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Redes sociais são poderosas armas no combate aos maus tratos contra animais

Redes sociais são poderosas armas no combate aos maus tratos contra animais

EDUARDO FREGATTO

07/06/2014 - 18h00
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Fotos: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Maltratar animais é crime e dá cadeia! Cada vez mais, a população se conscientiza sobre a importância do combate aos maus tratos contra aqueles que são mais indefesos que os seres humanos. De acordo com o delegado da Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), Antônio Silvano Rodrigues da Mota, os números de denúncias estão em queda livre. “Os casos de maus tratos diminuiram por conta do clamor popular, espeficicamente nas redes sociais”, argumenta o delegado.

Em Campo Grande, a redução do número de boletins de ocorrência entre 2012 e 2013 foi de 40%. No Estado, a diminuição foi mais de 20%.

Para quem protege os animais diariamente, a internet causou uma verdadeira revolução no ativismo. As postagens sobre cães e gatos perdidos ou que precisam de resgate causam comoção na rede. Vários voluntários aparecem para ajudar. “Revolucionou tudo, nas denúncias e até na ajuda e doações que recebemos. As pessoas estão acordando”, afirma Daniela Reis, 38 anos, protetora animal que usa as redes sociais diariamente.

COMO DENUNCIAR
Em casos de maus tratos de animais, a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia da cidade, afirma o delegado Silvano.

Mas o caso será encaminhado a Decat, por isso, para agilizar o processo, o denunciante (anônimo ou não) pode entrar em contato direto com a delegacia especializada, nos telefones 3368-6092 e 3368-6185.

Casos de maus tratos valem para qualquer animal que sofre agressões físicas ou privação de comida, água, espaço físico para se movimentar ou quaisquer condições precárias de sobrevivência. “O animal é um ser indefeso de boa índole e quem deveria proteger muitas vezes é o agressor”, lamenta o delegado Silvano.

A protetora Daniela Reis afirma que, avaliando a gravidade da situação, a delegacia age imediatamente. “Eles sempre me atenderam na hora”, diz. 

Mês passado, Daniela denunciou o caso de um cão encontrado morto na Avenida Nelly Martins, no Bairro Carandá Bosque. O bicho estava envolto a objetos suspeitos. “Parecia algum tipo de ritual”. O caso ganhou atenção imediata da polícia e da mídia, mas as investigações ainda não foram concluídas. 

“Estamos levantado possíveis suspeitos”, diz Silvano, reafirmando que existe punição para quem maltrata e assassina animais.

PARCERIAS
A Decat tem parceria com os abrigos independentes de animais e os protetores. Animais encontrados doentes e debilitados nas ruas são encaminhados para as entidades e pessoas protetoras, que pagam pelo tratamento veterinário e arranjam lares temporários e permanentes.

Para custear as despesas das clínicas veterinárias, os protetores pedem ajuda na internet. “Aparece um ou dois casos por dia” ,conta Daniela. “As pessoas veem na internet e ajudam”. Para o delegado Silvano, os números indicam que finalmente a população está criando consciência sobre o tema.

luto

Quem foi Lua Blanco, atriz de Rebelde Brasil que morreu aos 39 anos

Atriz fazia tratamento contra um câncer nos últimos meses

18/10/2026 20h00

Lua Blanco morreu aos 39 anos

Lua Blanco morreu aos 39 anos Foto: Divulgação / Arquivo

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Morreu neste domingo, 18, a atriz Lua Blanco, conhecida por seu papel como Roberta na versão brasileira da novela Rebelde, aos 39 anos. A informação foi confirmada por familiares da atriz nas redes sociais. Segundo Daniel Blanco, irmão de Lua, ela fazia um tratamento contra um câncer nos últimos meses.

A atriz marcou uma geração com seu papel na novela entre 2011 e 2012 e colecionava fã-clubes. Roberta era uma jovem questionadora de personalidade forte. Na versão original do sucesso mexicano, a personagem foi interpretada por Dulce María

Lua dividiu o protagonismo da novela ao lado de Sophia Abrahão, Micael Borges, Arthur Aguiar, Mel Fronckowiak e Chay Suede.

Lua nasceu em São Paulo e começou a carreira artística como vocalista da banda Lágrima Flor. Ela era neta do arquiteto e músico, Billy Blanco, grande nome da bossa nova.

A artista começou a atuar como atriz no teatro e, em 2008, migrou para a televisão na novela Três Irmãs, da Rede Globo. Na emissora, Lua também chegou a integrar o elenco de Malhação, Aventuras do Didi e apresentou o programa infantil TV Globinho.

Após o sucesso na TV, ela voltou a investir na carreira como cantora. Ao todo, ela lançou dois álbuns: Mão no Sonho, de 2016, e Órbita, de 2023. Nas redes sociais, Lua compartilhava registros de sua rotina, mas não chegou a comentar sobre o diagnóstico de câncer.

AUDIOVISUAL

Suspense rural que aborda roubo de gado, "Amoitado" estreia em festival

Primeira exibição pública do curta-metragem que aborda a situação de abigeato, bastante comum em Mato Grosso do Sul, acontecerá durante o 3º Festival Curta Campo Grande no dia 30

18/10/2026 18h00

 Produzido em Campo Grande,

Produzido em Campo Grande, "Amoitado" é um drama de suspense rural integralmente filmado na Capital, entre os dias 26 e 31 de janeiro deste ano.  Foto: Henrique Kawaminami _ Holofote Estúdio

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Com sessão aberta ao público no dia 30, o curta-metragem “Amoitoado”, que aborda a situação de abigeato – bastante comum em Mato Grosso do Sul –, terá sua primeira exibição pública no 3º Festival Curta Campo Grande, e será realizada a partir das 20h na Associação Cultural Teatro do Mundo, que fica localizada na Rua Barão de Melgaço, nº 177, no Centro de Campo Grande.

Nesta terceira edição o festival reúne 61 filmes selecionados, que estão distribuídos entre quatro mostras competitivas: curtas MS, Brasil, Doc e Panorama Internacional, realizado entre os dias 26 e 31.

A seleção coloca o filme entre as que disputam a programação competitiva do festival, com “Amoitado”, o último filme da sessão em que está programado. Antes dele, outros quatro curtas serão exibidos, trazendo para o público uma visão sobre a prática de abigeato, que é o de roubo de gado, crime tão comum em Mato Grosso do Sul. Tanto que, desde 2021 o Estado conta com uma unidade de Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro).

Produzido em Campo Grande, “Amoitado” é um drama de suspense rural roteirizado e dirigido por Tero Queiroz, com codireção de Aly Freitas, e integralmente filmado na Capital, entre os dias 26 e 31 de janeiro deste ano. 

Essas gravações foram realizadas majoritariamente durante a noite, envolvendo 52 cenas distribuídas em 22 páginas de roteiro. O curta empregou diretamente cerca de 40 profissionais do audiovisual.

Na direção, Tero tem mais experiência do que Aly, que atua principalmente na produção audiovisual. A codiretora acompanhou a escrita do roteiro desde 2022 e considera a estreia no festival um momento importante para o projeto.

“Então, eu estava bem por dentro do processo de criação desse filme. E ver ele hoje indo para a tela e estreando no Curta Campo Grande, que é um festival que está acontecendo aqui, na nossa casa, em Mato Grosso do Sul, para o público daqui, é muito importante e é muito gratificante também”, afirmou.

Aly também destacou sua contribuição para a construção do filme. “Acho que meu papel enquanto codiretora mulher para esse filme vem ao encontro com essa sensibilidade que o roteiro pede. É uma história muito dura, de muita tensão. As pessoas estão tensas o tempo todo nesse roteiro. E aí eu acho que consigo contribuir com meu olhar para trazer um pouco mais de sensibilidade e transformar cenas que seriam muito duras em algo mais respirável e bonito de compreender”, avaliou. 

Fica técnica

Direção: Tero Queiroz; 
Codireção: Aly Freitas; 
Produção executiva: Juliana Morais; 
Produção de captação: Plural Cine; 
Produção geral/elenco: Thalita Rebello
Elenco: (Carlos) Douglas Caetano; (Coxim) Renato Passos; (Duca) Espedito Di Montebranco; (Klaubo) Leandro Faria Lelo; (Mascado) Guilherme Godoy; (Mascado criança) Vinícius Lima; (Nathan) Arthur Benites; (peão 2) André Luís; (Tonhão)
Carlos Eduardo Lotfi; (Tena)
Mariana Castro; (Mãe) Sueli De Jesus Santana; (pai) Anderson Lima Farin; (criança); Henryl Chavier; (Irã) Lourenço Vilarim; (Melina) Fânia Martins; 
Assistente de produção: Daniel Prestes; 
Assistente de direção: Fernando Feitosa; 
Direção de fotografia: Rodrigo Rezende, Deivison Pedrê; 
1º assistente de Câmera: João Pelosi; Gaffers: 
Gabriel Lima, Emerson Santos; 
Direção De Arte: Paulo Taveira;
Figurino: Dayane Pedra;
Maquiagem e caracterização:
Suellen Martines;
Direção de áudio: Marcelo D’ávila;
Microfonista: Laura Cristina;
Fotografia still: Henrique Kawaminami; Holofote Estúdio;
Design do cartaz:
Wesley P. M. Junior;
Montagem:
Dimitre Lucho;
Edição de som, desenho sonoro e finalização de áudio: Diego Techera;
Vfx; 
Finalização e cor: Benedito Estúdio;
Colorista: Dimitre Lucho

 

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