Terça, 21 de Novembro de 2017

PT desautoriza especulação sobre vice de Orcírio

21 FEV 2010Por 07h:38
O presidente regional do PT, Marcus Garcia, desautorizou qualquer filiado de especular publicamente sobre alianças ou candidaturas na chapa que será encabeçada pelo ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos para o Governo do Estado. “Qualquer definição de nomes passará pela chancela do partido”, avisou Garcia, que também preside o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) que conduzirá a política de alianças petista em conjunto com os dois principais nomes da chapa majoritária, Orcírio e o senador Delcídio do Amaral. A reação aconteceu diante da repercussão da divulgação pelo deputado Vander Loubet de que o presidente da Associação dos Criadores (Acrissul), Chico Maia, filiado ao PTB, foi apresentado à ministra Dilma Rousseff, na quinta-feira, em Brasília, como provável vice de Orcírio. O episódio ocorreu quando lideranças políticas e rurais do Estado foram convidar Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a abertura da Exposição Agropecuária de Campo Grande (Expogrande 2010). A ministra confirmou presença no evento, no dia 19 de março, mas Lula ficou de avaliar a agenda. Logo na manhã do dia seguinte, o deputado estadual Pedro Kemp usou a internet para reclamar. “Tem companheiro do PT que insiste em lançar candidato a vice da nossa chapa à revelia do partido. O Diretório não pode aceitar esse desrespeito”, protestou Kemp na rede de microblogs Twitter. “Os filiados do PT precisam aprender a respeitar as instâncias partidárias: Diretório Estadual e Grupo de Trabalho Eleitoral”, acrescentou o deputado. Marcus Garcia, que estava em Brasília participando do 4º Congresso Nacional do PT, reagiu desautorizando filiados de fazer divulgação sobre eventuais candidaturas, mesmo que seja importante como Vander, sobrinho do ex-governador e um dos fundadores da sigla no Estado. Afinal, o próprio Orcírio deu exemplo neste sentido, quando sua esposa Gilda dos Santos foi convidada pelo PDT para ser suplente na candidatura do deputado federal Dagoberto Nogueira ao Senado. O exgovernador deixou claro que, embora Gilda tenha ficado orgulhosa, qualquer definição teria de passar pelo PT. Garcia garante que antes de conversar com os demais partidos, não citará nomes. Frisou que o vice a ser escolhido deve representar “compromisso e simpatia” com as propostas do PT e “ampliar nossa capacidade de aglutinar segmentos atuantes na sociedade sul-mato-grossense”. (ME)

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