Sexta, 24 de Novembro de 2017

Projeção de déficit sobe para US$ 49 bi

23 MAR 2010Por 08h:24
O Banco Central divulgou ontem previsão de déficit de US$ 49 bilhões para as transações correntes do ano, ante estimativa anterior de US$ 40 bilhões. Se confirmada a projeção, será o maior déficit desde 1947, início da série histórica. O relatório divulgado ontem aponta também projeção de US$ 10 bilhões para o superávit comercial brasileiro em 2010, ante previsão anterior de US$ 15 bilhões. Segundo as estimativas da autoridade monetária, o país exportará US$ 173 bilhões, ante previsão anterior de US$ 170 bilhões, mas também passará a importar mais, o que reduzirá o saldo comercial. De acordo com Altamir Lopes, chefe do departamento econômico do BC, a projeção do déficit para o ano reflete gastos mais elevados com viagens internacionais, aluguel de equipamentos, entre outros, o que indica aumento de investimentos. A corrente de comércio mais robusta, inclusive, também vai demandar mais gastos, principalmente com transportes. A projeção de investimentos para o ano é de US$ 45 bilhões, o que não será suficiente para cobrir o rombo. No entanto, Lopes defende que as reservas internacionais brasileiras irão aliviar o mau desempenho das transações correntes. Em 2010, o déficit deve corresponder a 20% das reservas, que atingiram em fevereiro a marca de US$ 241,3 bilhões. Na média de 1970 para 2009, o déficit correspondia a 56% das reservas internacionais, segundo Lopes. Fevereiro Em fevereiro, as transações do Brasil com o exterior registraram déficit de US$ 3,25 bilhões, ante resultado negativo de US$ 3,84 bilhões no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. Nessa conta entram o resultado da balança comercial, os gastos do país com serviços, além das remessas de lucros e as transferências unilaterais. No acumulado do ano, as transações correntes tiveram déficit de US$ 7,09 bilhões. A balança comercial foi superavitária em fevereiro em US$ 394 milhões. Em janeiro, o resultado havia sido negativo em US$ 166 milhões. A conta de serviços e rendas teve déficit de US$ 3,87 bilhões, e as transferências unilaterais registraram superávit de US$ 227 milhões.

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