Cidades

FRONTEIRA

Relatório aponta dificuldades no trabalho da Polícia Federal

Relatório aponta dificuldades no trabalho da Polícia Federal

VÂNYA SANTOS

23/02/2012 - 00h02
Continue lendo...

Relatório elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) apontou deficiência na estrutura de trabalho oferecida à Polícia Federal (PF) na região de fronteira do Brasil, principalmente com Bolívia e Paraguai. A delegacia de Ponta Porã foi citada no documento como a unidade mais crítica e precária da área de fronteira. Segundos os auditores, o prédio apresenta pontos de alagamento, goteiras, infiltrações e instalações elétricas comprometidas, que podem provocar sérios acidentes.

Durante visita nas delegacias de Dourados e Ponta Porã, auditores constaram “que o trabalho policial de combate ao tráfico de drogas é realizado em locais, por vezes, de difícil acesso, distantes e isolados, e em condições pouco satisfatórias, dada a especificidade dessa região”. Já a área de fronteira de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso com o Paraguai e a Bolívia, além de ser extensa e pouco habitada, abrange o Pantanal. Nessa região, traficantes invadem o espaço aéreo com aeronaves carregadas de droga e também entram no Brasil, por meio da fronteira seca, com veículos e pessoas a serviço do tráfico.

“Em função da situação apresentada, propõe-se recomendar ao Departamento de Polícia Federal, que dote as delegacias localizadas na região de fronteira, especialmente as de Ponta Porã/MS, Corumbá/MS, Vilhena/RO e Naviraí/MS, com estrutura física adequada para o trabalho de repressão ao tráfico de drogas”, sugeriu o relator do documento, ministro Aroldo Cedraz.

Leia matéria completa clicando aqui

com tornozeleira

Lobista investigado na Última Ratio por compra de decisões judiciais tem prisão revogada

Zanin considerou excesso de prazo no andamento da investigação e que prisão pode ter contribuído para piora do estado de saúde do lobista, que está em estado esquelético

24/04/2026 17h28

Andreson de Oliveira Gonçalves emagreceu na prisão

Andreson de Oliveira Gonçalves emagreceu na prisão Foto: Reprodução

Continue Lendo...

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin revogou a prisão preventiva do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de comprar decisões e corromper assessores do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Andreson também foi alvo da operação Ultima Ratio, desencadeada em outubro de 2024, desvendou um amplo esquema de venda de sentenças judiciais, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), advogados e empresários. 

O lobista é apontado como um dos personagens centrais do esquema, suspeito de cooptar servidores do Judiciário em troca da obtenção de informações dos tribunais de diversas instâncias.

A decisão de Zanin é referente a Operação Sisammes, deflagrada um mês depois da Última Ratio, no Mato Grosso (MT). O lobista foi preso na ocasião, conseguiu prisão domiciliar entre julho e novembro de 2025, mas retornou à prisão por suspeita de ter fraudado atestados de saúde.

A Polícia Federal apresentou em fevereiro uma conclusão parcial, mas ainda não houve denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Zanin entendeu que houve excesso de prazo no andamento da investigação da Operação Sisamnes e disse que as provas colhidas até o momento “não desoneram o Estado da obrigação de concluir o inquérito em prazo razoável”.

Além disso, o ministro afirma que a prisão pode ter contribuído para a piora no estado de saúde de Andreson, que estaria em estado esquelético.

Ele autorizou a soltura com a imposição de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com os demais investigados, recolhimento domiciliar no período noturno,  proibição de ingressar no STJ e de acessar os sistemas processuais da Corte.

Andreson deve ser solto ainda nesta sexta-feira.

Patrimônio milionário

Conforme reportagem do Correio do Estado, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves acumulou um patrimônio de R$ 113 milhões somente em caminhões, carros e aeronaves. 

As informações foram produzidas em um relatório da PF enviado ao ministro Cristiano Zanin em agosto de 2025.

O suspeito de operar um esquema de venda de decisões nos tribunais de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no Superior Tribunal de Justiça é dono de 396 veículos e quatro aeronaves. 

A frota de veículos pertence à empresa Florais Transporte, que é suspeita de ser usada por Andreson para lavagem de dinheiro e pagamentos de propina.

A empresa tem apenas 48 funcionários e, segundo a Polícia Federal, não teria capacidade para operar toda a frota que possui. As informações foram levantadas pela PF na investigação sobre o esquema venda de decisões judiciais.

A Florais Transporte é a empresa que fez repasses significativos ao advogado Felix Jayme, apontado como um dos principais envolvidos no esquema de venda de sentenças judiciais no TJMS, segundo a investigação da Polícia Federal durante a operação Ultima Ratio.

O lobista também é dono da Florais Taxi Aéreo, que tem uma frota de quatro aeronaves no valor de R$ 16 milhões. A PF apontou indícios de irregularidades na operação da empresa, como a suspeita de que ela não é usada para aluguel de serviços de táxi aéreo.

Uma das hipóteses que constavam no relatório era de que o lobista emprestava as aeronaves para o uso de autoridades do Judiciário, dentro de seu esquema de venda de decisões.

Voluntários em MS

Butantan recruta 6,9 mil idosos para testar nova vacina contra a gripe

Instituto espera recrutar voluntários com 60 anos ou mais para a segunda fase do ensaio clínico de nova vacina contra a gripe

24/04/2026 16h00

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul está entre os estados contemplados pelo Instituto Butantan no processo que espera recrutar 6,9 mil voluntários com 60 anos ou mais para a segunda fase do ensaio clínico de uma nova vacina contra a gripe. 

Segundo o instituto, o diferencial do novo imunizante é a presença de um adjuvante, substância que potencializa a resposta do sistema imunológico. A proposta é aumentar a proteção justamente no público idoso, mais vulnerável às complicações da gripe por conta da queda natural da imunidade.

De acordo com Carolina Barbieri, gestora médica de Desenvolvimento Clínico do Butantan e responsável pelo estudo, "pessoas com 60 anos ou mais passam por um processo chamado imunossenescência, que reduz a eficácia da resposta do organismo tanto a infecções quanto às vacinas tradicionais contra influenza".

A nova formulação, chamada de vacina adjuvada, busca ampliar essa proteção e, com isso, reduzir casos graves, hospitalizações e mortes causadas pelo vírus da gripe entre os mais velhos.

A primeira fase do ensaio começou em janeiro deste ano, com 300 voluntários, e teve o perfil de segurança considerado satisfatório por um comitê independente de monitoramento.

Nesta nova etapa, os 6,9 mil participantes serão divididos em dois grupos: metade receberá a vacina adjuvada do Butantan; a outra metade receberá uma vacina de alta dose já disponível na rede privada, indicada para idosos.

O objetivo é comparar a eficácia entre os dois imunizantes. Os voluntários serão acompanhados por seis meses.

Quem pode participar?

Podem se voluntariar homens e mulheres com 60 anos ou mais, saudáveis ou com comorbidades tratadas e clinicamente estáveis. Não serão incluídas pessoas com imunodeficiência ou doenças não controladas.

Além de Mato Grosso do Sul, a pesquisa está sendo realizada em outros oito estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

Como participar?

Em Mato Grosso do Sul, o estudo é conduzido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.

Interessados devem entrar em contato diretamente com o centro de pesquisa para se inscrever. Em algumas unidades, como a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, o processo começa com o preenchimento de um formulário online.

Centros de pesquisa participantes

Nordeste

  • Associação Obras Sociais Irmã Dulce – Salvador (BA)
  • Universidade Federal de Sergipe (UFS) – Laranjeiras (SE)
  • Instituto Atena de Pesquisa Clínica – Natal (RN)
  • Plátano Centro de Pesquisa Clínica – Recife (PE)

Sudeste

  • A2Z Clinical – Valinhos (SP)
  • Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (USP) – Serrana (SP)
  • FUNFARME – São José do Rio Preto (SP)
  • PUC-Campinas – Campinas (SP)
  • Santa Casa de Ribeirão Preto – Ribeirão Preto (SP)
  • NEIMPI – Ribeirão Preto (SP)
  • USCS – São Caetano do Sul (SP)
  • CP Quali – São Paulo (SP)
  • Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS – São Paulo (SP)
  • UFMG – Belo Horizonte (MG)
  • UniBH – Belo Horizonte (MG)
  • Vitória Clinical Institute – Vitória (ES)
  • CEDOES – Vitória (ES)

Centro-Oeste

  • UFMS – Campo Grande

Sul

  • Hospital São Lucas (PUC-RS) – Porto Alegre (RS)
  • Hospital Moinhos de Vento – Porto Alegre (RS)

Com informações de Estadão Conteúdo 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).