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SC: mais 10 cidades decretam emergência; total chega a 45

SC: mais 10 cidades decretam emergência; total chega a 45

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13/09/2011 - 04h00
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A Defesa Civil de Santa Catarina registrou, na manhã desta segunda-feira, mais 10 municípios que decretaram estado de emergência. Blumenau, Itajaí, Vitor Meireles, Papanduva, Benedito Novo, Itaiópolis, São João Batista, Ascurra, Presidente Nereu e Atalanta agora se juntaram a outras 35 cidades que já estavam em estado de emergência.

De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil de Santa Catarina, às 14h desta segunda-feira, o Estado conta 161.885 desalojados (pessoas que tiveram que ir para a casa de familiares ou amigos) e 15.126 desabrigados (que tiveram que ir para abrigos públicos), em um total de 973.039 pessoas afetadas diretamente pelas enchentes.

A situação ainda é crítica em pelo menos 9 municípios que decretaram estado de calamidade pública. São eles: Agronômica, Brusque, Rio do Sul, Ituporanga, Aurora, Presidente Getúlio, Laurentino, Lontras e Taió.

Nível dos rios
Os rios começam a baixar em algumas localidades que estavam em situação de alerta. De acordo com a primeira medição das 10h, o Rio Itajaí-Açu continua abaixo da cota de alerta em Blumenau, com 6,84 m. Em Rio do Sul, uma das cidades mais atingidas pela chuva, o rio ainda está elevado, com 9,91 m. Para sair do estado de emergência, o Itajaí-Açu deve descer abaixo dos 5,5 m. Em Taió, o rio estava a 8,2 m, precisando ainda recuar mais 0,7 m para sair da cota de emergência

Mortes
A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou neste domingo que três pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingiram o Estado nos últimos dias. Ronaldo Novaes dos Santos, 19 anos, estava em uma embarcação com seu irmão, quando tocou com a cabeça na rede elétrica de alta tensão, na cidade de Laurentino. Outra morte confirmada foi a de Antônio José Mendonça, 50 anos, que morreu após cair embriagado na água das enchentes, na cidade de Itajaí. Além dessas mortes, Valdemiro Carminatti, 66 anos, trabalhava no telhado de sua residência, em Guabiruba, que despencou.

Uma quarta morte foi registrada, em Rio do Sul, mas a Defesa Civil não confirmou se o óbito está diretamente relacionado à chuva. Um morador foi eletrocutado por um cabo da rede de energia, quando remava em um pequeno barco em meio a casas alagadas no município. O nome do homem não foi divulgado.

Na manhã de sábado, o Corpo de Bombeiros de Bombinhas encontrou os corpos de dois pescadores que estavam desaparecidos desde quinta-feira. Segundo a corporação, o barco desapareceu quando o mar estava agitado por causa das chuvas. Um pescador continua desaparecido.

Situação das estradas
Na tarde de domingo, o trânsito foi totalmente liberado na BR 101. Já na BR 407, alguns trechos ainda estão com água na pista e o trânsito continua interditado: no km 149 (trevo de Laurentino) e no km 153 (Mosquitinho). De acordo com a PRF, no trecho do km 149 a rodovia está com 2 m de água sobre a pista e no km 104 (Apiúna) a pista cedeu e está sob observação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que pode interditá-la completamente se necessário.

Em Corupá, uma queda de barreira interdita a BR 280 nos kms 93 e 94. A liberação do trânsito está prevista para segunda-feira ou terça-feira. Em Lages, o km 249 da BR 116, o trânsito flui alternadamente entre os dois sentidos devido a problemas na pista.

As rodovias estaduais apresentavam vários pontos de interdição, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual. Havia registros de bloqueios por queda de barreira do km 125 ao km 126 da SC-456, nas proximidades da cidade de Anita Garibaldi. Também por queda de barreira, o tráfego estava impedido no km 137 da SC-423, em Rio do Campo; no km 152 da SC-303 em Rio das Antas; no km 290 da SC-280, em Porto União; no km 170 da SC-477, em Benedito Novo e no km 34 da SC-438, em Painel.

Os alagamentos ainda interditam dois trechos da rodovia SC-470: no km 4, em Itajaí, e no 14 em Ilhota. Já na SC-422, o tráfego também está interrompido devido à pista alagada no km 151, em Taió.

A Polícia Rodoviária Federal mantém a recomendação de que os motoristas evitem trafegar pelas rodovias do Estado. Além das interdições em trechos e dos buracos em quase todas as rodovias, o risco de deslizamentos de terra persiste.

POLÍTICA

Carlão propõe o fim da reeleição para presidência da Câmara de Campo Grande

Vereador afirma que pretende discutir mudança no regimento interno para impedir reconduções consecutivas ao comando do Legislativo a partir da próxima legislatura

09/06/2026 11h15

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande.

Vereador Carlão defende retomada de regra que impede reeleições consecutivas para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande. Marcelo Victor

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O vereador Carlão afirmou que pretende defender o fim da reeleição para a presidência da Câmara Municipal de Campo Grande a partir da próxima legislatura. A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (9), durante coletiva de imprensa. 

Segundo o parlamentar, a proposta ainda será discutida com os demais vereadores e partidos.

"Estou com a ideia de colocar em mesa a apreciação dos novos partidos para não ter mais a reeleição. Vou tentar convencer o Papy também, porque daí vai alternar”, afirmou.

Carlão destacou que a eventual mudança nã afetaria o atual presidente da Câmara, vereador Papy, que continua apto a disputar a recondução ao cargo. 

“Na próxima legislatura, o presidente pode ser uma vez, aí outra vez já tem que ser outra pessoa”, declarou.

O vereador lembrou ainda que já presidiu a Câmara por dois mandatos consecutivos e defendeu a alternância de poder como forma de ampliar a participação na condução do Legislativo Municipal 

Durante a coletiva de imprensa, Carlão afirmou que a proposta busca resgatar uma regra existente quando ingressou na Câmara, em 2009. "Eram 21 vereadores e o presidente não poderia ser reeleito", recordou. 

Apesar da defesa da mudança, o parlamentar avaliou que a antecipação da eleição da Mesa Diretora para outubro não deve alterar o cenário atual. Segundo ele, a gestão de Papy tem aprovação entre os vereadores e a tendência é de manutenção da composição que hoje comanda a Casa.

A eleição para definir a Mesa Diretora da Câmara Municipal para o próximo biênio deve ocorrer entre outubro e dezembro deste ano, conforme determinação judicial que anulou a escolha realizada antecipadamente em julho do ano passado.

 

Pesquisa

MS atinge menor taxa de desmatamento nos últimos sete anos

Em 2026 o Estado registrou foram desmatadas apenas 2.218 hectares de área não permitida

09/06/2026 11h00

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos

Mato Grosso do Sul atinge menor área de desmatamento sem licença ambiental nos últimos sete anos Arquivo

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De acordo com dados revelados pelo Relatório Anual de Desmatamento do MapBiombas 2026, Mato Grosso do Sul registrou o menor índice de desmatamento de áreas sem licença ambiental nos últimos sete anos. 

A pesquisa é feita por uma rede colaborativa que reúne organizações não governamentais, universidades e empresas de tecnologia que analisam dados sobre os biomas e temas transversais, que juntos formam o MapBiomas. 

Durante os anos de 2019 à 2025, foi desmatado um total de 368.931 hectares de vegetação nativa, porém mais de 90 mil hectares foram desmatados de forma irregular. 

Em contrapartida, 277.357 hectares estavam legalmente aptos e autorizados para serem desmatados e conforme dados cruzados com as licenças do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul, o Imasul, essa área representa 75,2% do total desmatado, maior percentual do país. 

Para manter o controle da situação, o Estado tem ficado atento nos últimos anos e combatido o desmate ilegal durante os anos. De acordo com o Mapbiomas, em 2019 apenas 31,6% das áreas desmatadas tinham autorização ambiental, os outros 78,4% foram suprimidos de forma ilegal. 

Em comparativo, no ano de 2025 o percentual que representa o desmatamento de áreas autorizadas, saltou para 94,3%, fazendo com o Mato Grosso do Sul obtivesse o maior percentual do País. 

Em relação ao Bioma do Pantanal, que possui mais de 84% de sua área de vegetação nativa preservada, apresentou o segundo menor número de alertas de desmatamento dentre todos os biomas brasileiros, registrando no ano passado 163 focos. 

Apresentando um desmate de apenas 12.260 hectares, sendo que desse total 10.042 tiveram licença ambiental emitida, conforme o MapBiomas.

Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, a criação da Lei do Pantanal, colaborou para que diminuísse os indices de desmatamento sem autorização legal, de acordo com ele, “a Lei do Pantanal trouxe mais segurança jurídica, mais clareza com relação a alguns aspectos e também reduziu a possibilidade de conversão de novas áreas”.

Com a criação da Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024, as normas de conservação, proteção, restauração e exploração ecologicamente sustentável sofreram alterações significativas. 

Inovou ao definir áreas de proteção permanente (APP), expandindo a proteção para lugares como landis, as salinas, as veredas e os meandros abandonados, além de locais como capões e cordilheiras também receberam proteção. 

A lei ainda tornou proíbido o cultivo de soja, cana-de-açúcar, eucalipto e quaisquer outras culturas exóticas ao meio. 
 

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