Segunda, 20 de Novembro de 2017

Reconstrução vai demorar 10 anos

26 JAN 2010Por MONTREAL07h:37
Reconstruir o Haiti após o devastador terremoto que arrasou a nação caribenha no dia 12 é algo que levará “pelo menos dez anos”, disse nesta segunda-feira o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, durante a conferência internacional de doadores ao Haiti, em Montreal. Governos de vários países já anunciaram ajuda de quase US$ 1 bilhão ao Haiti, segundo estimativas da Associated Press, incluídos US$ 575 milhões da União Europeia. A conferência de Montreal é preparatória para um grande encontro de doadores que deverá acontecer na República Dominicana em março ou abril. “Não é um exagero dizer que pelo menos dez anos de trabalho duro esperam o mundo no Haiti”, disse Harper. “Nós precisamos garantir que cada reserva comprometida, cada trabalho humanitário, cada veículo, cada dólar sejam usados da maneira mais efetiva”, afirmou. Harper falou ao lado do primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton. “Nós precisamos responder aos compromissos que fizemos. Eu gostaria que desse encontro emergisse um plano que dirigirá a reconstrução do Haiti de uma maneira efetiva, coordenada e estratégica para a próxima década”, disse Harper. O primeiro-ministro do Haiti, Bellerive, agradeceu a ajuda internacional que seu país recebeu, mas destacou que serão os haitianos que dirigirão as tarefas de reconstrução. Segundo ele, as prioridades serão “claramente delineadas pelos haitianos”. “Estamos muito conscientes de que a principal prioridade para o nosso futuro está nas mãos do Governo e do povo haitianos”. Segundo ele, no momento o principal é “satisfazer as necessidades vitais das vítimas, como água, comida, abrigo e atendimento médico”. “O Haiti precisa do apoio dos seus parceiros da comunidade internacional a médio e longo prazos”, ele disse. O grupo dos “Amigos do Haiti” foi formado por países latinoamericanos – Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México, Peru e Uruguai – somados ao Canadá, França e Estados Unidos.

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