Sexta, 24 de Novembro de 2017

Rosso toma posse para cumprir mandato-tampão

20 ABR 2010Por 22h:16

Brasília

 

O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso, do PMDB, tomou posse ontem, em cerimônia realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Rosso foi eleito no último sábado (17), para um mandato-tampão, com voto de 13 dos 24 deputados distritais e assumiu vaga deixada por José Roberto Arruda. Acusado de comandar o "mensalão do DEM", Arruda ficou preso por 60 dias por obstrução da Justiça, foi pressionado a pedir desfiliação do DEM, partido pelo qual foi eleito em 2006, e acabou cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária há cerca de um mês.

Rogério Rosso começou na vida política como aliado do ex-governador Joaquim Roriz (PSC), tendo sido indicado por ele administrador de Ceilândia, uma das maiores unidades administrativas do Distrito Federal em 2004. O peemedebista também trabalhou no governo de José Roberto Arruda, quando assumiu a gestão da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) em 2007.

Na companhia, Rosso sucedeu Durval Barbosa, operador do "mensalão do DEM", que depois veio a ser o delator do esquema.

A candidatura de Rosso ao governo do Distrito Federal foi articulada pelo deputado federal Tadeu Filippelli, também do PMDB. Filippelli hoje trabalha por uma aliança local com o PT para repetir a aliança formada pelos dois partidos em âmbito nacional. O PT local é reticente à aliança com o PMDB, ex-partido de Roriz e ex-aliado de Arruda. Mas o mandato-tampão de Rosso deve dar força para Tadeu Filippelli fechar o acordo que deseja. Aliando-se ao PT, o PMDB aumenta as chances de vencer Joaquim Roriz na eleição para governador em outubro, e, consequentemente monta um palanque forte para receber Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Lula.

 

Discurso

Em discurso na cerimônia de posse, Rosso afirmou que o momento é de "união" e que o maior obstáculo a ser superado na condução do governo será conquistar a confiança da população. "Nosso inimigo comum é a corrupção", garantiu.

"Não é hora de apostar no fracasso. Foi um esforço inédito de união que nos trouxe até aqui", disse, referindo-se ao fato de ter sido eleito com apoio de vários partidos.

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