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Secretário-geral da ONU pede que presidente da Síria pare de matar seu próprio povo

Secretário-geral da ONU pede que presidente da Síria pare de matar seu próprio povo

AGÊNCIA BRASIL

16/01/2012 - 01h00
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez um apelo incisivo hoje (15) para que o presidente da Síria, Bashar Al Assad, pare de matar seu próprio povo.

Em um discurso no Líbano, Ban Ki-moon disse que as revoluções árabes mostraram que o povo não aceita mais tiranos no poder. "Pare com a violência, pare de matar seu povo. O caminho da repressão é um beco sem saída", afirmou, durante uma conferência sobre democracia nos países árabes em Beirute.

"Os ventos da mudança não vão parar de soprar. A chama que teve início na Tunísia não vai enfraquecer."

O secretário-geral disse ainda que, desde o começo das manifestações da Primavera Árabe, ele vem alertando líderes para que ouçam a população, afirmando que os que ainda não estão fazendo isso sofrerão sérias consequências.

O chanceler francês, Alain Juppé, reagiu, atacando o “silêncio” da ONU em relação à Síria. “O massacre continua, assim como o silêncio do Conselho de Segurança. Essa situação está se tornando intolerável", disse Juppé.

Na semana passada, um jornalista da emissora francesa France Deux foi morto em Homs, um dos epicentros dos protestos contra o regime sírio. Gilles Jacquier foi o primeiro profissional da imprensa ocidental a morrer no conflito.

Em outubro, Rússia e China vetaram uma proposta de resolução que condenaria o regime de Assad.

O chanceler britânico, William Hague, disse que não há, a curto prazo, planos de se criar na Síria uma área de bloqueio aéreo, como foi imposto à Líbia no ano passado.

Ainda neste domingo, Assad aprovou uma anistia geral para todos os crimes cometidos durante os dez meses de protestos populares contra o governo, segundo anunciou a mídia estatal.

A anistia pode ser aplicada aos desertores do Exército que se entregarem antes do final de janeiro, manifestantes pacíficos e outros que entreguem armas ilegais.

Segundo a ONU, mais de 5 mil pessoas já morreram em consequência da repressão do governo às manifestações e 14 mil pessoas envolvidas nos protestos estão presas.

TRAGÉDIA

Criança morre após incêndio atingir casa no interior de MS

Suspeita é que o menino, de 6 anos, morreu devido a inalação da fumaça

29/06/2026 08h10

Incêndio ocorreu na noite deste domingo (28), em Terenos

Incêndio ocorreu na noite deste domingo (28), em Terenos Reprodução

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Em Terenos, município localizado a 31km de Campo Grande, incêndio atingiu uma residência no bairro Residencial Heitor Rodrigues e matou um menino de 6 anos, na noite deste domingo (28).

De acordo com testemunhas, a criança estava dentro da casa quando o fogo se alastrou, por volta das 20h. A causa do incêndio segue sendo apurada pelas Polícia Civil de Terenos.

Segundo informações preliminares, no momento que o incêndio começou no interior da casa, a criança se escondeu atrás de um sofá na sala. A família realizava uma confraternização do lado de fora do imóvel e entrou para tentar o resgate do menino, mas não o encontraram devido ao excesso de fumaça que atrapalhou a visão do ambiente.

A suspeita é que a vítima morreu óbito asfixiada pela fumaça. Quando foi localizada, já estava sem sinais vitais. O Corpo de Bombeiros de Campo Grande (MS) atendeu a ocorrência, mas, quando a equipe chegou, o garoto já estava sem vida.

 

Segurança Pública

Apreensão recorde de cocaína teria como destino os EUA

Carga apreendida em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso em toras de madeira neste mês foi a maior já registrada e investigação segue em andamento

29/06/2026 08h00

Reprodução/Exército

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A apreensão de 100 toneladas de cocaína nos Portos de Arica, San Antonio e Valparaíso, no Chile, no começo deste mês, alertou autoridades na América Central e na América do Norte, em razão do destino da carga, e resultou na maior apreensão da droga da história do Brasil.

As drogas, que estavam em toras de madeira no Chile, tinham como destino os Estados Unidos, e a suspeita é de que a carga apreendida em Mato Grosso do Sul teria o mesmo destino.

Desde o começo deste mês, autoridades da América do Sul estavam em alerta, diante da atuação de traficantes internacionais em áreas fronteiriças, após a Aduana do Chile, com a Polícia Marítima e a Marinha chilena, realizar a apreensão de 100 toneladas de cocaína escondidas em forma líquida em 1.080,8 toneladas de madeira. O carregamento tinha origem na Bolívia e estava direcionado para 15 destinos.

Só na América Central e na América do Norte, a droga estava prevista para chegar a Estados Unidos, México, Panamá e República Dominicana. Na Europa, os destinos eram Alemanha, Bélgica, França, República Tcheca, Espanha, Portugal, Itália e Reino Unido. Também havia destinação para Marrocos, Nova Zelândia e Ilhas Maurício.

Carga de 260 toneladas de madeira estava impregnada de cocaína líquida e foi apreendida em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação

Foi justamente por conta dessa apreensão, a maior da história do Chile, que outros países emitiram alerta, e isso incluiu os Estados Unidos. 

“Esta apreensão de aproximadamente 108 toneladas de droga, principalmente de cocaína e ketamina, equivale a US$ 8,3 bilhões”, pontuou o diretor-geral do Território Marítimo e Marinha Mercante do Chile, vice-almirante Arturo Oxley.

Na Bolívia, depois da apreensão chilena, a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn) passou a monitorar outros carregamentos de madeira e fez diferentes operações.

Entre elas, uma no Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, por conta de uma suspeita de que um voo internacional para Miami poderia ser usado para o transporte de cocaína.

Essa investigação em Santa Cruz de la Sierra ocorreu no dia 11 deste mês. Além do aeroporto, a fronteira com o Brasil passou a receber monitoramento intensificado, envolvendo as saídas para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. 

Do lado boliviano, não houve divulgação direta sobre apreensão, mas, no dia 19, o Brasil conseguiu interceptar oito caminhões, sendo quatro em Corumbá e outros quatro em Cáceres (MT), com 260 toneladas de madeira e entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína.

“A cooperação internacional entre Brasil, EUA e Bolívia foi determinante para identificação do esquema internacional, com atuação integrada entre as aduanas, os EUA e a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico, Felcn, da Bolívia”, reconheceu a Receita Federal, em nota.

AÇÃO INTENSIFICADA

Esses casos são resultado da intensa aproximação política dos Estados Unidos com a Bolívia, o que faz o governo de Donald Trump atuar mais diretamente em ações coordenadas de investigação contra o tráfico transnacional de cocaína. 

Além da Operação Timber Shield, realizada por Bolívia, EUA e Brasil e que interceptou um carregamento recorde de cocaína em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os norte-americanos levaram para atuar diretamente na embaixada do país na Bolívia Erik Martini, que assumiu o posto de encarregado consular no dia 18. 

Antes de atuar em território boliviano, ele era diretor em um setor diplomático estadunidense na Venezuela, país que teve uma intromissão direta do governo de Trump, sob a alegação de combate ao tráfico internacional de drogas. Martini também atuou na Ásia em ações de contraterrorismo.

Logo que assumiu o posto, Martini realizou reunião com o ministro de Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, para discutir ações coordenadas. O encontro ocorreu na quarta-feira e foi divulgado pelos governos dos Estados Unidos e da Bolívia.

“Tive a oportunidade de me reunir com Erik Martini, encarregado de negócios e chefe de missão na Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia. Foi uma conversa franca e positiva sobre os desafios que temos pela frente em matéria de segurança, defesa e luta contra o crime organizado. A Bolívia deve relacionar-se com o mundo com seriedade, respeito e objetivos claros. A cooperação internacional fortalece nossas capacidades para proteger nossa gente e defender a democracia”, escreveu Justiniano sobre a reunião.

Do lado dos EUA, também houve manifestação. “O encarregado de negócios Martini conversou com o ministro da Defesa da Bolívia sobre a cooperação de segurança contínua e a expansão dessa relação entre EUA e Bolívia. O ministro Justiniano informou sobre o papel das Forças Armadas bolivianas na proteção da segurança pública e no restabelecimento da ordem”, informou a embaixada.

Com ambos os posicionamentos, foram dados sinais ainda maiores sobre movimento para ações coordenadas contra o crime organizado no país vizinho.

E isso inclui ações contra as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que têm atuação na Bolívia.

Além disso, a Drug Enforcement Administration (DEA), unidade policial especializada em combate às drogas dos Estados Unidos, já tem unidade em La Paz e atuação em outras partes do país. 

* Saiba 

No Brasil, apesar de os Estados Unidos não terem uma atuação direta no território, como na Bolívia, o governo de Donald Trump declarou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que gera uma nova condição de atuação investigativa.

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