Sexta, 24 de Novembro de 2017

Projeto CIM aborda a imigração a Campo Grande nas escolas

6 MAI 2010Por 21h:50

Cristina Medeiros

 

Com o tema "História da Imigração em Campo Grande-MS", o Projeto CIM – Centro de Documentação, Imagem e Memória de Mato Grosso do Sul, da Fundação Barbosa Rodrigues – FBR, em parceria com Secretaria Municipal de Educação, retoma seu trabalho nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

Para dar início a essa discussão, hoje, às 14h, na Escola Municipal José Rodrigues Benfica, será ministrada uma palestra pela professora Mariza Miranda, autora do livro "Estação Terenos" e representante do Instituto Goethe da Alemanha em Campo Grande. A palestra é voltada para professores e coordenadores das escolas municipais inseridas no projeto (17 escolas). No decorrer do ano, serão abordados os outros processos de imigração: portuguesa, japonesa, árabe, etc.

De acordo com Adriano Paiva, coordenador do CIM na Fundação Barbosa Rodrigues, participam do projeto professores e coordenadores do ensino fundamental e todos já tiveram uma "aula" sobre a imigração a Campo Grande/MS. "Na verdade, houve uma explanação geral sobre os grupos que para cá vieram; agora, vão estudar cada imigração (portuguesa, japonesa, italiana, etc.) de uma forma mais específica", disse Adriano.

A imigração alemã foi impulsionada pela Companhia de Colonização Alemã Hacker, que possibilitou a vinda de imigrantes alemães, búlgaros, poloneses, russos, austríacos e romenos para o Brasil, mais especificamente para o sul de Mato Grosso, a lugares como a Colônia de Terenos, então novo núcleo agrícola próximo a Campo Grande. Em virtude de vários problemas, essa colônia fracassou e muitos dos colonizadores partiram de volta à Europa ou para o sul do Brasil.

As palestras fazem parte do programa pedagógico do Projeto CIM, que tem a proposta de valorizar a história regional em seus aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais, e se utiliza também de vídeos e textos de apoio para, a cada ano, levar o tema do projeto para a sala de aula e, depois, ser encenado no aniversário de Campo Grande e na culminância de fim de ano.

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