Cidades

FARMÁCIA POPULAR

Remédios contra hipertensão e diabetes serão grátis

Remédios contra hipertensão e diabetes serão grátis

Redação

03/02/2011 - 11h20
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A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciaram hoje, no Palácio do Planalto, em Brasília/DF, a gratuidade dos medicamentos contra hipertensão e diabetes disponíveis no Programa Aqui Tem Farmácia Popular. A ampliação do acesso da população à Política Nacional de Medicamentos e a melhoria da assistência à saúde dos brasileiros são prioridades da presidenta e do ministro Padilha. O estado do Rio de Janeiro tem 976 estabelecimentos credenciados.
Para estrear a gratuidade de medicamentos no Aqui Tem Farmácia Popular, o programa ganha o slogan “Saúde não tem preço”. Durante o anúncio das mudanças no Aqui Tem Farmácia Popular, Alexandre Padilha assinará portaria normatizando a oferta gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes, doenças com alta prevalência no país. “O nosso objetivo é ampliar o atendimento à população como também estimular o uso adequado de medicamentos”, explica Alexandre Padilha. “Com isso, será possível melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade dos brasileiros acometidos por hipertensão e diabetes, independentemente de eles serem usuários ou não do Sistema Único de Saúde”, acrescenta o ministro.
Além da gratuidade de medicamentos no Aqui Tem Farmácia Popular, Alexandre Padilha anunciará a drogaria com credenciamento número 15 mil. A relação dos produtos que passam a ser oferecidos gratuitamente à população será informada nos pontos de venda. As medidas normatizadas pela portaria do Ministério da Saúde deverão ser implementadas pelos estabelecimentos conveniados até o próximo dia 14, período concedido para adaptação dos sistemas de vendas das farmácias conveniadas. Mas, as farmácias e drogarias que se adequarem antes desse prazo já poderão oferecer gratuitamente medicamentos contra hipertensão e diabetes aos usuários do programa.
O impacto no orçamento do Aqui Tem Farmácia Popular será acompanhado e mensurado pelo ministério com base nas informações do sistema de gerenciamento do programa. A expectativa é que o acesso da população aos medicamentos oferecidos gratuitamente cresça substancialmente.

ABRANGÊNCIA – O Aqui Tem Farmácia Popular atualmente beneficia cerca de 1,3 milhão de brasileiros por mês. Destes, aproximadamente 660 mil são hipertensos e 300 mil, diabéticos.
O programa é desenvolvido pelo governo federal em parceria com a rede privada de farmácias e drogarias, que se credenciam espontaneamente ao firmarem convênio com o Ministério da Saúde. Com exceção dos medicamentos para diabetes e hipertensão – que a partir de agora passam a ser oferecidos gratuitamente à população – o governo federal financia 90% do valor de referência dos medicamentos no Aqui Tem Farmácia Popular, cujo orçamento anual é de R$ 470 milhões.
Por meio do programa, a população tem acesso a 24 tipos de medicamentos para hipertensão, diabetes e mais cinco doenças (asma, rinite, mal de Parkinson, osteoporose e glaucoma), além de fraldas geriátricas. Para ter acesso aos produtos é necessário que o usuário apresente CPF, documento com foto e receita médica. Ela é exigida pelo Aqui Tem Farmácia Popular como uma forma de se evitar a automedicação, incentivando ao uso racional de medicamentos e à promoção da saúde.

O PROGRAMA – O Farmácia Popular foi originalmente criado em 2004 (com unidades próprias/institucionais conhecidas como Farmácia Popular do Brasil) para oferecer à população mais uma forma de obtenção de medicamentos – além dos cerca de 560 tipos oferecidos gratuitamente nas unidades do SUS. Em 2006, a estratégia foi estendida à rede privada de farmácias e drogarias, recebendo a denominação “Aqui Tem Farmácia Popular”. Atualmente, essa modalidade do programa é desenvolvida em mais de 2,5 mil municípios.

AS DOENÇAS – No Brasil, a hipertensão arterial é diagnosticada em cerca de 33 milhões de brasileiros. Destes, 80% – ou aproximadamente 22,6 milhões de hipertensos – são atendidos na rede pública de saúde. Entre os 7,5 milhões de diabéticos diagnosticados no país, seis milhões (80% do total) recebem assistência no SUS.
O aumento da prevalência de hipertensão, diabetes e obesidade – também conhecidas como “epidemia do século” – é atribuído a padrões alimentares e de qualidade de vida, fortemente associados à má alimentação, falta de atividade física e ao estresse. O envelhecimento da população também contribui com o aumento da prevalência dessas doenças. Fatores genéticos devem ser considerados.
 

EDUCAÇÃO

ACP exige reajuste de 5% e promete fechar 207 escolas por um dia

Professores da Rede Municipal devem se concentrar na sede da ACP e seguir em ato até a Prefeitura de Campo Grande na manhã de sexta-feira

09/06/2026 09h30

Professores da Rede Municipal vão se concentrar na sede da ACP e seguir em ato até a Prefeitura de Campo Grande na manhã de sexta-feira

Professores da Rede Municipal vão se concentrar na sede da ACP e seguir em ato até a Prefeitura de Campo Grande na manhã de sexta-feira Gerson Oliveira

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Os professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande poderão paralisar as atividades em todas as escolas da Capital na próxima sexta-feira (12). A mobilização foi definida em assembleia da categoria realizada nesta semana e tem como principal reivindicação a reposição de 5,4% referente ao reajuste anual do piso nacional do magistério.

Segundo o presidente da Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), professor Gilvano Bronzoni, a paralisação deve atingir as 207 unidades da rede municipal durante todo o dia.

“A Prefeitura Municipal deveria repor o índice do piso nacional do magistério agora em maio, de 5,4%. Isso não aconteceu. A Prefeitura enviou uma resposta à ACP com suas justificativas, mas a categoria avaliou a situação em assembleia e deliberou pela paralisação”, afirmou.

De acordo com Bronzoni, a mobilização tem o objetivo de pressionar o Executivo municipal a apresentar uma solução para a demanda e evitar novos prejuízos ao calendário escolar.

Os professores irão se concentrar às 7h30 na sede da ACP. Em seguida, por volta das 8h30, os manifestantes devem seguir até a Prefeitura de Campo Grande para cobrar uma resposta da administração municipal.

“O movimento é um sinal importante de alerta à Prefeitura. Vamos buscar uma solução para que não haja mais interrupções das aulas nos próximos dias”, disse o presidente da entidade.

Apesar da paralisação dos professores, os servidores administrativos das escolas não aderiram ao movimento e deverão manter o atendimento nas unidades. Segundo a ACP, as escolas permanecerão abertas, mas sem aulas.

Questionado sobre a possibilidade de novas paralisações, Bronzoni afirmou que a categoria pretende buscar um acordo nos próximos dias. No entanto, caso não haja avanço nas negociações, novas mobilizações não estão descartadas.

“A chance é muito grande de haver novas paralisações se não houver acordo”, declarou.

A última paralisação geral da rede municipal por questões salariais ocorreu em dezembro de 2022. Na ocasião, a categoria reivindicava reajuste de 10,39%, índice que posteriormente foi negociado com a administração municipal e pago de forma parcelada ao longo do ano.

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Infraestrutura

Pacote bilionário de tapa-buraco em rodovias atrai 38 empresas

Entre os interessados estão a Construtora Rial, cujo dono está preso após operação contra corrupção, e a empreiteira de André Patrola, também envolvida em escândalo

09/06/2026 08h00

A MS-010, em Campo Grande, faz parte de um dos lotes presentes no pacotão bilionário de obras

A MS-010, em Campo Grande, faz parte de um dos lotes presentes no pacotão bilionário de obras Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A primeira das cinco licitações do pacotão bilionário para tapa-buraco nas rodovias de Mato Grosso do Sul atraiu 38 empresas interessadas nos quatro lotes. O conjunto de estradas deste certame somam R$ 446,7 milhões, e, ao todo, os lotes chegam a R$ 2,1 bilhões.

O certame prevê serviço de manutenção em rodovias não pavimentadas nas regiões Centro e Leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, desses, são 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que estão marcados para o dia 8, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de 3 anos.

Na abertura das propostas, que aconteceu ontem, 38 empresas se mostraram interessadas na obra, porém, 26 delas foram desclassificadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela concorrência.

Conforme a publicação, as Engepar Engenharia e Participações Ltda., Campoterra Construtora Ltda., Transenge Engenharia e Construções Ltda., MB3 Construções Ltda., Nk Construtora Ltda., Rodocon Construções Rodoviárias Ltda., Gta Projetos e Construções Ltda., Santa Cruz Construções e Terraplenagem Eireli, Teccon S.A. Construção e Pavimentação, Engenharia e Comércio Bandeirantes Ltda., Compasa do Brasil Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda., Construtora Rial Ltda., Avance Construtora Ltda., Gradual Engenharia e Consultoria Eireli, Ellenco Construções Ltda., Construtora Marins Ltda., Ar Pavimentação e Sinalização Ltda., Terranorte Engenharia e Serviços Ltda., Construtora Perfil Ltda., Kapa Infraestrutura S.A., Legatum Engenharia S.A., L.F. Engenharia Rodoviária Ltda. e Construtora Norte Brasil Ltda. foram desclassificadas “por não terem submetidos os documentos obrigatórios e sua proposta inicial, no prazo estabelecido no edital”.

Já as empreiteiras Construtora Caiapó Ltda., Sete Engenharia Ltda. e Infra+ S.A. não foram habilitadas a participar por “não submeteram suas propostas iniciais, conforme estabelecido no edital”.

Com isso, a licitação é disputada pelas empresas: Navicon Construções Ltda., Ética Construtora Ltda., Construtora Centro Leste S.A., André L. Dos Santos Ltda., Maqterra Transportes e Terraplenagem Ltda., Cosampa Construções Ltda., Primor Engenharia Ltda., Contek Engenharia S.A., Ethos Engenharia de Infraestrutura S.A., Constroeste Construtora e Participações Ltda., Agrimat Engenharia e Empreendimentos Ltda. e Metrafort Terraplenagem e Construções Ltda..

A sessão foi suspensa e a Agesul informou que seria “para análise minuciosa dos documentos de habilitação apresentados pelas empresas participantes”.

“Posteriormente, será comunicado a data da nova sessão para prosseguimento do certame através da publicação no Diário Oficial do Estado”, completou.

CONCORRENTES

Entre as empresas interessadas no certava estão a Construtora Rial e a André L. Dos Santos Ltda., empresa de André Luiz dos Santos, mais conhecido como André Patrola. Ambas as empresas estiveram envolvidas em escândalos de corrupção em Campo Grande.

As licitações foram publicadas pela Agesul, que teve o seu antigo diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso também por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção quando era titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Já no governo do Estado, em fevereiro deste ano, 12 dias depois de assumir o comando da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos em Mato Grosso do Sul (Agesul), o engenheiro renovou o contrato com a Construtora Rial para continuar fazendo por mais um ano manutenção de 417 quilômetros da regional de Camapuã.

A Construtora Rial foi alvo de operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) no mês passado em investigação que apura fraude em licitação e na medição dos serviços de tapa-buraco em Campo Grande.

No contrato com o governo do Estado, a renovação com a empresa de Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, que está preso desde a operação, garantiu faturamento anual de R$ 9,9 milhões. 

O contrato renovado com o governo é para manutenção de vias pavimentadas e não pavimentadas na regional de Três Lagoas durante um ano. O valor foi de R$ 11,5 milhões. 

Nesta renovação já constava a observação de que o contrato poderia ser rompido caso houvesse nova licitação.

E o anúncio destas licitações que a Agesul é justamente para substituir estes antigos contratados, que já haviam sido renovados sem licitação ao menos cinco vezes. 

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No caso de André Patrola, que também foi alvo do MPMS, a investigação envolvia o aluguel de maquinário para serviços da prefeitura e também a licitação de cascalhamento de ruas sem asfalto da Capital.

A suspeita é de que os serviços não seriam totalmente realizados, conforme constava no edital.

A empresa também esteve envolvida em investigação sobre rodovias no Pantanal de Mato Grosso do Sul.

PACOTES

Ao todo, o governo do Estado lançou cinco licitações, com 18 lotes. Os certames começaram ontem a serem abertos e devem ser finalizados apenas no dia 15. Todas as regiões estão contempladas nas licitações.

* Saiba 

Segundo a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações.

Apenas a região Sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto bilionário do governo do Estado, financiado por meio de empréstimo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

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