Domingo, 19 de Novembro de 2017

Sai crédito para a compra de gado que foge da cheia do Pantanal

19 ABR 2010Por 08h:39
Em função do ciclo de cheias e secas no Pantanal, os pecuaristas pantaneiros - a pecuária é a principal exploração econômica na região - são obrigados a movimentar os rebanhos, retirando-os das regiões mais baixas e providenciando pastos para apascentamento temporário em áreas não sujeitas a inundações. Depois, passada a fase mais crítica, precisam retornar o gado até suas propriedades.
Essa movimentação, essas providências, que são maiores ou menores, dependendo do nível da cheia a cada ano, têm custos para o produtor. Só para que se tenha uma ideia, sem falar no transporte de milhares de cabeças, o aluguel temporário de um pasto custa hoje de 10 a 15 por cento do preço da arroba bovina por mês e por cabeça de gado.
Muitas vezes, por conta de todas as dificuldades, o pecuarista pantaneiro não consegue fazer a retirada do gado e acaba sendo obrigado a vender o rebanho por preço muito abaixo das cotações de mercado, amargando prejuízos.
Frente a essa realidade, de dias difíceis, com o produtor tendo dificuldades de caixa pela baixa remuneração paga pelo gado a vários meses, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Produção, procurou parceria com o Banco do Brasil com vistas a minimizar esses problemas dos produtores, assegurando crédito, pelo menos, para a comercialização. Quem quiser adquirir o gado procedente das regiões alagadas terá financiamento do Banco do Brasil. Dessa forma, o pecuarista pode ter mais tranquilidade e venderá o gado por um preço mais justo.
Condições de crédito
Conforme informações da superintendência do Banco do Brasil, o financiamento será concedido a juros de 6,75% ao ano, e o teto por benefício é de R$ 200 mil. Vai ser dada prioridade àqueles até R$ 100 mil. O limite financiado será de 80% do orçamento a ser apresentado pelo tomador do crédito. E o prazo para pagamento é de dois anos, mas terá que ser pago em apenas uma parcela. (MH)

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