Sábado, 18 de Novembro de 2017

Proibição de faixas é 1º passo para acabar com poluição visual

18 AGO 2010Por 06h:38
DANIELLA ARRUDA

Desde ontem, estão proibidas novas autorizações de publicidade por meio de faixas colocadas nos canteiros centrais das avenidas de Campo Grande, sempre acompanhadas por funcionários das empresas de propaganda, denominadas “faixas móveis”. A medida, que foi publicada em decreto no Diário Oficial do Município de ontem, representa o primeiro passo da Prefeitura para a implantação do Programa Cidade Limpa, iniciativa que causa polêmica entre comerciantes e lojistas por causa das restrições à publicidade nas fachadas dos estabelecimentos. A justificativa para a medida é a lei complementar nº 161, que institui o Plano para Revitalização do Centro de Campo Grande e tem entre suas diretrizes o controle da poluição visual.
Conforme explicou o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marcos Cristaldo, são cerca de quatro empresas que costumam utilizar esse tipo de veículo de comunicação e, dentro de aproximadamente quatro meses, vencem as licenças concedidas antes da publicação do decreto. “Depois disso, não concederemos novas licenças”, garantiu. Fica proibida, também, a transferência das autorizações em vigor para outra empresa que queira fazer publicidade.

Reuniões
“Esse é o início do processo. A comissão do Programa Cidade Limpa está formada, já fizemos uma reunião e vamos equacionar só o ritmo de trabalho, para convidar o Ministério Público, a Câmara Municipal, para que a gente possa avançar nessa questão. O Cidade Limpa no perímetro da revitalização do centro da cidade não tem volta, vai acontecer”, declarou o prefeito Nelsinho Trad, após participar da abertura do Seminário Municipal de Patrimônio Cultural “Intervenções em Imóveis de Interesse Histórico e Cultural”, na Escola de Governo.
De acordo com o prefeito, as faixas que já estão instaladas na área de abrangência do plano de revitalização do centro permanecem onde estão, até o vencimento das autorizações, porém a retirada deve ocorrer até o fim do ano. “É uma maneira de estancar. Daqui para frente, não tem mais nenhuma novidade, para poder prosperar outras situações dessa natureza”, comentou. (Colaborou Silvia Tada)

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