Domingo, 19 de Novembro de 2017

PRESSÃO

PSDB cobra empenho de André na campanha de Serra

9 SET 2010Por 21h:21
lidiane kober

Tucanos cobram do governador André Puccinelli (PMDB) mudança de postura na sucessão presidencial. Eles querem mais empenho na campanha de José Serra (PSDB) e apoio explícito de Puccinelli no horário da propaganda eleitoral, principalmente. Até agora, o governador não pediu votos para o tucano em seu programa na televisão e no rádio. Em contrapartida, vem exibindo vídeos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff.
“Acho que o André deveria pedir votos para o Serra no programa eleitoral”, opinou o presidente regional do PSDB, deputado Reinaldo Azambuja. “Vou conversar com ele sobre isso”, completou. Em troca de palanque para o tucano na sucessão presidencial, o PSDB de Mato Grosso do Sul não lançou candidato na corrida pelo comando do Governo do Estado, garantindo a continuidade da aliança histórica com o PMDB do atual governador.
Agora, entretanto, Puccinelli só pede votos a Serra nas ruas e o ignora na campanha eletrônica. “O programa é meu e não do Serra”, justificou na semana passada. Ele ainda explicou que exibe imagens de Lula e Dilma na propaganda eleitoral para desmontar a estratégia dos adversários de desqualificarem sua relação com o presidente.
O fato é que o tucano segue despencando na corrida presidencial, conforme as últimas pesquisas de intenção de votos. Até em Mato Grosso do Sul, onde o PSDB sempre venceu eleições presidenciais, Dilma lidera a disputa com vantagem de 11 pontos percentuais, como aponta pesquisa do Ibrape para o Correio do Estado.

Propaganda agressiva
Nem por isso os tucanos desanimaram, informou Azambuja. “Agora o Serra vai subir e a Dilminha vai descer”, arriscou. A expectativa reside na estratégia de os tucanos partirem para a ofensiva na propaganda eleitoral. “Vamos começar a mostrar as verdades do PT”, avisou. “O País não está a maravilha que eles pintam”, completou. “Sem contar que o PT não respeita as instituições, quebra sigilos bancários e usa a estrutura do governo em favor da campanha da Dilma”, concluiu.

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