Sábado, 18 de Novembro de 2017

Recuperação das vítimas afeta orçamento e rotina das famílias

29 MAR 2010Por 11h:14
A rotina da família de Cristóvão Ramos e da esposa, Francisca, mudou drasticamente desde o último dia 26 de fevereiro, quando às 8 horas da manhã ele seguia para o trabalho de motocicleta e sofreu um acidente na Avenida Capital. A motorista de uma caminhonete F-250 fechou a sua moto e ele foi atirado no chão. Só acordou duas horas depois, quando já estava na Santa Casa. Fraturou a tíbia em três lugares. Ficou 15 dias internado, tempo em que se submeteu a uma cirurgia no fígado, atingido com o impacto da sua queda.” “Estou me recuperando desta cirurgia para colocar pinos na perna”, explica. Cristóvão tem cumprido, com auxílio da esposa, uma rotina diária de idas à Santa Casa para fazer curativos. Sua recuperação deve demorar pelo menos sete meses. “Não sei como vou fazer. Minha mulher, que teve de antecipar as férias, terá de voltar ao trabalho dia 1º. Não tenho ninguém para me acompanhar”. Na última quinta-feira, ele foi um dos 60 trabalhadores que estiveram na agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) na 26 de Agosto, para fazer perícia em busca do auxílio doença acidentário. “A empresa me pagou o salário de fevereiro. Tenho que receber do INSS para garantir as despesas de casa”, explica. Outra preocupação são os R$ 3.800,00 necessários para consertar a moto (uma Titan 150). A motorista que o atropelou fugiu sem lhe prestar socorro. (FP)

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