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IMPRUDÊNCIAS

Promotor: 'enfrentamos uma crise de comportamento no trânsito'

Promotor: 'enfrentamos uma crise de comportamento no trânsito'

MILENA CRESTANI

23/07/2012 - 00h00
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A cobrança de grande parte da sociedade – principalmente de familiares e amigos de pessoas que perderam alguém no trânsito – é para que os condutores que provocaram as tragédias sejam indiciados por homicídio doloso e levados ao banco dos réus. Depois da condenação de Anderson de Souza Moreno a 18,9 anos de prisão pela morte de Mayana de Almeida Duarte, que ganhou ampla repercussão, esse sentimento de cobrar Justiça foi fortalecido. Entretanto, cada caso precisa ser analisado meticulosamente.

O promotor de Justiça Douglas Oldegardo Cavalheiro dos Santos, responsável pela acusação no Caso Mayana, esclarece que é preciso avaliar vários elementos em cada situação, e não vê grandes problemas relacionados à legislação da tão polêmica questão da embriaguez ao volante.

No entanto, apesar da cobrança por penas mais severas, o promotor alerta que a verdadeira mudança deve ocorrer no comportamento do motorista. “A mudança que precisamos não está na legislação. Enfrentamos uma crise de comportamento no trânsito”, afirma.

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MEIO AMBIENTE

Lula chega a Campo Grande para sessão especial da COP15

Junto com outros quatro ministros do governo, presidente participa de evento que antecede a abertura oficial da conferência

22/03/2026 16h45

Lula é recebido por apoiadores ao chegar em Campo Grande

Lula é recebido por apoiadores ao chegar em Campo Grande Foto: Reprodução

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalmente aterrissou em terras campo-grandenses para participar da sessão especial da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), que acontece durante esta tarde na Capital.

Por volta das 16h deste domingo, Lula chegou ao Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo para ser uma das vozes do segmento presidenciável da sessão especial da COP15, que deve começar em instantes. Ao chegar na Capital, foi recebido por apoiadores campo-grandenses e aproveitou a oportunidade para abraçar o povo - como está na foto de capa da matéria.

Além dele, os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) e Marina Silva (Meio Ambiente e Mudança do Clima) também se fazem presentes em Campo Grande para o evento às vésperas da conferência.

Por outro lado, a ministra Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas, não estará presente, por estar internada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em UTI clínica, sob acompanhamento médico e realizando exames para investigação do quadro infeccioso, segundo comunicado oficial.

Ainda conforme apurou a reportagem, os embaixadores do México, da Sérvia, do Chipre e da França, a prefeita Adriane Lopes (PP), o senador Nelsinho Trad (PSD) e o chanceler da Bolívia, Fernando Aramayo Carrasco, já estavam no local antes do presidente Lula chegar.

O candidato do PT nas eleições deste ano para governar Mato Grosso do Sul, Fábio Trad (PT), o vereador Jean Ferreira (PT), o deputado estadual Zeca do PT (PT) e os deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT) acompanharam o Lula desde o aeroporto até a chegada ao local da sessão.

Junto com Lula, devem participar do segmento presidenciável da sessão especial: Mauro Vieira (Chanceler do Brasil e ministro das Relações Exteriores); Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Aziz Abdukhakimov (Presidente da COP-14 / Ministro do Uzbequistão); João Paulo Capobianco (Presidente designado da COP-15 - Brasil); Elizabeth Mrema (Diretora-Executiva Adjunta do PNUMA); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai).

EVENTO POLÍTICO

Apesar de a presença de Lula em Campo Grande ser por motivos relacionados ao meio ambiente, Vander Loubet conseguiu incluir na agenda do presidente da República uma pauta política e também de interesse do chefe do Executivo nacional.

“Na manhã de hoje [ontem], eu falei por telefone com o Henrique Fontana, nosso secretário-geral nacional do PT e ele me informou que despachou com o presidente nacional Edinho Silva sobre a vinda do presidente Lula a Campo Grande e nos garantiu que o Lula vai abrir um horário na agenda para receber eu, o Fábio e a Soraya para uma conversa sobre a nossa chapa majoritária”, informou.

O deputado federal revelou ao Correio do Estado que ainda não sabe o horário que será a reunião dos três com o presidente Lula, pois vai depender da chegada dele de Bogotá para Campo Grande, onde ele participará amanhã da 10ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

“Nossa expectativa é a melhor possível. Estamos confiantes nesse movimento que estamos construindo aqui em Mato Grosso do Sul para ter uma candidatura competitiva para governador e o Fábio encarna isso muito bem”, assegurou o presidente estadual do PT.

Vander Loubet acrescentou que Fábio Trad é um grande quadro político para o PT de Mato Grosso do Sul. “Por isso, para termos candidaturas fortes para o Senado Federal, eu e a Soraya, que se filiará ao PSB, vamos fazer essa dobradinha. E tudo isso se traduz em um ambiente positivo para contribuirmos aqui com a reeleição do Lula”, projetou Loubet.

QUARTA VISITA

Na prática, essa visita a Campo Grande será a quarta de Lula ao Estado neste terceiro mandato dele como presidente da República – a primeira foi no dia 12 de abril de 2024, quando ele esteve na unidade da JBS localizada na Capital, na saída para Sidrolândia, para marcar o início das exportações de carne bovina para a China a partir dessa planta que tinha sido recém-habilitada.

Ele acompanhou o embarque do primeiro lote, elogiou a produção nacional e a parceria com a China, maior mercado importador, participando do selamento do primeiro contêiner de carne destinado ao mercado chinês. Além disso, o presidente foi informado que a unidade deveria se tornar uma das maiores processadoras de carne bovina da América Latina.

Já a segunda vez que Lula esteve em Mato Grosso do Sul neste mandato foi em julho de 2024, quando esteve no município de Corumbá para avaliar os danos dos incêndios no Pantanal e assinar a lei que criou a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. 

A última visita dele ao Estado foi em dezembro do mesmo ano para a inauguração da fábrica de celulose da Suzano no município de Ribas do Rio Pardo.

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meio ambiente

COP15 pode garantir financiamentos externos para o Pantanal, diz Simone Tebet

Evento reúne líderes de vários países de 23 a 29 de março em Campo Grande

22/03/2026 16h04

Simone Tebet na chegada ao evento pré-COP15

Simone Tebet na chegada ao evento pré-COP15 Foto: Reprodução

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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, avalia a realização da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15 da CMS), em Campo Grande, como positiva para o Mato Grosso do Sul e para o Pantanal, especialmente com a atração de investimentos externos no bioma.

"É uma forma da gente mostrar que o Brasil não é só a Amazônia. Temos cinco grandes biomas e o Pantanal é bioma mais frágil, não só Brasil, mas um dos mais frágeis do planeta", disse a ministra".

"Então, ser aqui [a COP15], a possibilidade do mundo estar vendo o que é o Mato Grosso do Sul, o que é o Pantanal, também permite, no futuro, financiamentos externos não para a Amazônia, mas também para o nosso Pantanal", acrescentou Simone.

A declaração foi feita na tarde deste domingo (22), na chegada da ministra a sessão especial que antecede a COP15, que ocorrerá entre os dias 23 e 29 de março na capital sul-mato-grossense.

Para o evento, também é esperara a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que receberá chefes de Estado, líderes de governo e representantes diplomáticos dos 132 países mais a União Europeia que assinam a Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês).

O objetivo é orientar as delegações para ampliar a cooperação internacional, no sentido de enfrentar desafios relacionados à conservação da biodiversidade que migram entre os países.

A participação do presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi confirmada. O país faz fronteira com o estado do Mato Grosso do Sul e compartilha o bioma Pantanal com a Bolívia e o Brasil, onde transitam muitas das espécies protegidas pela CMS.

COP15

A COP15  da CMS reunirá em Campo Grande as 133 partes da Convenção, sendo 132 países e a União Europeia, para discutir o estado de conservação das espécies migratórias, definir prioridades e deliberar sobre políticas e ações conjuntas voltadas à proteção de habitats e rotas migratórias.

Organizado pelo Governo do Brasil e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro deve reunir mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 foi considerada estratégica por especialistas. A região está inserida no bioma Pantanal, uma das áreas mais relevantes para a migração de espécies no país.

“O Pantanal faz total sentido. É uma das áreas mais críticas e importantes de migração do nosso país. Uma região que está passando por ameaças severas e impactos muito significativos da mudança do clima. A perda de água do Pantanal é de altíssima preocupação”, detalhou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita.

A coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Priscilla do Amaral, alertou para a gravidade da situação no bioma e destacou a importância do momento para discutir medidas de conservação.

“Quem trabalha, vive ou conhece o Pantanal, sabe que ele está se acabando. Então, é muito importante acendermos esse alerta, neste momento. Talvez seja a última chance de a gente recuperar esse bioma que está sumindo do mapa”, afirmou.

Abrigo de diversas espécies migratórias, o Pantanal desempenha papel fundamental para a sobrevivência de animais que dependem dessas rotas. Nesse contexto, as negociações entre os países durante a COP15 podem representar avanços importantes para a proteção da fauna.

“Quando a gente fala de direito animal, a gente tem que falar, sobretudo, de responsabilidade humana. Todos são responsáveis pelo bem e pelo mal que as espécies que estão sob sua tutela e responsabilidade sofrem”, reforçou Ivan Teixeira, chefe substituto de espécies exóticas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Atualmente, 1.189 espécies migratórias estão listadas pela Convenção. Elas se dividem entre o Anexo I, que reúne espécies ameaçadas de extinção, e o Anexo II, composto por aquelas que demandam cooperação internacional para sua conservação.

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