Sexta, 24 de Novembro de 2017

Reservado R$ 1 milhão para revitalizar Praça Ari Coelho

12 MAI 2010Por 00h:38
bruno grubertt e milena crestani

O prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, afirmou  ontem que reservou R$ 1 milhão para a reforma da Praça Ari Coelho. De acordo com informações do secretário de Governo, Rodrigo Aquino, o prefeito já autorizou abertura de licitação para contratar a empresa que será responsável pela revitalização do local, porém, ainda não tem definição sobre os custos da reforma.
O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação, João Antônio De Marco, disse que ainda nesta semana ou começo da próxima terá concluído projeto para reforma da Praça Ari Coelho. Inicialmente, as obras estavam estimadas em R$ 500 mil. “Por conta das últimas decisões, como o fechamento da praça, teremos que promover mudanças no projeto e o valor vai mudar”, afirmou, o que confirma as estimativas do prefeito.
O secretário explicou que, no projeto inicial, estava prevista pavimentação e melhoria de todo o calçamento da praça, iluminação, parte hidráulica e reforma dos brinquedos. “Com a proposta de cercar a praça, vamos ter que discutir novamente o projeto para que essa medida seja adotada para adequar a uma praça central”, afirma De Marco. No projeto, ainda deve constar detalhamento da solução que será dada para a fonte luminosa, bem como aos banheiros, que estão fechados.
Nelsinho Trad afirmou ontem que não pretende demolir a fonte, hoje desativada, mas pediu aos responsáveis pelo projeto que contemplem o chafariz com estrutura que impeça o acúmulo de sujeira. “Dei a ideia de fazermos um espelho d’água no lugar, com um vidro por cima, para evitar a exposição da água parada. É um cartão postal da cidade”, disse Nelsinho, sugerindo que a fonte não será retirada do local.

Apoio
Quem trabalha ou costuma passar pela Praça Ari Coelho, na Capital, concorda com a ideia da revitalização  e com o fechamento do local durante a madrugada, por acreditar que a medida pode diminuir a criminalidade e o vandalismo, cenas frequentes na região central. A polêmica surge, porém, quanto à retirada da fonte luminosa do centro da praça – a maioria defende que a estrutura é um “cartão postal” e deve permanecer onde está.
“Se for para melhorar... Tem mesmo que fazer alguma coisa. Esta praça está muito feia”, disse o vendedor ambulante Carlos Jorge Leite, de 59 anos, que trabalha na praça.  Segundo ele, o fechamento do local durante a madrugada, uma das possibilidades estudadas pela prefeitura, vai diminuir a criminalidade. “É bom pra acabar com essa malandragem”, disse.
Ele se preocupa apenas com o tempo em que o espaço  onde instala seu carrinho de pipocas vai ficar fechado, durante a reforma. “Mas eles devem deixar abertas as pontas, não é? Porque tem os pontos de ônibus, aí a gente vai poder trabalhar ali”, analisa o vendedor. Já para a aposentada Marinalva Cândida, 40, fechar a praça “é o que mais precisa”. Isso porque o local, segundo ela, ‘é o foco” da criminalidade.
Sujeira
Quem trabalha na limpeza da praça comemorou a notícia da revitalização. “Para nós vai ser muito bom. Se fechar à noite, no outro dia vai ter menos sujeira”, disse o gari Silvério Gomes dos Santos, de 55 anos, que desde a semana passada cuida da conservação da praça.
A dona de casa Fátima Andrade, 47, concorda com o fechamento por ouvir as histórias do marido, que é gari e trabalha de madrugada na limpeza das ruas 14 de Julho e 13 de Maio. “Vai ser positiva. Está feia essa região”, reclamou.

Chafariz
A informação de que a fonte poderia ser retirada incomodou alguns campo-grandenses. “Acho que a fonte não pode sair daí não. Tem que fazer ela funcionar e colocar um guarda aí para cuidar”, disse Fátima Andrade.
“Não pode tirar não, mas tem que arrumar. Eu lembro que trazia meus netos para ver a fonte, aquela água bonita e agora não tem nada”, ponderou a vendedora Neuza Maria dos Santos, de 51 anos.

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