Sábado, 25 de Novembro de 2017

Satisfação do motociclista está em alta

22 JAN 2010Por ARTHUR CALDEIRA, AGÊNCIA INFOMOTO07h:13
Em um cenário de queda de 30% nas vendas em função da crise financeira, a competição entre os revendedores de motocicletas nos Estados Unidos está mais acirrada do que nunca. Quem ganha com isso é o consumidor, revela uma pesquisa divulgada recentemente pela J.D. Power Associates, renomada empresa de marketing norteamericana. O estudo realizado pelo 12º ano consecutivo apontou um nível recorde de satisfação dos consumidores que adquiriram uma moto entre setembro de 2008 e maio de 2009. Mais de 8.000 motociclistas norteamericanos foram entrevistados pela J.D. Power. De acordo com suas respostas, o nível de satisfação atingiu 838 pontos em uma escala de 1.000 – um aumento de 24 pontos em relação ao estudo anterior e recorde do setor. A i nda segundo a pesqu isa, a satisfação melhorou em todos os cinco quesitos levados em consideração: produto, qualidade, custo de ser proprietário, vendas e serviço. Por ém, o aumento foi maior nas vendas e nos serviços prestados pelos revendedores. “Com vendas caindo cerca de 30% no último ano, os fabricantes estão competindo ainda mais por cada consumidor”, analisou Todd Markusic, diretor da divisão automotiva da J.D. Power. “O resultado dessa competição m a i s ac i r - rada é que a qualidade e o desempenho das motocicletas estão mais altos do que nunca e os revendedores estão dando muito mais atenção à experiência dos consumidores na compra e na manutenção de suas motos”, concluiu. O estudo ainda constatou que os revendedores que fizeram contato telefônico após a venda ou uma revisão, chamado de “follow-up” no jargão do marketing, garantiram clientes mais satisfeitos. Em média, entre os clientes que foram contatados por telefone a satisfação com a compra é cerca de 170 pontos maior do que entre os que não receberam atenção dos revendedores. “A ligação de ‘follow-up’ é um conceito muito simples e básico, entretanto 20% dos compradores de motos novas não receberam nenhuma ligação e 56% dos que revisaram suas motos não foram contatados”, esclareceu Markusic. Apesar de o estudo ter sido realizado nos Estados Unidos, o cenário no mercado brasileiro de motocicletas não é muito diferente. Afinal, o setor de duas rodas fechou o ano de 2009 com queda de 20% nas vendas e fidelizar o cliente com produtos de qualidade e bom atendimento são conceitos universais, que valem tanto acima quanto abaixo do Equador.

Leia Também