A situação do crédito no Brasil sofrerá uma boa mudança nos próximos meses. Isso porque tanto o Banco do Brasil quanto a Caixa Econômica Federal anunciaram corte agressivo em suas taxas de juros, para pessoas físicas e jurídicas. A expectativa é que, para se manterem competitivos, os demais bancos do Brasil façam o mesmo. Mas e a inadimplência, como vai ficar com tanta facilidade de crédito?
Visando ao crescimento do País, o governo já vinha pressionando os bancos no sentido de reduzir suas taxas de juros, mas, se por um lado, isso será positivo tanto para os consumidores quanto para as empresas, por outro, sem cuidado e, principalmente, sem educação financeira, a situação de inadimplência e endividamento pode se agravar no País, conforme avaliam especialistas.
Boas notícias
Apesar do receio que os cortes trazem, as medidas deverão trazer aquecimento para a economia brasileira. As empresas, por exemplo, vão poder tomar fôlego para vender mais. O Banco do Brasil reduziu em 15% a taxa média das principais linhas de capital de giro, para as micro e pequenas empresas. A Caixa, por sua vez, vai destinar mais de R$ 10 bilhões para o setor.
No caso das micro e pequenas empresas, o acesso facilitado ao crédito vai ajudá-las a lidar com eventuais problemas financeiros pelos quais estejam passando. Os consumidores também vão poder aproveitar a situação favorável para liquidar suas dívidas e voltar para o azul.
Os juros anuais do cheque especial do BB, por exemplo, caíram 67%. Os clientes do banco com crédito salário terão redução dos juros de 8,18% ao mês para 3,50% ao mês. Os demais clientes terão taxa máxima de 4,27% a.m., podendo chegar a 1,35% a.m., dependendo do seu relacionamento com a instituição. Na mesma linha, entre as novidades anunciadas pela Caixa nesta segunda-feira (9), as linhas voltadas à aquisição de bens e serviços de consumo terão queda de juros de até 45%.

