Domingo, 19 de Novembro de 2017

Secretário diz que não tem policiais para ficar em postos de saúde

28 JAN 2010Por KARINE CORTEZ22h:24
O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, informou ontem que a Polícia Militar não tem efetivo para atender solicitação da prefeitura de policiamento permanente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), até mesmo porque seriam necessários 32 policiais de plantão. Ele apenas determinou que seja implantado um canal direto de comunicação entre os administradores dos nove postos de saúde 24 horas e das duas UPAs com os comandantes da base policial da área. “Os administradores das u n idades de saúde terão número do celular dos comandantes e ligarão direto para eles quando houver necessidade. Desta forma, esperamos dar mais agilidade ao atendimento policial”, disse. A declaração foi feita durante reunião, na sede da secretaria de segurança, com o prefeito Nelsinho Trad, o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e o chefe do Estado-Maior da PM, Luis Carlos Garcia Gomes. Wantuir Jacini alegou que não foi informado de que as UPAs da Vila Almeida e do Bairro Coronel Antonino exigiam a presença de policiais militares, conforme portaria baixada pelo Ministério da Saúde. “Recebi hoje do prefeito um ofício solicitando policiamento nesses locais e é claro que não tenho esse efetivo de pronto. O Ministério da Saúde, que autorizou a construção das UPAs, não poderia ter nos dado missão sem nos dar os meios”, enfatizou. A demora no atendimento aos pacientes que vão aos postos, aliada à falta de paciência de familiares, tem resultado em bate-bocas e agressão a médicos e enfermeiros que atuam nas unidades de saúde e isso foi o que motivou a prefeitura a cobrar segurança nos postos. Na semana passada, por exemplo, revoltados com a demora, cerca de 20 homens invadiram a Unidade de Pronto Atendimento da Vila Almeida, encurralaram médicos e só não houve quebra-quebra porque integrantes da Guarda Municipal conseguiram apaziguar os ânimos. Na chegada para a reunião, Nelsinho disse que, sem segurança não iria contratar mais médicos. “Quem é que gostaria de trabalhar sob ameaça e com medo. Sem segurança, não dá”, salientou. Mas ao final o prefeito saiu e não quis falar com a imprensa sobre o posicionamento da Sejusp. Wantuir Jacini explicou que apenas para uma UPA seria necessária equipe com 16 policiais e, somando as duas, daria 32 homens. “Além dos policiais em si, ainda teríamos que ter pelo menos quatro viaturas novas e não temos”. Essas unidades são diferentes dos 24 horas porque permitem que o paciente permaneça internado no local por até 72 horas e, por conta disso, são levados para lá pacientes vítimas de violência. “Esses pacientes vítimas de violência são baleados, esfaqueados ou até atropelados que vêm de situações adversas, exigindo um certo cuidado por parte dos médicos até mesmo com os acompanhantes. Por isso, as UPAs precisam de mais segurança”, explicou o secretário de Saúde. Carnaval O secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, se comprometeu com a prefeitura em reforçar o policiamento nas unidades de saúde 24 horas e nas UPAs durante os dias de carnaval. “A PM vai estar fazendo ronda nas proximidades dos postos durante o carnaval, porque nesse período ainda existe o agravante da ingestão de bebida alcoólica, o que leva as pessoas a perder a calma e partirem para agressão”, salientou Luiz Mandetta. O secretário de Saúde disse que a prefeitura está contratando novos médicos de forma gradativa. “Não temos como dizer quantos vamos ou podemos contratar. Isso vai depender dos médicos que forem saindo para fazer residência ou servir no Exército”, salientou. Ontem, 11 médicos, sendo seis plantonistas e cinco ambulatoriais, foram contratados, conforme publicação do Diário Oficial.

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