Segunda, 20 de Novembro de 2017

Combate ao mosquito

Saúde intensificará combate à dengue em seis bairros

22 JAN 2010Por KARINE CORTEZ08h:20
Com índice de infestação do mosquito Aedes aeg ypti – transmissor da dengue – acima de 1,5% nas regiões do Lagoa e Anhanduizinho, a Prefeitura de Campo Grande decidiu concentrar os trabalhos nesses locais e utilizar as seis viaturas de ultrabaixo volume, conhecidas como fumacê, enviadas pelo Ministério da Saúde, para o combate do mosquito. Os equipamentos foram entregues ontem e já estarão circulando a partir de hoje nos bairros Tarumã, Leblon, Aero Rancho, Batistão, Coophavila II e Lageado, que integram as regiões do Lageado e Anhanduizinho. Mas, segundo o diretor estadual de Vigilância em Saúde, Eugênio Barros, os veículos foram emprestados pelo ministério e terão de ser devolvidos quando a situação da dengue for amenizada na Capital. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dos casos de dengue do total de 10 notificações da doença, sete são pessoas que moram em algum dos seis bairros da região do Lageado ou Anhanduizinho. “Vamos trabalhar para fazer o bloqueio do mosquito e evitar que ele se desloque para outros bairros. Para termos sucesso vamos começar o trabalho com o fumacê das extremidades do bairro para dentro”, enfatizou o secretário. Ele explicou que as pessoas devem deixar portas e janelas abertas no momento em que o fumacê estiver passando. “O alcance do produto é de 80 metros e por isso as pessoas devem permitir que o fumacê entre nas casas para matar o mosquito”, salientou Mandetta. Ele disse ainda que o trabalho será feito duas vezes ao dia, das 5h às 7h30min e das 17h às 19h30min. Prevenção O gove r n a d or A n d r é Puccinelli (PMDB) atribuiu à população parte da culpa pelo aumento no número de casos da dengue em Mato Grosso do Sul. “A população não tem feito a parte dela que é limpar suas casas. A maior parte das larvas do mosquito, 99%, está dentro das residências, e isso é culpa de quem?”, indagou. O secretário municipal de Saúde fez questão de ressaltar que o mosquito transmissor da dengue não se prolifera em terrenos baldios apenas com mato alto. “O Aedes aeg ypti tem como característica se alimentar do sangue de humano e ele é atraído pelo suor das pessoas. Por conta disso, esse mosquito não sobrevive em terrenos baldios. Dengue é uma doença tipicamente urbana, ninguém vai ser contaminado em uma fazenda”, declarou.

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