Sexta, 17 de Novembro de 2017

Produtores da fronteira pedem laticínio

22 FEV 2010Por 03h:30
A produção de leite em Ponta Porã é atualmente uma das principais fontes de renda dos assentamentos rurais. Os assentados produzem uma média de 36 mil litros/dia, que são comercializados para quatro laticínios, apenas um deles instalado na fronteira. Conforme informações do chefe do escritório da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) no Assentamento Itamarati, Gilberto Rodrigues, um levantamento realizado recentemente apontou que, somando a produção do Itamarati I e II e nos assentamentos Dorcelina Folador, Nova Era e Boa Vista, são produzidos 36 mil litros de leite/dia. Rodrigues explica que toda essa produção é vendida para grandes laticínios com atuação no Mato Grosso do Sul, como a Saga Agroindustrial, que produz o leite longa vida São Gabriel; para a Confepar, que é a união de cooperativas agropecuárias do norte do Paraná; Leite Camby, de Dourados; e para a Associação dos Leiteiros de Ponta Porã. “Agora est amos d iscutindo, através do projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável do Leite, a implantação no Assentamento Itamarati II de um tanque pulmão para resfriar o leite, permitindo que o produto possa ser vendido a granel. Esse é um projeto que está sendo formatado através da Agraer, Banco do Brasil e Associação dos Moradores do Assentamento Itamarati. O empreendimento precisa de R$ 1,5 milhão de investimentos”, afirma. Gilberto Rodrigues disse que o leite atualmente é uma excelente fonte de renda para as famílias dos assentados, mesmo com o preço em baixa. Ele disse que o preço pago pelos laticínios gira em torno de R$ 0,39 o litro. “Em outras regiões, sabemos que tem preços melhores”, ressaltou.

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