Sábado, 18 de Novembro de 2017

Ruído

29 JAN 2010Por 01h:26
Furo de reportagem O documentário “Perdão Mister Fiel”, de Jorge Oliveira, foi bastante aplaudido na estreia no 7º Festival de Cinema de Campo Grande (FestCine Pantanal). O filme é uma das obras que compete na categoria Melhor Longa-Metragem, júri oficial e popular no festival. Com o diretor presente na sessão de lançamento do filme (última terça-feira) ao lado da produtora, Ana Maria Rocha, o debate que se seguiu à exibição varou a madrugada e empolgou a plateia. O longa é um furo de reportagem na tela do cinema. Foi produzido ao longo de três anos e está pautado na trajetória de Manoel Fiel Filho, operário comunista, torturado e morto nas dependências do DOI-CODI, três meses depois do assassinato do jornalista Vladimir Herzog. Num dos depoimentos mais chocantes, um ex-agente conta em detalhes como era a rotina da sede clandestina do departamento. Ainda são entrevistados para o documentário ex-presidentes do Brasil, e o atual, Luiz Inácio Lula da Silva, além de pessoas torturadas durante a ditadura militar. Produção Audiovisual no Centro-Oeste Também no Festival de Cinema de Campo Grande, que termina amanhã, uma mesa de debate (foto) chamou a atenção no último domingo, quando o tema “A produção do cinema no Centro-Oeste” esteve em pauta com a presença dos cineastas Iberê Leal (DF), Edson Audi e Essi Rafael Leal (ambos de MS), Eduardo Ferreira (MT) e Amarildo Pessoa (GO). A atividade foi ponto de encontro e de troca de experiências entre os diretores de cinema e o público presente, com informações sobre os caminhos percorridos para produção e distribuição das obras. Todas as capitais da região, e Brasília, realizam festivais de cinema – ponto fundamental no discurso dos palestrantes para a exibição das produções e também para o fomento da arte. Mas há itens distintos entre as cidades da região, como os editais de financiamento para a cultura. No Distrito Federal, os recursos batem a casa dos R$ 18 milhões para o Fundo de Arte e Cultura (que ainda foi subvalorizado, pois deveria ter tido R$ 24 milhões, em caixa, no ano de 2009) mais editais especí ficos para audiovisual, contemplando c u r t a s e lon - gas-metragens. Quem sabe, um dia, Mato Grosso do Sul chegue lá e, assim, d e s p e j e m a i s p r o d u ç ã o n o Festival de Cinema de Campo Grande, que está carente de obras locais para exibição. Cinema na escola Enquanto isso, para tentar solucionar a falha de distribuição de audiovisual no País e aproximar os brasileiros da produção nacional, um projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer incluir no currículo da educação básica a exibição de filmes e audiovisuais de produção nacional. A proposta foi apresentada na forma do Projeto de Lei (PLS 185/08), que aguarda ser incluído na pauta de votação da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

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