Segunda, 20 de Novembro de 2017

Queda de rendimento de Kaká preocupa a seleção brasileira

17 JUN 2010Por 06h:39
JOHANNESBURGO, África do Sul

A queda de rendimento de Kaká parece ter sido a principal causa da vitória apertada do Brasil sobre a fraca Coreia do Norte por 2 a 1 na última terça-feira, em uma estreia sem brilho da seleção de Dunga na Copa do Mundo. O meio-campista teve uma temporada muito apagada no Real Madrid, marcada por diversas lesões. “Estou preparado para ser um dos líderes da seleção, embora a equipe já tenha muitos líderes, tanto técnicos como táticos”, havia advertido pouco antes da Copa.
No entanto, desde a preparação para a Copa das Confederações de 2009, Dunga decidiu deixar Ronaldinho Gaúcho fora de seus planos para colocar a tarefa de criar as jogadas inteiramente nos pés de Kaká, que respondeu com um grande desempenho nesse torneio de preparação para a Copa.
Uma pubalgia, contudo, inferniza a vida do jogador e o deixou de fora dos gramados por quase três meses. Pelo que se viu na terça-feira no Ellis Park de Johannesburgo, Kaká ainda está sem ritmo de jogo, sem explosão alguma. A imprensa mundial estava com suas atenções voltadas para ele e as críticas foram muitas.
“Tanto segredo para isso?”, foi a manchete do jornal O Globo, referindo-se aos segredos de Dunga com seus treinos fechados e à falta de imaginação de Kaká, que apresentou um “futebol pobre”, segundo a Folha de S.Paulo.
O jornal francês L’Equipe considerou Kaká o pior jogador brasileiro. “O Brasil luta sem classe”, foi a principal manchete do diário, com uma foto de Kaká como ilustração. “Seu início foi doloroso, sem ritmo e cheio de erros”, considerou.
Mas Kaká pretende evoluir aos poucos, consciente de que deve ganhar ritmo. “Acho que minha estreia pessoal foi boa”, disse o meio-campo do Real Madrid. “Eu não sabia em quais condições chegaria ao dia de hoje, fazia muito tempo que não jogava (por causa da lesão), e por isso estou muito feliz”, conformou-se.
O problema é que Dunga depende excessivamente de seu ‘cérebro’. Sem contar com Ronaldinho ou Diego, como alternativas criativas, o Brasil terá de contar com a boa forma de Robinho, que teve uma das poucas boas atuações da equipe.

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