Política

Direitos e deveres

Proibição dos 'fumódromos' em todo o Brasil sai da pauta de votação

Proibição dos 'fumódromos' em todo o Brasil sai da pauta de votação

laís camargo

02/09/2011 - 19h00
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Um dia antes da votação para proibir locais destinados ao fumo em todo o Brasil, a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) retirou a pauta da votação. A proposta teria provocado polêmica em outras esferas, como na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), quando o Plenário foi tomado por entidades contra e a favor da proibição.

A polêmica da medida gira em torno da liberdade, tanto dos fumantes quanto dos não-fumantes. O autor do projeto, ex-senador Tião Viana (PT-AC), alega que proibir os fumódromos é o único meio de proteger os não-fumantes da ação dos poluentes que decorrem da queima do tabaco. Contudo, a medida é extrema, o projeto proíbe o uso de cigarros, charutos, cachimbos e qualquer outro produto fumígero em recinto coletivo, privado ou público. Ou seja, até dentro da própria casa.

Depois da CDR, o projeto segue para as comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS), sendo que nesta última em caráter terminativo. O projeto iria para votação na terça-feira (30), mas após a retirada da pauta, outra data não foi marcada.

Eleições 2026

Reeleito, Lula diz que mudará o jeito de governar e defende regulamentação das plataformas digitais

Com voz rouca, presidente falou após a apoiadores após a vitória; Geraldo Alckmin afirmou que Lula salvou a democracia pela segunda vez

25/10/2026 22h27

Presidente Lula, ao lado do vice, Alckmin, e apoiadores em sua primeira declaração após a reeleição

Presidente Lula, ao lado do vice, Alckmin, e apoiadores em sua primeira declaração após a reeleição Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

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Com a voz rouca, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a participação da juventude e dos idosos, prometeu mudar o jeito de governar - após entender a importância do engajamento virtual - e fez críticas à postura de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

“Já debati com muita gente, já participei de muitas eleições. (...) Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do ‘milicianismo’ neste País. Nunca pensei que uma pessoa pudesse mentir tanto”.

Lula comentou que precisou vencer a intromissão de plataformas digitais e prometeu regulá-las. “O crime digital tem que ser tratado igual na vida real. Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhado bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para este País e tentando direcionar

Lula subiu ao palco por volta das 22h15. Ele pegou o microfone e passou a palavra para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). “Estamos com a garganta muito cansada”.

Alckmin começou o discurso agradecendo ao povo brasileiro, que foi generoso e animado. Fez uma ressalva aos jovens. “O futuro começa hoje e se chama juventude”.

“Meu profundo respeito, o senhor pela segunda vez salvou a democracia brasileira”.

Lula alcançou neste domingo, 25, a maior votação nominal já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. Com 99,82% das urnas apuradas, o petista somava 64.111.352 votos, superando seu próprio recorde de 60.345.999 votos, estabelecido em 2022.

Lula conquistou um quarto mandato inédito após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do adversário.

A vitória marcou a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Entre o primeiro e o segundo turno, Lula ampliou sua votação em 10.314.171 votos, passando de 53.879.538 para 64.193.709, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O segundo turno também registrou uma queda na abstenção, que passou de 21,08% para 19,21% do eleitorado, uma redução de 1,87 ponto porcentual. Em números absolutos, o total de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 33.469.244 para 30.466.838, uma diferença de 3.002.406 pessoas.

Em 2022, Lula havia vencido Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos, ou 1,8 ponto porcentual. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354.

Nas outras duas eleições presidenciais em que saiu vitorioso, Lula recebeu 52.793.364 votos, em 2002, e 58.295.042, em 2006. Com a apuração ainda em andamento, o resultado de 2026 já representa um crescimento de mais de 3,7 milhões de votos em relação à eleição anterior.

Comemoração em Campo Grande

Apoiadores atribuem vitória de Lula à mobilização nas ruas

Centenas de pessoas foram à Rua 14 de Julho, na Capital, para comemorar a reeleição

25/10/2026 22h17

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho Gerson Oliveira

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Centenas de pessoas tomaram a Rua 14 de Julho, em Campo Grande, na noite deste domingo (25), para comemorar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República. Entre buzinaços, trânsito congestionado e manifestações de apoio, eleitores apontaram a mobilização popular, as conversas nas ruas e a articulação nas redes sociais como fatores que contribuíram para o resultado.

Para o ator Marcelo Lopes, de 32 anos, a vitória representa a força da escolha da maioria e a defesa de pautas sociais. “A mobilização, a escolha da maioria fez-se valer. As pessoas foram às ruas pensando no coletivo, nos direitos trabalhistas, nos direitos humanos, na segurança jurídica, na economia, em tudo que é melhor para esse país”, afirmou.

Marcelo também avaliou que a movimentação durante o segundo turno surpreendeu eleitores que consideravam a disputa definida após a primeira votação. Na avaliação dele, a mudança de cenário estimulou apoiadores a intensificarem a campanha nas ruas e nas redes sociais. “O segundo turno chacoalhou todo mundo, especialmente as pessoas que deixaram de votar. A tática de virar o voto valeu a pena. A galera se esforçou nas ruas, nas redes, deu certo”, disse o artista em entrevista ao Correoio do Estado. 

A estudante Maria Vitória, de 20 anos, também destacou a importância do contato direto entre eleitores. Para ela, a mobilização nas ruas ajudou a ampliar a visibilidade da campanha e permitiu que as pessoas conversassem sobre as propostas dos candidatos.

Comemoração da virada de Lula, na 14 de Julho

“Eu acreditava, mas era difícil imaginar que realmente acontecesse. Ver o povo saindo às ruas fez acreditar que isso poderia acontecer”, relatou. “O que mais foi fundamental foi o povo sair na rua de novo, esse corpo a corpo que uniu de novo e até as pessoas conversarem entre si", completou. 

O autônomo Otávio Nunes, de 22 anos, atribuiu parte da mudança de cenário à circulação de informações nas redes sociais e à busca dos eleitores por dados sobre os candidatos. Para ele, a estratégia de estimular as pessoas a pesquisar e conferir informações ajudou a ampliar o apoio a Lula, especialmente entre quem não havia participado da votação no primeiro turno.

“O canal no WhatsApp fomentou muito mais os votos e as pessoas começaram de fato a pesquisar no Google.Vamos pesquisar, então vamos ver de verdade quais são os fatos, o que a mídia está falando”, concluiu o jovem. 

Crescimento dos votos eem Campo Grande e em MS

Os dados da apuração mostram que Lula ampliou sua votação entre os dois turnos, embora Flávio Bolsonaro (PL) tenha terminado à frente em Mato Grosso do Sul.

Em Campo Grande, Lula passou de 159.856 votos no primeiro turno para 199.121 no segundo, aumento de 39.265 votos. Flávio Bolsonaro também cresceu na Capital, de 289.672 para 312.867 votos, acréscimo de 23.195.

No Estado, Lula recebeu 628.973 votos no segundo turno, ante 516.855 no primeiro, crescimento de 112.118 votos. Flávio passou de 873.351 para 927.892 votos, somando mais 54.541.

Apesar do avanço da votação de Lula, Flávio venceu em Mato Grosso do Sul, com 59,60% dos votos válidos, enquanto o petista obteve 40,40%. No resultado nacional, Lula foi reeleito presidente da República.

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