Cidades

Saúde e educação

Recursos dos royalties livrarão municípios do 'sufoco', diz Assomasul

Recursos dos royalties livrarão municípios do 'sufoco', diz Assomasul

da redação

15/08/2013 - 16h31
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Aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (14), o projeto que destina recursos dos royalties do petróleo para a educação e saúde renderá quase R$ 50 bilhões nos próximos dez anos.

A aprovação do texto, que agora segue para sanção da presidente Dilma Rousseff, agradou aos prefeitos, no momento em que a maioria dos municípios enfrenta dificuldades financeiras por causa de uma série de fatores.

O presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Douglas Figueiredo (PSDB), disse que a aprovação da matéria que prevê mais recursos à educação e à saúde vem em hora oportuna.

Douglas reclama que, de forma geral, a União tem esquecido os municípios, isso porque, segundo ele, as desonerações e as isenções atingem frontalmente a parte dos municípios do montante arrecadado no país.

Segundo ele, os recursos não chegam e a população carece a cada dia de políticas públicas de saúde, educação e geração de empregos, entre outras demandas.

“O governo esquece que as pessoas moram nos municípios. O pacto federativo é injusto. A distribuição de recursos está cada vez menor e insuficiente para atender as demandas. A população cresce, os problemas aumentam e os recursos para os municípios diminuem.

Desta forma, aprovação dos royalties para esses dois setores vai com certeza salvar muitos municípios da insolvência”, avaliou o dirigente.

Além da aprovação dessa matéria, o presidente da Assomasul sugere outras medidas que venham suprir a insuficiência de caixa das prefeituras. “As pessoas estão sofrendo na ponta por falta de atendimento”, emendou.

PERCENTUAIS
Pelo projeto aprovado, 75% do dinheiro que o governo recebe de empresas pela exploração do petróleo, os chamados royalties, serão destinados para a educação, 25% para a saúde.

Os royalties são os recursos que as empresas produtoras de petróleo pagam à União pelo direito de exploração.

Pelas contas do governo, no ano que vem, só para educação serão R$ 2,8 bilhões. Em 2015, R$ 4 bilhões. Os recursos vão aumentar com o pré-sal, porque 50% do fundo social, a poupança dessa produção, também irão para as duas áreas.

Pela proposta, a cada dez anos serão cerca de R$ 30 bilhões a mais.

A maior parte do dinheiro, que vai para a educação, poderá ser usada em investimentos, como construção de novas escolas, ou compra de equipamentos e até pagamento de professores. Mas o uso do dinheiro deve ser prioritariamente para a educação básica.

Na prática, o governo sofreu nova derrota no Congresso Nacional, já que a ideia original era destinar os royalties só para a educação e não dividi-los com a saúde, e que apenas fossem usados os rendimentos do fundo do pré-sal.

Por causa disso, a ideia do Ministério da Educação é enviar um novo projeto de lei ao Congresso na tentativa de mudar a regra mais para frente, visando permitir mais recursos a longo prazo.

Fonte: Assomasul

15 dias após temporal

Prefeitura segue à espera de R$ 40 milhões para recuperar a cidade

União reconheceu o estado de calamidade, mas ainda não liberou o dinheiro para restaurar a Capital

25/09/2026 12h00

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (25), no evento de ordem de serviço para asfalto nos bairros Santa Emília e Aquarius MARCELO VICTOR

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A Prefeitura Municipal de Campo Grande ainda não recebeu os R$ 40 milhões do Governo Federal destinados à recuperação da cidade, após estragos causados pelo temporal de 10 de setembro.

A União ainda não liberou o recurso e Campo Grande segue à espera da verba para restaurar pontos críticos, como destelhamento de casas, escolas e Armazém Cultural da Esplanada Ferroviária, além de desabamento de teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário.

Em 12 de setembro, Campo Grande decretou estado de emergência por conta dos estragos deixados pelo forte temporal.

Em 15 de setembro, Adriane Lopes foi até Brasília (DF) pedir socorro ao Governo Federal para reconstruir a cidade. Na ocasião, foi atendida pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.

Logo, a União reconheceu o estado de calamidade pública em Campo Grande. Com isso, autorizou o envio de recursos federais extraordinários, livres de amarras orçamentárias, para socorro humanitário e reconstrução da infraestrutura da Capital.

Mas, 15 dias após o vendaval, a prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), afirmou que ainda segue à espera do recurso. “Nós não recebemos ainda o recurso para a recuperação da cidade depois da tempestade que aconteceu. Não tivemos ainda nenhum recurso, mas o relatório foi apresentado”, revelou.

Ainda não se sabe quando o dinheiro será liberado.

A chefe do executivo municipal contou ainda que foi nesta semana ao Ministério da Saúde, em Brasília, em busca de recursos para Campo Grande.

“[Fui em busca de] ampliação dos recursos para atendimento da população de Campo Grande, tendo em vista que hoje nós temos 960 mil habitantes e nós atendemos 1 milhão e 600 mil pessoas. Então eu tenho que bater na porta do Governo Federal e apresentar os meus dados e pedir mais recursos porque o que a gente recebe é insuficiente para a cobertura da saúde na Capital”, disse.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado em 10 de setembro de 2026 em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

De acordo com Adriane, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, dezenas de famílias desabrigadas, 37 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

  • Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
  • Interdição de avenidas/vias obstruídas
  • Queda de árvores em cima de carros
  • Queda de postes de energia
  • Alagamento de ruas
  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
  • Queda de energia em dezenas de bairros
  • Abertura de buracos e crateras nas ruas
  • Semáforos desligados
  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

Infraestrutura

Obras de pavimentação e drenagem em Campo Grande somam R$ 39,9 milhões

Serviços incluem implantação de pavimentação asfáltica e estruturas para escoamento de águas pluviais

25/09/2026 11h30

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital

Obras previstas incluem pavimentação e estruturas para o escoamento de águas pluviais em diferentes regiões da Capital Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande oficializou, por meio do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a contratação de quatro empresas para a execução de obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em dez bairros da Capital. Os contratos somam R$ 39,87 milhões.

A contratação é resultado da Concorrência nº 008/2026, cujo procedimento foi homologado pela prefeita Adriane Lopes em 24 de agosto de 2026. Os contratos foram publicados no Diogrande em 24 de setembro de 2026.

Ao todo, quatro empresas foram contratadas para executar as obras em diferentes regiões de Campo Grande.
A empresa CG3F Serviços e Construtora Ltda. – EPP ficará responsável pelas intervenções nos bairros Jardim Mansur e Jardim Auxiliadora. O contrato tem valor de R$ 3.618.880,98, com prazo de execução de até 150 dias.

A RR Barros Serviços e Construções Ltda. executará os serviços nos bairros Jardim Tijuca II e Jardim Verdes Mares. O contrato está estimado em R$ 6.946.149,35, e as obras deverão ser realizadas em até 180 dias.

Já a Meta Construtora Ltda. – EPP foi contratada para realizar as obras de pavimentação e drenagem nos bairros Coophavilla II e Batistão. Com valor de R$ 15.009.480,60, este é o maior contrato entre os quatro. O prazo de execução é de até 360 dias.

Por fim, a TST Construções Ltda. ficará responsável pelas intervenções no Aero Rancho, Vila Nogueira, Vila Aimoré e Vila Amapá. O contrato tem valor de R$ 14.299.998,79, com prazo máximo de execução de 360 dias.

Somados, os contratos representam um investimento previsto de R$ 39.874.509,72 em obras de infraestrutura urbana. Os recursos são provenientes do Tesouro Municipal, de convênios e de operação de crédito da Caixa Econômica Federal vinculada ao Programa Pró-Transporte.

Apesar dos valores divulgados, o extrato publicado no Diário Oficial não indica que o montante integral já tenha sido pago às empresas. Em contratos de obras públicas, os pagamentos costumam ser realizados de forma progressiva, após a medição e a comprovação dos serviços executados.

A contagem dos prazos começa a partir do recebimento, pelas empresas, da Ordem de Execução dos Serviços, documento que autoriza oficialmente o início dos trabalhos. Por isso, a publicação dos contratos não permite determinar, sozinha, a data efetiva de início de cada obra.

As intervenções incluem a implantação ou recuperação da pavimentação asfáltica e a construção de estruturas para o escoamento das águas da chuva. Os serviços deverão seguir as especificações do Projeto Básico da licitação e serão acompanhados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Eventuais alterações nos prazos, aditivos contratuais, medições, pagamentos e etapas de execução deverão ser acompanhados nos processos administrativos e em novas publicações oficiais.

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