Cidades

Tragédia no Japão

Radiação em alimentos e água é encontrada perto de Tóquio

Radiação em alimentos e água é encontrada perto de Tóquio

Folha.com

19/03/2011 - 20h04
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Autoridades japonesas informaram neste sábado que foram detectados níveis de radiação em espinafre e leite de fazendas próximas ao complexo nuclear de Fukushima Daiichi, severamente atingido pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a região no último dia 11. Além disso, minúsculas quantidades de iodo radioativo foram encontradas em água encanada de Tóquio e outros locais, apesar de especialistas dizerem que nada disso representa qualquer risco à saúde.

O Ministério da Saúde também disse que iodo radioativo pouco acima dos níveis de segurança do governo foi encontrado em água potável na quinta-feira em uma amostra da província de Fukushima, onde está localizada a usina nuclear, mas que outros testes, realizados depois, mostraram que o nível havia caído novamente.

O secretário de Gabinete do Japão, Yukio Edano, insistiu que os alimentos contaminados não representam "riscos à saúde imediatos".

O leite contaminado foi descoberto a 30 quilômetros da usina, afirmou uma autoridade local. O espinafre foi coletado de seis fazendas localizadas entre 100 quilômetros e 120 quilômetros ao sul dos reatores danificados.

A região é rica de fazendas de melões, arroz e pêssegos, então a contaminação pode afetar o suprimento de alimentos para grandes áreas do país.

Mais testes estão sendo feitos em outros alimentos, Edano, e se eles detectarem mais contaminação, o envio deles a partir da região será suspenso.

utoridades disseram que é muito cedo para saber se a crise nuclear causou a contaminação, mas Edano disse que amostras do ar retiradas da área mostraram níveis de radiação mais elevados que o normal.

Níveis de iodo no espinafre excederam limites de segurança em três a sete vezes, afirmou uma autoridade. Testes no leite feitos na quarta-feira detectaram pequenas quantidades de iodo-131 e césio-137, este último um elemento que pode causar muitos tipos de câncer. Mas apenas iodo foi detectado na quinta-feira e na sexta-feira, segundo um funcionário do Ministério da Saúde.

Após os anúncios, autoridades imediatamente tentaram acalmar um já em pânico público, dizendo que as quantidades detectadas foram tão pequenas que as pessoas precisariam ingerir quantidades inimagináveis dos alimentos para pôr sua saúde em risco.

O Ministério da Saúde afirmou ainda que níveis de iodo acima do limite seguro foram descobertos na quinta-feira na água potável da província de Fukushima. Na sexta-feira, os níveis eram a metade do dia anterior; neste sábado, haviam caído ainda mais.

Traços de iodo foram encontrados na água de Tóquio na sexta, o primeiro dia desde que o governo ordenou amostragem diária em todo o país devido a crise nuclear, segundo informou o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia.

Um comunicado dizia que as quantidades encontradas não excedem os limites de segurança do governo. Mas testes de água, que por décadas foram realizados apenas uma vez por ano, geralmente não apresentavam traços de iodo.

COMBATE AO TRÁFICO

Mais de 20 toneladas de insumo para cocaína são apreendidas na fronteira

Irregularidades na documentação levaram à apreensão de carga na fronteira com a Bolívia

01/04/2026 13h22

Imagem Divulgação

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A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal, apreendeu cerca de 27 toneladas de carbonato de cálcio, produto utilizado no processo de produção de cocaína, em Corumbá, com destino à Bolívia.

O caminhão seguia com documentos que indicavam como destino o país fronteiriço. Durante fiscalização, foram verificadas irregularidades nos papéis apresentados, entre elas a ausência de licença válida para o transporte.

Segundo nota da PF, o carbonato de cálcio possui diversas aplicações lícitas na indústria, como nos setores de construção civil, papel, tintas, plásticos, cosméticos e fármacos. Contudo, o produto também está sujeito a controle e fiscalização, pois pode ser utilizado nas fases iniciais do processo de produção de cocaína.

A apreensão ocorreu em um esforço conjunto de inteligência entre a PF e a Receita Federal, na fronteira com a Bolívia, com foco na repressão ao desvio de insumos químicos e ao tráfico internacional de drogas.

As circunstâncias da ocorrência seguem sob análise pelos órgãos competentes.
 

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CAMPO GRANDE

Figueira centenária volta a queimar quase um ano após início de remoção

"Fim" da figueira foi prometido, de fato, em maio de 2024, quando iniciada a poda da árvore e processo de retirada total começou em maio do ano passado mas não foi concluído

01/04/2026 13h00

o incêndio teria começado ainda na noite de terça-feira (30), com trabalho de contenção das chamas continuado na manhã de hoje (1°)

o incêndio teria começado ainda na noite de terça-feira (30), com trabalho de contenção das chamas continuado na manhã de hoje (1°) Fotos: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Mesmo após quase um ano desde o início do processo de remoção, a Figueira 'assassina' que é centenária em Campo Grande e há tempos está condenada ainda não foi completamente retirada da calçada na rua Dr. Pacífico Lopes Siqueira, voltando a queimar recentemente.

Conforme repassado pelo Corpo de Bombeiros, o incêndio teria começado ainda na noite de terça-feira (30), com trabalho de contenção das chamas continuado na manhã de hoje (1°), em figueira centenária essa que passou a ser alvo de incêndios diários, há aproximadamente três anos, o que aumentava ainda mais o risco de queda da árvore. 

A árvore - de nome científico "ficus-elástica" - possui um perfil radicular, ou seja, as características das raízes dessa planta, que em condições favoráveis pode apresentar um crescimento lateral bastante extenso, já que a raíz pode alcançar até seis metros de profundidade.

Com isso, é comum observar, como no caso dessa figueira, que essas árvores em perímetro urbano acabam por destruir o passeio e tomar conta de toda uma calçada. 

A equipe do Correio do Estado acompanha a situação da figueira, que já foi alvo diário de incêndios criminosos, com pelo menos três ocorrências e aproximadamente sete mil litros de água usados pelo Corpo de Bombeiros entre as 24 horas do dia 05 de setembro de 2023.  

"A primeira guarnição usou uns dois mil litros de água, depois viemos usar outros três e em seguida voltamos onde foi preciso usar outros dois mil. Esses substratos queimam em tempos diferentes, mas o incêndio nesse tronco, que nem pegou agora, não acontece do nada, foi alguém que colocou", relataram os agentes do Corpo de Bombeiros Militar à época. 

Figueira "assassina" condenada

Condenada, além da ação do tempo e de queimadas pelas mãos humanas, a figueira já sobreviveu até mesmo ao decreto que busca seu fim. 

Com raízes firmes na calçada até o momento, a árvore que já vitimou um ser humano no passado, foi condenada após elaboração de relatório técnico, onde um auditor fiscal de meio ambiente recomendou por sua remoção total.

Entretanto, o processo de remoção da árvore por parte do Executivo de Campo Grande só teve início quase um ano após o decreto de sua "condenação", demora essa que a Pasta de Meio Ambiente do município justificou pela localização da espécime. 

Isso porque, como é possível observar por quem passa pelo local, a árvore encontra-se em conflito com a rede de energia e, por isso, o serviço foi iniciado em parceria com a concessionária de energia elétrica. 

Por essa 'ficus-elástica" tratar-se de uma espécie de grande porte, já era esperado que esse trabalho de remoção não seria feito "da noite para o dia", com o Executivo afirmando precisar de até 15 dias para concluir a remoção dessa árvore, que deveria ter sumido da rua Dr. Pacífico Lopes Siqueira até o fim de junho do ano passado, antes de sua última primavera, o que nota-se que não aconteceu. 

Marcada por um passado em que a queda de um de seus galhos vitimou um ser humano, a figueira centenária ganhou mais alguns dias de vida graças à burocracia dos poderes envolvidos em sua remoção, porém já não passando a mesma onipotência que teve um dia.

Ainda em 2023 funcionários da empresa vizinha explicaram o título de "árvore assassina" - fixado inclusive com banner em seu próprio tronco -, já que o apelido foi atribuído à figueira após a espécie vitimar um vigia noturno em 2021.

Com o potencial de atingir até 30 metros de altura em seu habitat, essa "ficus" cresceu e expandiu suas raízes por onde havia calçada, além de estender os seus longos galhos tanto por cima da Rua Dr. Pacífico Lopes como para sobre o empreendimento ao qual é vizinha de muro, chegando até mesmo a entrar em contato com a rede elétrica. 

Em maio do ano passado, o "miolo" da árvore que acabava engolindo a rede elétrica chegou a ser liberado, quando restavam apenas três semanas úteis de vida para a figueira caso os prazos do município se concretizassem. 

Responsável pela Rodomaq Construtora, Helmut Maaz detalhou à época que há mais de uma década pedia pela retirada da árvore, já que, além do fato dessa figueira consumir a calçada do local e o tronco adentrar o ambiente privado que funciona sua empresa, a queda de seus galhos pode ser fatal, como de fato foi. 

Vale lembrar que o "fim" da figueira foi prometido, de fato, em maio de 2024, quando iniciada a poda da árvore pela então Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur).

Importante frisar que, todo o processo de remoção total só teve início após análise de auditor fiscal de meio ambiente responsável, que com a conclusão de relatório técnico recomendou pela retirada já que a árvore apresentava um iminente risco de queda. 

 

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