Terça, 21 de Novembro de 2017

Renda cresce e cai diferença entre sexos

2 SET 2010Por 21h:40
Carlos Henrique Braga

A renda média do trabalhador de Mato Grosso do Sul cresceu 69,6% em sete anos. Em 2001, o rendimento médio mensal de R$ 616 fazia do Estado 11º colocado neste quesito no País. Em 2008, saltou para o 8º lugar,  com a renda  de R$ 1.045 por mês. As informações são dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A diferença salarial entre homens e mulheres, de 59,2%, é a segunda maior do País. Enquanto o salário médio deles é de R$ 1.258, o delas não passa de R$ 790. Só Mato Grosso é mais desigual, onde a diferença de 59,4% supera a média nacional de 47,9%.
Mas houve diminuição na desigualdade sul-mato-grossense. Em 2001, o salário dos trabalhadores era 74,8% maior do que o das mulheres (R$ 694 versus R$ 397). Segundo o relatório do IBGE, isso ocorre apesar do avanço educacional experimentado por elas nas últimas décadas.
Brancos e negros mantêm a diferença abismal entre seus rendimentos. O salário médio dos negros e pardos (R$ 776) é 40% mais baixo do que o dos brancos (R$ 1.302). Em Roraima, esse fosso é de 47%. Nacionalmente, trabalhadores que se declararam negros ou pardos têm renda 44% menor que a dos que se definem como brancos.
De acordo com o levantamento, as consequências desse distanciamento são refletidas nos demais indicadores, como a taxa de alfabetização. Entre negros com mais de 15 anos, 86,4% são alfabetizados. Na mesma faixa de população branca, essa taxa é de 93,8%. Além disso, a escolaridade dos brancos com idade superior a 25 anos é duas vezes maior do que a dos negros ou pardos brasileiros.
Famílias
A renda das famílias de MS em 2008, era de R$ 779,2. por pessoa. Cerca de 76% da população recebia até dois salários mínimos (R$ 415). O valor é o sétimo pior entre os estados, atrás do Piauí (R$ 950), por exemplo. Famílias de Roraima eram as piores remuneradas, com R$ 123 por pessoa. Para chegar a esses valores, o IBGE somou os salários dos trabalhadores da casa e dividiu o total pelo número de familiares, com ou sem rendimento definido. O documento aponta que 2,2% dos sul-mato-grossenses não têm renda.

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