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Após confusão

São Paulo é campeão da
Sul-Americana

São Paulo é campeão da
Sul-Americana

terra

12/12/2012 - 22h39
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O adeus de Lucas ao São Paulo foi bem-sucedido, mas não foi do jeito que ele esperava. Diante de um Estádio do Morumbi abarrotado, o camisa 7 fez um dos gols da vitória do São Paulo sobre o Tigre por 2 a 0, que assegurou ao time paulista a conquista da Copa Sul-Americana de 2012. Reforço do Paris Saint-Germain a partir de 2013, Lucas marcou um dos gols do jogo, ajudando a encerrar o jejum de taças da equipe em uma partida que terminou após o primeiro tempo.

O motivo foi pouco nobre: o confronto desta quarta-feira foi suspenso no intervalo. O time argentino alegou falta de segurança e se recusou a voltar ao gramado para o segundo tempo.

O problema aconteceu no final do primeiro tempo, após uma confusão entre Lucas (São Paulo) e Orban (Tigre). O são-paulino, que havia levado uma cotovelada no nariz durante o jogo, respondeu ao adversário e mostrou o algodão ensanguentado que trazia para estancar o corte. O gesto irritou os atletas da equipe visitante. Wellington (São Paulo), Ferreira e Díaz (Tigre) logo se juntaram à discussão, dando início à confusão generalizada.

No ponto mais quente da briga, Paulo Miranda gesticulou e levou uma trombada de Díaz – ambos foram expulsos na volta do árbitro Enrique Osses ao gramado, quando se iniciaria a etapa final da partida. No momento, o São Paulo vencia por 2 a 0, com gols de Lucas e Osvaldo.

O técnico Néstor Gorosito afirmou que não pretendia voltar ao gramado. Através de seu Twitter, o Tigre alegou que seus jogadores foram agredidos por policias. Boatos deram conta de que os jogadores da equipe visitante ameaçaram trocar seus uniformes para ir embora, reclamando até mesmo da presença de armas de fogo no vestiário.

Sem contar com o suspenso Luís Fabiano, o São Paulo - que não levantava uma taça desde o Campeonato Brasileiro de 2008 - teve poucas dificuldades para mostrar sua superioridade técnica desde o começo do jogo. Apesar do jogo muitas vezes ríspido do Tigre, a equipe de Ney Franco se valeu de seu posicionamento ofensivo e dominou a defesa adversária, graças a boas atuações do trio Lucas, Willian José e Osvaldo.

Apesar da festa que a torcida fez nas arquibancadas, o jogo em campo começou longe de ser bonito, com marcação forte e poucas chances de gol. O Tigre teve sua primeira oportunidade aos 14min do primeiro tempo, Botta dominou na entrada da área, fintou a marcação e chutou, mandando por cima do gol de Rogério Ceni.

No entanto, o protagonista da noite logo deixou sua marca. Aos 22min, Willian José recebeu em profundidade pela direita, driblou a marcação na área e tocou para Jadson – o meia foi travado, e a bola sobrou para Lucas empurrar para o gol. Na comemoração, o camisa 7 se ajoelhou, bateu no peito e beijou o escudo da camisa.

E não demorou para que saísse o segundo gol: aos 27min, após jogada de Lucas com Willian José, Osvaldo recebeu na ponta direita e tocou por cima de Albil na saída do goleiro. Aí, com desvantagem no placar, o Tigre passou a exagerar na marcação, com direito a cotovelada do Orban no rosto de Lucas, esquentando o clima do jogo. Nas arquibancadas, os são-paulinos gritavam “olé” para a troca de passes do time.

O clima quente do primeiro tempo, como era de se esperar, quase virou briga no intervalo. Na saída do gramado, Lucas mostrou a Orban o algodão ensanguentado que levava no nariz, irritando seus companheiros. A partir daí, os jogadores dos dois lados começaram a trocar farpas, e demoraram a deixar o gramado para os vestiários. Na volta, a arbitragem oficializou as expulsões de Paulo Miranda e Díaz.

FIM

São Paulo chega a rescisão com Oscar e terá que pagar R$ 10 milhões ao jogador

Para encerrar o vínculo, que iria até o fim de 2027, clube e jogador chegaram a um acordo financeiro bem abaixo do valor original previsto

03/04/2026 23h00

Oscar e São Paulo chegam a acordo de rescisão após meia querer aposentar devido problemas cardíacos

Oscar e São Paulo chegam a acordo de rescisão após meia querer aposentar devido problemas cardíacos Foto: Erico Leonan / São Paulo FC

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O São Paulo concluiu a saída do meio-campista Oscar. O rompimento contratual, que vinha sendo alinhado desde o início do ano, foi oficializado nos últimos dias e já aparece atualizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Para encerrar o vínculo, que iria até o fim de 2027, clube e jogador chegaram a um acordo financeiro bem abaixo do valor original previsto. Oscar aceitou receber R$ 10 milhões, abrindo mão da maior parte da quantia que ainda teria direito ao longo do contrato.

O avanço nas conversas só aconteceu após o meia flexibilizar a cobrança. Pessoas ligadas ao atleta entendiam que ele poderia exigir praticamente todo o valor restante - estimado em cerca de R$ 53 milhões.

Mesmo assim, a decisão foi por um caminho mais conciliador. O acordo considera apenas o período até novembro de 2025, quando o jogador enfrentou um problema de saúde que mudaria seus planos profissionais.

Na ocasião, durante exames realizados no CT da Barra Funda, Oscar sofreu um mal súbito e recebeu diagnóstico de síncope vasovagal - condição que provoca queda de pressão e dos batimentos cardíacos, podendo levar à perda momentânea de consciência.

Depois do episódio, o meia optou por não seguir atuando profissionalmente, o que acelerou a definição pela rescisão.

Formado nas categorias de base do São Paulo, onde surgiu em 2008, Oscar construiu carreira internacional antes de retornar ao clube. Na Europa, teve destaque com a camisa do Chelsea, após passagem inicial pelo Internacional no Brasil. Em seguida, atuou por anos no futebol chinês antes de voltar ao Morumbis em 2025.

Na última passagem pelo Tricolor, disputou 35 jogos e marcou dois gols, encerrando de forma indesejada sua trajetória nos gramados.

TCHAU

Gattuso deixa comando da Itália após vexame e ausência na Copa do Mundo

Tetracampeã ficou de fora da competição pela terceira vez consecutiva e amarga pior fase de sua história

03/04/2026 21h00

Gattuso é demitido do comando da seleção italiana depois de fracasso mundial

Gattuso é demitido do comando da seleção italiana depois de fracasso mundial Foto: Reprodução/X

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A Itália iniciou um novo capítulo após mais um fracasso. Gennaro Gattuso não é mais o técnico da seleção italiana. A saída foi oficializada nesta sexta-feira, poucos dias depois da derrota para a Bósnia, na repescagem europeia, resultado que deixou a Azzurra fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.

Em nota, a Federação Italiana confirmou a rescisão em comum acordo e agradeceu ao treinador pelo período à frente da equipe. A queda precoce no caminho ao Mundial acelerou mudanças profundas na estrutura do futebol italiano, que já vive um processo de reformulação.

Gattuso se despediu com um tom de frustração e reconhecimento pelo momento vivido. "Com o coração pesado, por não termos conseguido atingir o objetivo que traçamos, considero que meu tempo como técnico da seleção chegou ao fim. A camisa da Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é justo facilitar as futuras avaliações técnicas desde o início", declarou.

O agora ex-treinador também agradeceu à direção e aos torcedores italianos. "Foi uma honra comandar a seleção. Mas o meu maior agradecimento vai para os torcedores, para todos os italianos que nunca deixaram de demonstrar seu amor e apoio", completou.

A crise vai além do banco de reservas. Após a eliminação, o presidente da federação, Gabriele Gravina, deixou o cargo, assim como Gianluigi Buffon, que integrava a estrutura da seleção. O cenário reforça o tamanho do abalo institucional vivido pela Itália, ausente do Mundial desde 2014.

Nos bastidores, a federação já se movimenta em busca de um novo comandante. O nome mais ambicioso é o de Pep Guardiola, atualmente no Manchester City e com contrato até 2027. O treinador espanhol já manifestou, em outras ocasiões, o desejo de trabalhar com seleções, mas uma eventual negociação é considerada complexa.

Outras alternativas também estão em pauta. Roberto Mancini, campeão da Eurocopa de 2020 com a própria Itália, Antonio Conte, hoje no Napoli, e Massimiliano Allegri, que comanda o Milan, aparecem como opções mais viáveis no curto prazo.

A ideia da federação é definir rapidamente o substituto, já de olho no início da Liga das Nações, em setembro. O próximo compromisso da Itália será contra a Bélgica.

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