Segunda, 20 de Novembro de 2017

Produtor orientado sobre a ferrugem da cana

29 MAR 2010Por 10h:22
Os plantadores de canade- açúcar e as usinas esmagadoras de cana devem estar atentos na hora do plantio dos canaviais procurando evitar as variedades RB72454 e SP89-1115. A orientação é no sentido de substituí-las por outras variedades que não sejam tão suscetíveis à doença conhecida como Ferrugem Alaranjada da Cana. Segundo os órgãos de pesquisa, essas duas varidades são as mais suscetíveis a essa doença. Existe preocupação das autoridades sanitárias brasileiras em virtude do aumento dos riscos de danos econômicos no setor sucroalcooleiro, pois essas duas variedades estão entre as mais utilizadas comercialmente. Em recente reunião na sede da Superintendência Federal de Agricultura de MS, com a participação de Fiscais do Serviço de Sanidade Agropecuária, e da Agência Estadual de Defesa Agropecuária Animal e Vegetal - Iagro, de gerentes técnicos de usinas de Mato Grosso do Sul, bem como associados da Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado – Biosul, foram discutidas ações sanitárias que deverão ser implementadas no Estado com o objetivo de conter e retardar o avanço dessa importante doença da cana-de-açucar: a Ferrugem Alaranjada (Puccinia kuehnii). A Ferrugem Alaranjada da cana foi detectada pela primeira vez no Brasil, no Estado de São Pau lo, em dezembro de 2009 e confirmada oficialmente, por meio de laudos laboratoriais, em janeiro último. Durante a reunião técnica a fiscal Sônia Maria Salomão Arias do Lanagro/MS, abordou aspectos técnicos da doença e a visualização dos sintomas da ferrugem em laboratório. Seu colega Ricardo Hilman, abordou aspectos legais sobre a ocorrência da Ferrugem Alaranjada. Na oportunidade também foram discutidas portarias que estão em consulta pública a respeito da Certificação Fitossanitária de Origem das pragas: Broca-giganteda- cana-de-açúcar (Telchin licus) e Sphenophorus levis Segu ndo R ica rdo Hi lman, do Serviço de Sanidade Agropecuária da SFA/MS, a maneira mais eficiente e econômica de controle dessa doença, ainda é o uso de variedades de cana que sejam resistentes à doença. Outra medida importante é o registro emergencial de agrotóxicos, que está em processo de autorização pelo Mapa para combater a doença na cultura da cana. (MH)

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