Política

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Reforma política volta à pauta em fevereiro

Reforma política volta à pauta em fevereiro

AGÊNCIA CÂMARA

14/01/2012 - 00h00
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A falta de consenso em torno do financiamento público exclusivo de campanha e de mudanças no sistema eleitoral impediram a votação do relatório final da Comissão Especial da Reforma Política em 2011. Com o impasse, o relator e o presidente do colegiado, deputados Henrique Fontana (PT-RS) e Almeida Lima (PPS-SE), esperam começar a votar o texto em fevereiro próximo.

Instalada no início de março, com uma pauta de discussão que incluía 20 itens e dividindo o foco com uma comissão semelhante que funcionava no Senado (já encerrada sem a aprovação de um relatório), a comissão da Câmara nunca trabalhou para dar resultado no curto prazo, conforme gosta de repetir Almeida Lima.

“Desde que ficou definido que as mudanças não valeriam para as eleições de 2012, perdeu-se o sentido de pressa. Optamos por fazer um trabalho mais amplo e profundo para vigorar a partir de 2014”, declarou o deputado de Sergipe.

Infográfico: Saiba mais sobre reforma política

Para tentar popularizar o tema e ouvir a sociedade, a comissão realizou conferências regionais em Goiânia (GO), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e Campo Grande (MS).

“O relatório não deveria ter sido votado mesmo não, ele precisa ser mais discutido com os partidos, com a própria sociedade, que apresenta alternativas”, reiterou Almeida Lima.

O relator, no entanto, tem opinião diferente. “Lógico que a frustração de não votar [o relatório] sempre é grande, porque considero um prejuízo muito grande para o Brasil manter o sistema político atual”, declarou Fontana. “Tem um custo político e institucional muito grande, no custo das campanhas e no tipo de governabilidade que se estabelece”, acrescentou.

Três versões
Ao longo de 2011, foram apresentados três relatórios. Segundo a última versão, o número de vagas obtido pelos partidos será determinado por meio do sistema das maiores médias, a chamada Fórmula D'Hondt (adotada em países como Bélgica, Áustria, Dinamarca e Noruega).

Por essa fórmula, o partido que recebe a maior quantidade de votos garante a primeira cadeira na Câmara e tem sua quantidade de votos dividida por dois. A próxima cadeira é distribuída à legenda que estiver com a maior quantidade de votos no momento.

Se a vaga for preenchida pelo mesmo partido que ocupou a primeira cadeira, a legenda tem novamente seu total de votos dividido, agora por três. Se a vaga for ocupada por outro partido, ele tem seus votos divididos por dois para a escolha da terceira cadeira.

Assim, sucessivamente, o cálculo é feito até a conclusão da quantidade de vagas daquela unidade federativa na Câmara. “É um sistema que democratiza mais, porque os partidos que não atingem o quociente eleitoral também podem ocupar uma vaga na Câmara”, disse Henrique Fontana.

O relatório também prevê que o eleitor vote apenas uma vez para deputado – em versão anterior, eram duas –, podendo optar por um nome ou um partido de sua preferência.

Postura

Ministro argentino defende livre comércio e critica barreiras ambientais no encerramento do G20

Diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas"

31/10/2026 19h00

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno

Ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno Foto: EFE/ Javier Torres

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O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, publicou na rede social X um balanço sobre o encerramento da reunião de chanceleres do G20 em Atlanta (EU), na qual defendeu o livre comércio e rechaçou medidas protecionistas. O diplomata afirmou que os países que cumprem regras de concorrência não podem ser prejudicados por competidores que utilizam "vantagens artificialmente criadas" ou distorções de mercado.

Quirno reforçou que, sob a gestão do presidente Javier Milei, a Argentina tem atuado para reduzir barreiras comerciais, avançar na desregulação e recolocar o sector privado como motor do crescimento.

O chanceler rejeitou o uso de regulamentações ambientais como "barreiras ao comércio" que encarecem o transporte de mercadorias e criticou o trabalho forçado, afirmando que nenhum país deve obter vantagens econômicas mediante a exploração de trabalhadores.

Cargo interino

Presidente do TJMS assume interinamente o Governo do Estado no dia 1º

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

31/10/2026 17h15

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro

Desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro Foto: Divulgação / TJMS

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro, substituição temporária ocorrerá em razão do afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta será a 4ª vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual, e acontece uma vez que Riedel tirou licença para descansar com a família após o período eleitoral.

Por sua vez, Barbosinha se afastou no mesmo período para tratar de assuntos particulares e cuidar de negócios pessoais.

Segundo na linha sucessória direta, o presidente da Alems, deputado Gerson Claro também estará ausente devido a compromissos de agenda e uma viagem familiar.

Ao comentar a responsabilidade, o desembargador Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual.

“Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional, consciente da importância de assegurar a continuidade administrativa e a plena governabilidade do Estado”, afirmou.

O desembargador ressaltou ainda que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Para o presidente do TJMS, a substituição temporária também representa a harmonia entre os Poderes constituídos.

“O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

Histórico

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro, governo de André Puccinelli (MDB).

Mais recentemente, em julho de 2019, o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, também ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho, gestão do senador eleito Reinaldo Azambuja (PL).

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