Domingo, 19 de Novembro de 2017

Promotoria fiscalizará atendimento de ortopedia

26 ABR 2010Por 22h:15
Flavio Paes

Os ministérios Público Estadual e Federal, a partir de maio, passarão a monitorar o atendimento ambulatorial de ortopedia, cirurgias eletivas (não urgentes), órteses e próteses em Campo Grande. O Hospital Universitário vai ser a unidade de referência neste atendimento com a desativação do serviço no Hospital Regional, que cedeu equipamentos e remanejou sete dos seus nove ortopedistas para reforçar a equipe do HU.
Nesta segunda-feira, o Universitário inaugura duas salas de cirurgias exclusivas para ortopedia, além dos 30 leitos (dois de isolamento) que vão ser destinados aos pacientes desta especialidade. Até o dia 27 de maio, a diretoria clínica terá de submeter ao Ministério Público o agendamento das 300 cirurgias que estão represadas desde novembro do ano passado, quando reformas no HU reduziram drasticamente o número de operações. Até lá, os pacientes estarão sendo chamados ao hospital, onde passam por triagem da equipe médica.
As cirurgias atrasadas vão ser feitas em regime de mutirão, cabendo ao Estado e à prefeitura assegurar o material necessário, além de reforçar a equipe de suporte com mais 10 atendentes de enfermagem. Depois de esgotada essa etapa, o hospital terá de oferecer média mensal de 300 cirurgias e garantir produtividade mínima dos ortopedistas de 80 consultas diárias.
Outro exigência do Ministério Público é que o fornecimento de órteses e próteses será monitorado por uma comissão integrada por auditores do Sistema Único de Saúde (SUS), que terá a missão de avaliar as solicitações dos médicos e acompanhar o processo de compra. No dia 5 de maio, os nomes dos integrantes desta comissão serão submetidos ao Ministério Público Federal.
 
Sem intervenção
O diretor-geral do Hospital Regional, Ronaldo Queiroz, garante que a decisão de concentrar no Hospital Universitário o atendimento dos pacientes de ortopedia resultou de uma decisão tomada pela câmara técnica, criada em novembro do ano passado, integrada por representantes dos três maiores hospitais públicos de Campo Grande: Hospital Universitário, Santa Casa e Hospital Regional. A Santa Casa continuará sendo a referência para atender os casos de trauma, as vítimas de acidentes de trânsito, principalmente.
Segundo o diretor-clínico, não havia sentido manter dois hospitais públicos prestando um mesmo atendimento. O que se busca é a otimização de material, equipamento e recursos humanos . “O Regional vai ser uma referência na oncologia, que foi desativada no HU. O Universitário, que é um hospital escola, com especialistas e professores, vai atuar na ortopedia não emergencial”, explica Ronaldo.   

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