualmente varia entre R$ 700 e R$ 1.000, chegou a custar R$ 3.000. “O setor lucrou muito, na época”, avalia o corretor. As companhias preparamse para economizar na hospedagem dos trabalhadores na próxima onda de construções na cidade. A Fibria, por exemplo, doou dois alojamentos à prefeitura com capacidade para 1.500 pessoas. De acordo com Crespo, uma nova orientação das empresas deve segurar os preços dos aluguéis. “As empresas estão pagando, no máximo, R$ 1.500 pelo aluguel; e para coibir preços abusivos, vão preferir locar várias casas para abrigar os funcionários do que uma para muitos”, afirma. (CHB, com colaboração de Lidiane Kober)

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