Domingo, 19 de Novembro de 2017

VESTIBULAR DAS URNAS

Quase 300 disputam 24 vagas na Assembleia Legislativa

5 JUL 2010Por 06h:28
Lidiane kober

Quase 300 candidatos disputam 24 vagas de deputado estadual em Mato Grosso do Sul. A concorrência do “vestibular das urnas” é de 11,9 candidatos por vaga. A batalha por uma cadeira na Câmara dos Deputados também está acirrada, mas um pouco menor do que a corrida em busca de uma cadeira na Assembleia Legislativa. No total, 71 políticos brigam por oito cargos, abrindo concorrência de 8,8 candidato por vaga.
Reunindo 14 partidos, a coligação do governador André Puccinelli (PMDB) lança 143 candidatos a deputado estadual e 47 a federal. O chapão, que reúne PMDB, PR, PSDB e DEM, entrará na disputa com 46 políticos correndo atrás de uma cadeira na Assembleia Legislativa. O plano do grupo é abocanhar 14 das 24 vagas.
Fazem parte da chapa intermediária o PTdoB, PRTB, PPS, PRB e PHS. O deputado estadual Márcio Fernandes, um dos 12 candidatos do PTdoB, estima que do grupo sairão três vitoriosos.
Na chapinha estão o PSB, PMN, PTB, PTC e PTN. Do grupo, concorrem 53 candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. A pretensão dos partidos é eleger no mínimo dois deputados estaduais.
Se as previsões dos 14 partidos aliados de Puccinelli se confirmarem, a coligação manterá as 19 cadeiras que ocupam hoje no Poder Legislativo.
Em busca de espaço na Câmara dos Deputados, o arco de aliança de Puccinelli se dividiu em dois grupos, conforme o presidente regional da legenda, Esacheu Nascimento. O primeiro é formado por 24 representantes do DEM, PMDB, PSDB, PSB, PMN, PRB e PR. Já o segundo grupo conta com a presença de 23 candidatos do PTdoB, PTB, PRTB, PPS, PHS, PTC e PTN. Os partidos trabalham para manter os cinco parlamentares que, hoje, ocupam vagas na Câmara dos Deputados.

PT e aliados
Os nove partidos que apoiam o projeto do ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) de retomar do PMDB o comando do Governo do Estado entram na corrida por vagas de deputado estadual com 133 candidatos e 20 a deputado federal. Eles se dividiram em três chapas. Uma delas é formada por PT e PP e reúne 37 políticos. O outro grupo é composto por PRP, PCdoB, PV e PSC e lançará 66 candidatos. Por último, se uniram 30 representantes do PSL, PDT e PSDC para buscar espaço na Assembleia Legislativa.
O projeto dos partidos é abocanhar pelo menos 10 das 24 vagas de deputado estadual. Hoje, as siglas (PT e PDT) detém cinco cadeiras na Assembleia.
Na batalha por espaço na Câmara dos Deputados, a coligação petista lança um chapão com 20 candidatos. A pretensão é ficar com quatro das oito vagas de deputado federal.
O PSOL é o único dos nanicos decidido a entrar na disputa pelo Governo do Estado, com a candidatura de Ney Braga. O partido tem 11 candidatos a deputado estadual e quatro a federal. “Estamos conscientes de que a nossa legenda é pequena e, por isso, dificilmente elegeremos parlamentares”, reconheceu o presidente regional da sigla, Lucien Roberto Rezende. “O nosso objetivo é levar o nosso pensamento aos eleitores e fazer o partido crescer”, completou.
Coeficiente eleitoral
Recente estimativa realizada pelo Correio do Estado, com base na previsão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a evolução do eleitorado em 2010, aponta que para eleger um parlamentar à Câmara dos Deputados, os partidos e coligações precisarão de cerca de 158 mil votos. À Assembleia Legislativa, o mínimo deve ficar em 53 mil votos para cada deputado estadual.
A rigor, o número que representa o coeficiente de cada pleito só é definido depois de computados os votos válidos da eleição, que compreendem os votos nominais somados aos votos de legenda.
Em 2006, para eleger um deputado federal, os partidos e coligações precisaram de 149.839 votos. Já o coeficiente eleitoral para deputado estadual foi de 50.801. (Colaborou Fernanda Brigatti)

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