Terça, 21 de Novembro de 2017

Redução de despesas prejudica convocação dos agentes de trânsito

17 AGO 2010Por 06h:44
Silvia Tada

As medidas de contenção de despesas instituídas pela Prefeitura de Campo Grande deve afetar a convocação de 20 agentes municipais de trânsito, cujo concurso foi homologado no dia 1º de julho deste ano. Os aprovados aguardam a nomeação que, agora, não poderá ser feita até o dia 31 de janeiro do ano que vem, conforme especificações do decreto 11.288, publicado na edição de ontem do Diário Oficial de Campo Grande.
O diretor-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Rudel Trindade, explicou que o prefeito Nelsinho Trad aguardava o fim do período eleitoral para convocar os 12 homens e oito mulheres que atuarão na fiscalização e orientação do trânsito na Capital. “Para evitar qualquer problema com a convocação, o prefeito decidiu esperar até o fim das eleições”, justificou Rudel.
Para o secretário municipal de Planejamento, Finanças e Controle, Paulo Sergio Nahas, em princípio, a nomeação fica mesmo suspensa. “Mas isso vai depender da necessidade. Se o prefeito entender que é preciso convocar os servidores, isso deverá ser feito”, observou.
Dois outros concursos, feitos na mesma época que o dos “amarelinhos”, já tiveram os servidores nomeados. São eles o que selecionou 383 agentes comunitários de saúde e 164 médicos, odontólogos, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico de enfermagem, monitor de alunos, assistente em biblioteca e merendeira.

Exceções
Pelo decreto municipal, a nomeação de novos servidores poderá ocorrer no caso de aposentadoria ou falecimento do atual ocupante do cargo.
Outra possibilidade de admissão de pessoal é que o secretário titular apresente “estudo justificando a necessidade de manutenção do posto ocupado, os gastos e o impacto na folha de pagamento”. Esses argumentos serão analisados pela Secretaria Municipal de Administração.
Apenas os cargos de médico e professor ficam isentos de autorização prévia para contratação e deverão seguir a legislação própria.
Pelo decreto, fica proibida, também, a ampliação de carga horária de professores com pagamento de horas complementares. Segundo a secretária municipal Maria Cecilia Amendola da Motta, a medida era necessária para o oferecimento de projetos. “Vamos permanecer com o quadro que temos até agora”, informou.

Leia Também