Cidades

COMISSÃO

Projeto que expropria áreas com trabalho escravo é aprovado

Projeto que expropria áreas com trabalho escravo é aprovado

FOLHA PRESS

17/10/2013 - 17h30
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Comissão do Senado aprovou hoje projeto que determina a expropriação de terras onde for identificada a prática de trabalho escravo. Os imóveis rurais e urbanos que forem expropriados serão destinados à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem indenização ao proprietário.

Pelo projeto, a expropriação deve ocorrer após sentença judicial transitada em julgado (decisão final sem a possibilidade de recursos). A expropriação não isenta o proprietário de outras sanções penais, como a prisão, previstas pela legislação.

Segundo o projeto, os imóveis e propriedades rurais que não forem passíveis de destinação à reforma agrária ou programas de habitação popular poderão ser vendidos. Os valores serão remetidos a um fundo, criado pelo projeto especialmente para esta finalidade.

Já os bens de valor econômico que forem apreendidos em decorrência de trabalho escravo ou tráfico ilícito de drogas, segundo o projeto, serão confiscados e revertidos ao mesmo fundo.

Chamado de Funprestie (Fundo Especial de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Drogas Afins), o fundo deve promover atendimento emergencial aos trabalhadores resgatados de trabalho escravo ou ações de combate e prevenção ao tráfico ilícito de entorpecentes. Também deve oferecer condições "dignas" de retorno ao trabalhador resgatado, assim como oferecer cursos de capacitação.

O projeto diz que o fundo também será composto de valores decorrentes dos leilões dos bens expropriados, recursos orçamentários da União e créditos adicionais que lhe forem atribuídos, além de doações e contribuições de entidades públicas e privadas, nacionais e internacionais, e de pessoas físicas. Também pode receber recursos de convênios firmados com instituições públicas e privadas e rendimentos de aplicações financeiras em geral.

O texto foi aprovado na comissão especial do Congresso que regulamenta dispositivos da Constituição Federal. Para entrar em vigor, ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.

A Câmara já aprovou PEC (proposta de emenda constitucional) que prevê a expropriação de terras onde se pratica trabalho análogo à escravidão no Brasil --mas não há regulamentação de como isso deve ocorrer. A proposta de emenda constitucional ainda precisa ser aprovada no plenário do Senado.

Relator da comissão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que seu objetivo é viabilizar a aprovação conjunta das duas propostas, para que a emenda constitucional não fique sem regulamentação após aprovada --já que o objetivo do projeto aprovado hoje é justamente regulamentar a PEC, mesmo sem ela estar ainda em vigor.  

REPASSE

Governo do Estado destina R$ 350 mil para realizar evento de tradição gaúcha

A 23ª Etapa Regional do Fegams será realizada em Maracaju, nos dias 18 e 19 de abril

27/03/2026 16h45

Governo do Estado destinou mais de R$ 1,6 milhão à Organização Não Governamental (ONG) nos últimos cinco anos

Governo do Estado destinou mais de R$ 1,6 milhão à Organização Não Governamental (ONG) nos últimos cinco anos Reprodução / MTG-MS

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O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Cultura, efetuou o repasse financeiro para de R$ 350 mil para apoiar a realização do 35 Festival Sul-Mato-Grossense de Folclore e Tradição Gaúcha (23 ª e 24ª fase regional). A assinatura das partes aconteceu nesta quinta-feira (26) e foi publicada hoje (27) no Diário Oficial do Estado.

Nos últimos cinco anos, a parceria pública-privada com o Movimento Tradicionalista Gaúcho do MS resultou no repasse milionário de R$1.622.338,70 à Organização Não Governamental (ONG). O maior valor durante este período foi de R$ 498.835,20, em 2024. Confira os valores dos anos anteriores:

2025 - R$ 349.178,50
2024 - R$ 498.835,20
2023 - R$ 250.465,00
2022 - R$ 173.860,00

A 23ª Etapa Regional do Fegams será realizada em Maracaju, nos dias 18 e 19 de abril. O MTG-MS divulgou a programação do evento na última quarta-feira (25).  

Governo do Estado destinou mais de R$ 1,6 milhão à Organização Não Governamental (ONG) nos últimos cinco anosEscreva a legenda aqui

No sábado (18), ocorrerão as classificatórias das danças gaúchas de salão. Também haverá competição de chula, uma dança folclórica típica da cultura e caracterizada por um desafio de sapateado entre dois peões, tradicionalmente realizado sobre uma lança (bastão de madeira) no chão.

No mesmo dia, também terão as declamações, ou seja, as poesias que valorizam os valores do povo gaúcho.

As competições das danças tradicionais ocorrem nas categorias veterano, xirú, pré-mirim, mirim, juvenil, adulta e vaqueano.

No domingo, serão realizadas as finais das danças tradicionais nas categorias veterano, mirim, adulta e juvenil. Por fim, a cerimônia de encerramento e a premiação para os vencedores.

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de 2020

TJ aumenta indenização por vazamento de 'nudes' sem autorização

Para a relatora do voto, o valor inicial não correspondia à gravidade dos fatos de exposição íntima sem consentimento

27/03/2026 16h30

Decisão foi proferida pelo TJMS nesta sexta-feira (27)

Decisão foi proferida pelo TJMS nesta sexta-feira (27) Arquivo Correio do Estado

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A 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu aumentar o valor de indenização por danos morais a uma vítima de exposição de imagens íntimas não autorizadas. 

A decisão unânime elevou o valor de R$ 10 mil para R$ 15 mil, acompanhando o voto da relatora, a desembargadora Sandra Regina da Silva Ribeiro.

Segundo o caso, o réu e a vítima tiveram um relacionamento íntimo e houve um registro de imagens durante o encontro que ocorreu no mês de novembro em 2020. A mulher alegou que concordou que fosse tirada apenas uma fotografia específica, sem consentir com outros registros ou qualquer forma de compartilhamento. 

No entanto, no conjunto das provas, foi comprovado que o homem fez mais registros fotográficos e compartilhou as imagens com terceiros, sem autorização da vítima.

A mulher soube do vazamento das imagens e vídeos íntimos a partir de um terceiro que viu em um ambiente virtual, a reconheceu e encaminhou o conteúdo para a vítima. 

Para a relatora, a conduta do réu configura crime, já que viola direitos como a intimidade, vida privada, honra e imagem, assegurados pela Constituição Federal. 

Destacou ainda que em casos de divulgação do conteúdo sem autorização, o dano moral é presumido, ou seja, é concedido de forma automática devido a gravidade da violação, sem a necessidade de comprovação de dor ou abalo psíquico. 

“A exposição não autorizada de conteúdo íntimo em ambiente virtual atinge de modo direto a dignidade da pessoa, prescindindo de demonstração específica do abalo, que se extrai da própria gravidade do fato”, pontuou a relatora em seu voto.

O valor inicial de R$ 10 mil levou as duas partes a entrarem com recurso: a vítima alegando que o valor era insuficiente, e o réu pedindo afastamento das condenações ou redução do valor. 

Para a desembargadora, a quantia inicial não era suficiente diante da gravidade da conduta e da extensão dos danos causados, acolhendo o recurso da vítima. 

A decisão foi tomada com base nas alegações de que a indenização monetária tem a finalidade de compensar a vítima pelos danos e desencorajar práticas futuras semelhantes. Assim, o valor foi elevado para R$ 15 mil. 


 

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