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'Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles', diz ministro

'Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles', diz ministro

G1

24/07/2014 - 17h51
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Em reação a declarações da chancelaria de Israel que minimizaram o peso do Brasil na diplomacia mundial, o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, afirmou nesta quinta-feira (24) que, se existe algum "anão diplomático", o Brasil não é um deles.

De acordo com o jornal "The Jerusalem Post", o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático", ao comentar a decisão brasileira de chamar o embaixador para consultas por conta da escalada de violência na Faixa de Gaza. Nos últimos 16 dias, pelo menos 644 palestinos e 31 israelenses, entre estes 29 soldados, que morreram na ofensiva de Israel contra o grupo islâmico Hamas.

O porta-voz, segundo a publicação, disse que a atitude do governo brasileiro é "uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático".

"Somos um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um histórico de cooperação pela paz e ações pela paz internacional. Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles". Mas não contestamos o direito de Israel de se defender, jamais contestamos isso. O que contestamos é a desproporcionalidade das coisas", disse Figueiredo durante um evento em São Paulo registrado pela rádio CBN.

Em entrevista à TV Globo, o chefe do Itamaraty disse que o Brasil reconhece o direito de defesa de Israel, mas que as ações militares na Faixa de Gaza devem ser feitas com "proporcionalidade". O ministro criticou mortes de crianças e civis e as classificou como "inaceitáveis".

Nesta quarta (22), o Brasil chamou o embaixador em Tel Aviv "para consultas", medida diplomática tomada quando o governo quer demonstrar o descontentamento e avalia que a situação no outro país é de extrema gravidade.

Na entrevista, questionado sobre a nota israelense, Figueiredo disse que o Brasil reconhece o direito de defesa de Israel, mas critica a "desproporcionalidade" da ação militar. O ministro afirmou que o Brasil condena também as ações de violência do Hamas, grupo palestino envolvido no conflito.Em resposta à atitude do governo brasileiro, o governo de Israel publicou nota oficial (veja íntegra ao final deste texto) em que afirma que a decisão brasileira “não reflete o nível de relação entre os países e ignora o direito de Israel defender-se”.

"O Brasil, desde o início, condenou tanto o lançamento de foguetes pelo Hamas, e nós fomos abundantemente claros com relação a isso, como condenamos tambem a reação de Israel. Nós não contestamos o direito de defesa que Israel tem. É um direito que ele tem. Nós contestamos a desproporcionalidade entre uma coisa e outra. Morreram cerca de 700 pessoas na Faixa de Gaza, a grande maioria delas civis e um número também bastante alto de mulheres e crianças. Isso não é aceitável e é contra isso que nós nos manifestamos", afirmou o ministro.

Sobre chamar o embaixador para consultas, Figueiredo disse que se trata de um procedimento normal e que não sabe quantos dias o diplomata vai ficar no país.Na entrevista desta quinta, Figueiredo afirmou que Brasil e Israel são países amigos, mas que "amigos também podem discordar".

"O embaixador do Brasil em Israel está sendo chamado, isso é um procedimento normal, que diplomaticamente mostra a nossa inconformidade com os fatos. Quando ele chegar, eu terei conversas com ele, buscarei mais informações sobre o que ocorre em campo. E a nossa esperança real é que haja um cessar-fogo imediato e que se negocie a paz na região. Israel e Palestina têm o direito de conviver em paz como paises soberanos. E é isso que nos queremos", disse o ministro.

Veja a íntegra do comunicado oficial de Israel:

Jerusalém, 24 de Julho de 2014
                      
Israel manifesta o seu desapontamento com a decisão do governo do Brasil de retirar seu Embaixador para consultas. Esta decisão não reflete o nível das relações entre os países e ignora o direito de Israel de se defender. Tais medidas não contribuem para promover a calma e estabilidade na região. Em vez disso, elas fornecem suporte ao terrorismo, e, naturalmente, afetam a capacidade do Brasil de exercer influência.

Israel espera o apoio de seus amigos na luta contra o Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista por muitos países ao redor do mundo.

Campo grande

Motociclista morre prensada entre carro e caminhão na Gunter Hans

Caminhão e moto estavam parados no semáforo, quando um carro, que vinha logo atrás, não parou e acertou em cheio a motociclista

03/09/2026 08h30

Acidente fatal registrado na noite de 2 de setembro

Acidente fatal registrado na noite de 2 de setembro Foto: TopMídiaNews

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Analia Alves Bandeiras, de 43 anos, morreu em acidente de trânsito, na tarde desta quarta-feira (2), na avenida Gunter Hans, bairro Coophavila II, em Campo Grande.

A vítima, que estava parada no semáforo, foi prensada entre carro e caminhão e faleceu no local do acidente.

Conforme apurado pela reportagem, caminhão, motocicleta e carro trafegavam pela Gunter Hans. No semáforo, cruzamento da avenida Ministro João Alberto, o caminhão foi o primeiro a parar e a moto parou logo em seguida.

O carro, que vinha atrás, não parou e acertou em cheio a motocicleta, que ficou prensada entre os dois veículos. A hipótese é que a motorista do carro estava desatenta ou passou mal ao volante.

Polícia Militar (PMMS) e Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) foram acionados para isolar a área e socorrer a vítima. Mas, ela não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.

Após confirmação do óbito, Polícia Civil, Polícia Científica e funerária estiveram no local para recolher indícios do acidente, realizar a perícia e retirar o corpo.

De acordo com populares, a motorista do carro passou mal com a gravidade da situação e precisou de atendimento médico.

ACIDENTES FATAIS

Dados divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) apontam que 42 pessoas morreram em acidentes de trânsito, entre janeiro e agosto de 2026, em Campo Grande. Dos 42 óbitos, 29 são motociclistas, 2 ciclistas, 7 pedestres e 4 motoristas.

Acidente de carro, moto, bicicleta ou atropelamento, em ruas, avenidas ou rodovias, são tragédias que acontecem toda semana em Mato Grosso do Sul.

As principais causas são excesso de velocidade, ultrapassagem indevida, animal na pista, dirigir sob efeito de álcool, distrações, sonolência e condições climáticas adversas (tempestades).

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) traz algumas orientações ao condutor no trânsito. Confira:

  • Não dirija caso consuma bebida alcoólica
  • Não dirija cansado ou com sono
  • Use cinto de segurança
  • Respeite a sinalização
  • Respeite o limite de velocidade da via
  • Porte documentos oficiais com fotos, os quais devem estar quitados
  • Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor
 

CAMPO GRANDE

Em MS, motorista de aplicativo agride passageiro e Justiça condena empresa

De acordo com os autos, o desentendimento começou após a vítima pedir para o condutor fechar a janela e este recusar

03/09/2026 08h15

Motorista de aplicativo agrediu condutor após se recusar a fechar janela no frio

Motorista de aplicativo agrediu condutor após se recusar a fechar janela no frio Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Um passageiro que foi agredido fisicamente por um motorista durante uma corrida de transporte por aplicativo será indenizado em R$ 5 mil por danos morais. A 14ª Vara Cível de Campo Grande decidiu e reconheceu a responsabilidade solidária da plataforma pelos danos causados ao consumidor. A sentença foi proferida pelo juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias.

De acordo com os autos do processo, a discussão começou após o motorista se recusar a fechar a janela do veículo em razão do frio. Durante o desentendimento, o condutor teria desferido um soco na boca do passageiro.

O motorista negou a agressão e afirmou que, após a discussão, deixou o passageiro em um posto de combustíveis. Também alegou que o homem teria se exaltado e chutado o veículo. No entanto, fotografias do hematoma apresentadas pelo passageiro e juntadas ao processo confirmaram a agressão.

A vítima registrou boletim de ocorrência e apresentou laudo médico-pericial que apontou ofensa à integridade corporal provocada por ação contundente.

Durante a audiência de instrução, uma testemunha que estava no posto onde ocorreu o desembarque relatou que o passageiro mostrou o hematoma provocado pela agressão. A pessoa que o acompanhava na ocasião também confirmou que o motorista havia desferido um soco na boca da vítima.

Decisão

Para o juiz Marcus Vinícius de Oliveira Elias, o conjunto de provas demonstrou a ocorrência da agressão física e afastou a versão apresentada pelo motorista de que não havia praticado o ato.

A decisão também reconheceu que a agressão sofrida durante a utilização do serviço de transporte ultrapassa um mero aborrecimento cotidiano e atinge direitos da personalidade, gerando dever de indenizar por dano moral.

Em relação ao valor da reparação, o magistrado considerou as circunstâncias do caso e a extensão da lesão corporal, classificada como leve, fixando a indenização em R$ 5 mil.

A empresa de transporte havia alegado não ter responsabilidade pela agressão. O argumento, porém, não foi acolhido. A sentença considerou que a relação entre passageiro e plataforma é regida pelo Código de Defesa do Consumidor e reconheceu a responsabilidade solidária dos requeridos pelos danos decorrentes da prestação do serviço.

Além da indenização, a empresa e o condutor foram condenados ao pagamento das custas, despesas processuais e honorários advocatícios.

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