Sábado, 18 de Novembro de 2017

Rossi encabeça missão à UE para negociar carne

6 JUL 2010Por 07h:44
AGÊNCIA ESTADO, SÃO PAULO

Uma missão brasileira segue sexta-feira para Bruxelas, sede da União Europeia (UE), para tentar acelerar as negociações sobre regras que estão prejudicando as exportações da carne bovina para o bloco. O Brasil quer a revogação da chamada Diretiva 61, editada em 2008, que exige uma lista prévia de propriedades habilitadas a fornecer gado para abate e exportação de carne, e também critérios mais justos para as vendas dentro da chamada Cota Hilton, de cortes nobres. O encontro entre autoridades brasileiras e europeias, na segunda (12) e terça-feira (13), contará com a presença do ministro de Agricultura, Wagner Rossi.
“As discussões já estão em pauta há algum tempo, mas será a primeira vez que um ministro vai a Bruxelas. Isso dará mais peso às reuniões e elevará o tom das negociações. Esperamos ter resultados mais rápidos”, afirmou Otávio Cançado, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).
No caso da Diretiva 61, a proposta é que a relação de fazendas continue a existir, mas passaria a ser administrada pelo Ministério da Agricultura e não mais pela UE. Hoje, são cerca de 1,8 mil fazendas habilitadas a exportar ao bloco. Os brasileiros também querem um relaxamento das regras para a inclusão de novas propriedades. A revogação depende das negociações entre ministros e, depois, tem de ser levada ao Parlamento Europeu, que decide sobre o assunto.
Antes da regra, o Brasil exportava cerca de 300 mil toneladas de carne por ano para a UE. Agora, o volume fica entre 120 mil e 130 mil toneladas anuais. “Podemos chegar a exportar 300 mil toneladas novamente. A Europa pode voltar a ser o primeiro destino da carne brasileira”, afirmou o executivo da Abiec.
No caso da Cota Hilton, o bloco alterou os critérios para as vendas de carnes e não concordou com as mudanças propostas pelo Brasil.

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