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Primeiro festival de cinema via internet é lançado

Primeiro festival de cinema via internet é lançado

DA REDAÇÃO

04/07/2011 - 12h45
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Verdadeira febre entre os jovens, os vídeos postados na internet acabam de ganhar um festival inédito no Brasil – o 1º MOVIEFLEX FESTIVAL - que irá para contemplar, dar espaço para a geração do mundo digital e distribuir R$ 100 mil em prêmios aos filmes vencedores.

Iniciativa da 18 Cinema e Marketing, o festival está com inscrições abertas e irá divulgar os finalistas no último final de semana de outubro, em exibições com direito a “tapete vermelho” em salas de cinema com a presença do júri e do público.

O festival é aberto para todos os tipos de vídeos, independente da duração, tema ou aparelho usado para a captação de imagem. Podem participar desde brincadeiras, paródias, produções sérias, panfletos culturais e políticos, animações e vários outros gêneros.

Os organizadores apostam em uma grande adesão ao festival da chamada geração Y, que nasceu, cresceu e chega ao mundo adulto pensando digitalmente pelas tecnologias proporcionadas pela internet: o mundo da web, notebooks, tablets, smartphones, do 3G, Ipod, Skype, You Tube, Facebook, Google, Twitter e muitas outras marcas e soluções. “Trata-se de uma geração que criou novos conceitos e estilos de vida, e principalmente uma forma nova de processar a mente, a memória, a associação de idéias e a percepção de mundo”, enfatiza o diretor de cinema e jornalista Sérgio Lerrer, fundador da 18 Cinema e Marketing.

Totalmente avesso a rótulos e limitações, o 1º Movieflex Festival não é amador, semiamador ou profissional. Ele é voltado para todos, com objetivo de oferecer um ambiente de renovação, de criatividade e compartilhamento técnico, que representa a sociedade moderna. A prioridade do festival é a celebração do audiovisual como força de expressão e reinvenção de moda, comportamento e livre pensar.

Todos os vídeos inscritos poderão ser conferidos e votados no hotsite http://www.festivalmovieflex.com.br e no canal do festival no You Tube. São dois os critérios levados em conta para a pré-seleção e etapa final nos cinemas: os filmes mais clicados no site ganharão peso de 30% em seu critério de escolha, sendo que o mais votado receberá uma “Menção Especial” no dia de premiação. Os 70% restantes de peso para a escolha caberão à comissão de pré-seleção do festival, que levará em conta aspectos como surpresa temática, contundência narrativa, idéia original, inovação temática, inovação técnica, capacidade intelectual, êxito narrativo e êxito de comunicação.

Os vídeos selecionados para a final serão apresentados nos dias 28, 29 e 30 de outubro em exibições nas novas salas de cinema do Circuito Espaço Unibanco/Arteplex no bairro Granja Viana, na Grande São Paulo, com a presença do público e do júri, este composto por críticos de cinema, jornalistas e profissionais da área de audiovisual.

Os vídeos vencedores do 1º Movieflex Festival dividirão R$ 100 mil em prêmios, a serem entregues em dinheiro, veículos, passagens aéreas e estadias, cursos de qualificação, equipamentos e mercadorias.

O festival contará com prêmios para diversas categorias, como: voto popular; prêmio especial do Júri, criatividade, direção, elenco, e os melhores nos seguintes temas: social; sustentabilidade; esportes; paródia; animação; besteirol; filme diário; musical; filme feito com celular; comédia; flagrante; produção de galera; jornalismo, entre outros.

Diálogo

Nesta campanha, alguns candidatos ainda apostam que ações inusitadas... Leia na coluna de hoje

Leia a coluna desta quinta-feira (20)

20/08/2026 00h02

Diálogo

Diálogo Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Davi Roballo - Escritor brasileiro

"Entre o odiar alguém e a distância, escolha afastar-se, visto que o ódio insaciável costuma alimentar-se de si mesmo”.

FELPUDA

Nesta campanha, alguns candidatos ainda apostam que ações inusitadas podem render votos. Um deles chegou a entrar em um “bueiro”, de pá em punho, para retirar pedras e atribuir ao material a causa de alagamentos. A cena chamou a atenção e, claro, virou comentário entre os adversários. Um deles ironizou que jamais imaginaria ver o dito-cujo trocando o sapato de cromo alemão, o relógio pomposo e as roupas de grife por uma incursão dessas. Só faltou a melancia na cabeça para tentar “aparecer” mais ainda. É cada uma!...

Surpresa!

Em Campo Grande, consumidora pediu um cheesebúrguer e recebeu, “sem custo adicional, uma barata de acompanhamento. A rede garantiu que segue rígidos protocolos de qualidade, mas o visitante indesejado ignorou.

Mais

A Justiça concluiu que controle estatístico não significa perfeição no balcão. Resultado: o lanche saiu caro, com indenização de R$ 6 mil. Fica o alerta: às vezes, o “combo” aparece sem estar no cardápio. Como o cliente sempre tem razão...

DiálogoFoto: Divulgação

Neste sábado (22), no Sesc Teatro Prosa, a partir das 16h, acontecerá a contação de histórias de “Um Mundo Especial”, livro infantil da escritora Raiza Franco, inspirado em suas vivências com o filho Kalel, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA).  Com abordagem lúdica, a história busca aproximar as crianças do tema, estimular a empatia e mostrar que diferentes maneiras de perceber e interagir com o mundo também fazem parte da infância. A programação é gratuita, contará com intérprete de Libras e monitores para acompanhar as crianças. 

Diálogo Maria Eugênia de Noronha Anzoategui Karmouche e Mansour Elias Karmouche - Foto: Studio Vollkopf

 

Diálogo Thaise Pavan - Foto: Arquivo Pessoal

Enredo

Na corrida pelo Senado, a direita resolveu fazer as contas antes da eleição: Reinaldo Azambuja e Nelson Trad Filho caminham juntos para evitar desperdício de votos. Já a esquerda segue por outro roteiro, com Vander Loubet e Soraya Thronicke disputando o mesmo espaço político, sem sinais de desistência. Resta saber se, por esses dias, aparecerão as tradicionais “forças ocultas” que, vez ou outra, mudam o enredo da campanha. Nunca se sabe...

Dívida

O PSB de MS terá de devolver R$ 818,63 ao Tesouro Nacional por uso irregular do Fundo Partidário. O dinheiro foi utilizado para pagar juros e multas provocados pelo atraso de obrigações da própria legenda. O TRE-MS aprovou as contas de 2024 com ressalvas e determinou o ressarcimento. Outras despesas questionadas, de R$ 10 mil e R$ 328,47, foram posteriormente comprovadas pelo partido. A irregularidade mantida foi justamente a utilização do dinheiro público para bancar a inadimplência. 

Indenização

Uma passageira de 70 anos caiu ao desembarcar de um carro de aplicativo em Campo Grande depois que o motorista iniciou a marcha antes dela sair do veículo. A queda provocou fraturas no fêmur e na clavícula, internação e cirurgia na Santa Casa. A Justiça condenou a plataforma a pagar R$ 10 mil por danos morais à passageira. O episódio serve de alerta: com idosos, todo cuidado é pouco, e a pressa pode custar caro, inclusive judicialmente. Idosos merecem respeito, paciência e, sobretudo, cuidados.

ANIVERSARIANTES 

  • Juliana Leite Kirchner Bocalon, 
  • Valentina Cogo Catan,
  • Júlio César de Campos, 
  • Marisa Frantchesca (Tchesca)
  • Benevides Ortiz, 
  • Danaila Rayol Oshiro,
  • Evelyn Librelotto Sirugi, 
  • Jaci Lima dos Santos,
  • Nathalia Piccolo,
  • Orozino Alves da Silva,
  • Regina Celia Artioli Magalhães,    
  • José da Mota Ferreira,
  • Maria Izabel Alves Macedo,
  • Arlete Magalhães Albuquerque,
  • Mario Sergio Ribeiro,
  • Ricardo Augusto Nogueira Alves,
  • Adenil Carneiro Moreira, 
  • Hugo Vidal Moreira,
  • Ailson Jorge Abreu Roriz,
  • Arnaldo Ferreira Leite,
  • Eduardo Cabral Passos,
  • Joelmyr Robson Guilhen,
  • Rosimar Freitas de Jesus,
  • Lutfi Wady Tanus, 
  • Dra. Eliana Yonamine, 
  • Dra. Daianne Ferreira de Freitas, 
  • Dra. Adriana Murad Abrão, 
  • Marta Soares da Cunha Fernandes,
  • Dr. André de Carvalho Pagnoncelli,
  • Devayr Suriano dos Santos,
  • Daniele Tomadom, 
  • Maria de Fátima Alves Ribeiro,
  • Marcela Reis Ponzini,
  • Osvaldo Gomes de Souza,
  • Elídio José Del Pino,
  • Gabriella Pais Pellizzer, 
  • Antonio Martos,
  • Antonio Marques,
  • Ivani Pires Batiston,
  • Rita Fonseca Lelis Santos,
  • Ali Satti,
  • Orlando Rocha,
  • Maria Vilma Nunes Lopes 
  • dos Santos,
  • Frederico Moraes Silva,
  • Evaldo Silveira Passos,
  • Josanne Rezek Tannous Cordenonssi, 
  • Dra. Maria Cristina Mitiko Tokuyama, 
  • Jane Varga Antacle,
  • Rostand Escobar Fernandes,
  • Walquiria Salvi,
  • Marcos Moraes Gomes,
  • Carlota Maria Alencar Ennes,
  • Naudy Castilho Fontoura,
  • Dirval Pedro Godoy Pessione,
  • Lindalva Soares de Oliveira,
  • Maria Bernardina Cremonesi Ferreira,
  • Geraldo Godoy,
  • Flagg Cunha e Silva,
  • Thiago Barile Galvão de França,
  • José Amâncio de Souza,
  • Mauritania Bezerra Chaves,
  • Bernadette Fontoura Freitas,
  • Tatiana Leinig Loureiro,
  • Renato Honório da Silva,
  • Artur Massujo Maecawa,
  • Fabio Ayres Pereira Mendes, 
  • Dr. Affonso Carneiro Filho, 
  • Rita de Cássia Amaral,
  • Fábio da Silva Alvarenga,
  • Juliana Inácia Sezerio,
  • Cláudia Centenaro,
  • Nilva Nemerski Tsuha,
  • Tabatha Fiorini Dalacosta,
  • Antonio Carlos Dias Maciel,
  • Amadeu Pires de Carvalho,
  • Celso Ramos Reges,
  • Andressa Pereira Clemente,
  • Dr. Wilson Fortes,
  • Angelita Inácio de Araújo,
  • Clóvis Ferreira Lopes, 
  • Sônia Aparecida Simões Fainer,
  • Márcio Corrêa da Costa Júnior, Aparecida Lopes Santa Cruz,
  • Bernardo Lino de Menezes,         
  • Célia Cristina Garcia Couto,      
  • Atilio Magrini Neto,
  • Cleber de Oliveira Junior,        
  • Paulo Rodrigues Calado,   
  • Dr. Cláudio Eduardo Girão D’Ávila, Urbano Ennes Portugal,
  • Tatiana Saab Pereira Fernandes,
  • José Carlos Youssef Ibrahim,
  • Luiz Fernandes Martins,
  • Fátima Aparecida Cortez Padilha,
  • Juvenal Marcos Pacheco,
  • Sueli Andrade dos Santos 
  • de Moraes,
  • Paulo Camargo Arteman,
  • Josinori Higa,
  • Cassio Ribeiro Marsiglia,
  • Pollyanne Andressa Oliveira 
  • Rios Neckel,
  • Eduardo Binotto,
  • Fábio Nakao Arashiro,
  • Carlos Eduardo Santoro Storti,
  • Wagner Crepaldi,
  • Pedro Henrique Katurchi Mendes,
  • Priscila Vaz Ayub.

Colaborou com Tatyame Gameiro

Teledramaturgia

Brasil perde as atrizes Glória Menezes e Laura Cardoso em um único dia

Estrela conquistou o público, formando casal-modelo com Tarcísio Meira nas novelas da Globo; em 60 anos de carreira, ela também foi destaque no filme "O Pagador de Promessas"

19/08/2026 08h30

Foto: Montagem

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Morreu ontem, aos 91 anos, Glória Menezes, uma das grandes atrizes da história do Brasil e nome que marcou os palcos, o cinema e, sobretudo, a televisão brasileira ao longo de mais de seis décadas de carreira. Ela morreu em casa, no Rio de Janeiro, segundo informações da família.

Figura fundamental na formação da teledramaturgia brasileira e na modernização da interpretação audiovisual no País, Glória Menezes construiu uma trajetória que foi muito além das mocinhas e vilãs que interpretou em cerca de 40 produções televisivas. Ao longo dos anos, criou uma extensa galeria de personagens que ajudou a transformá-la em um dos rostos mais conhecidos da televisão brasileira.

A trajetória de Glória Menezes, que morreu ontem, confunde-se com a história da televisão brasileira - Foto: Divulgação

Sua carreira foi marcada pela introdução de um estilo mais naturalista e psicológico na televisão aberta, em um período de profundas transformações na dramaturgia nacional. Ao lado do marido, o ator Tarcísio Meira, Glória formou uma das parcerias mais duradouras e populares da televisão brasileira. A união afetiva e artística dos dois atravessou décadas e se tornou parte da memória cultural do País.

A televisão foi o principal palco de sua carreira, mas não o único. Glória também construiu uma trajetória relevante no teatro e teve no cinema um de seus trabalhos mais importantes: Rosa, personagem de “O Pagador de Promessas”, filme de 1962 dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça de Dias Gomes. O longa venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.

Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1934, Nilcedes Soares Guimarães recebeu um nome formado a partir da junção dos nomes dos pais, José Nilo e Mercedes. Ainda criança, mudou-se com a família para São Paulo, onde passou a viver aos seis anos. Na capital paulista, encontrou o ambiente que favoreceria sua formação artística e começou a construir a carreira que a levaria à televisão, ao teatro e ao cinema.

Na juventude, dedicou-se ao estudo do piano, mas acabou encontrando no teatro sua verdadeira vocação. Matriculou-se na Escola de Arte Dramática, embora tenha deixado o curso um ano antes da conclusão, em 1959. Durante esse período, participou da fundação do grupo Jovens Independentes, com o qual montou seus primeiros espetáculos.

Também em 1959, iniciou sua trajetória profissional sob a direção de Antunes Filho, na peça “Devoção à Cruz”, trabalho que lhe rendeu o prêmio de atriz revelação. No mesmo ano, começou a atuar em teleteatros da TV Tupi e participou de “Um Lugar ao Sol”, sua primeira novela, exibida pela TV Excelsior.

Um ano depois, já utilizando o nome artístico pelo qual se tornaria conhecida, Glória Menezes voltou a trabalhar com Antunes Filho na montagem de “As Feiticeiras de Salém”, de Arthur Miller, no Teatro Maria Della Costa. A atuação como Abigail Williams, personagem densa e controversa, lhe rendeu o prestigiado Prêmio APCA.

Foi, porém, com “O Pagador de Promessas” que a atriz ganhou projeção nacional. No filme, contracenou com Leonardo Villar e deu vida a Rosa, personagem que contribuiu para consolidar seu nome no cenário artístico brasileiro. A repercussão do longa abriu caminho para uma carreira que, a partir dali, ganharia velocidade.

Em 1963, Glória Menezes assumiu um papel central em “2-5499 Ocupado”, de Dulce Santucci, primeira telenovela de exibição diária no Brasil. Ela interpretava uma presidiária que formava par romântico com Tarcísio Meira. Pela atuação, recebeu o Troféu Imprensa de melhor atriz em 1964.

A relação com Tarcísio Meira havia começado alguns anos antes. Os dois se conheceram em 1961, nos bastidores do teleteatro da TV Tupi, durante a produção de “Uma Pires Camargo”.

Em outubro de 1964, casaram-se e iniciaram uma parceria que se estenderia por 59 anos, até a morte do ator, em 2021, aos 85 anos, vítima da Covid-19. Glória também foi internada naquele período em razão de complicações da doença.

O casal teve um filho, Tarcísio Filho, nascido em 1964 e que também se tornou ator. Glória era ainda mãe de Maria Amélia e João Paulo, filhos de um casamento anterior.

Glória e Tarcísio conquistaram o público como um dos casais mais conhecidos da televisão brasileira e passaram a dividir a cena em sucessivas produções. Na Rede Globo, trabalharam juntos em novelas e séries como “Sangue e Areia”, exibida entre 1967 e 1968, “Rosa Rebelde”, de 1969, “Irmãos Coragem”, de 1970, “Espelho Mágico”, de 1977, “Guerra dos Sexos”, de 1983, “Tarcísio & Glória”, de 1988, “Páginas da Vida”, de 2006, e “A Favorita”, de 2008.

No teatro, a parceria também se manteve. Em 1976, os dois subiram ao palco para a montagem de “Tudo Bem no Ano Que Vem”, de Bernard Slade, com direção de Flávio Rangel. A capacidade de transitar entre diferentes formatos e personagens foi uma das marcas da carreira de Glória.

Em “Irmãos Coragem”, um dos maiores sucessos de audiência da televisão brasileira, ela interpretou Lara, personagem que apresentava três personalidades diferentes. Em 1984, voltou a ocupar o centro de uma novela com “Corpo a Corpo”, de Gilberto Braga.

Alguns dos papéis mais marcantes da atriz, no entanto, vieram em trabalhos nos quais não contracenou com Tarcísio Meira. Em “Brega & Chique”, de 1987, interpretou uma dona de casa pobre que se tornava milionária após receber uma herança. Três anos depois, em “Rainha da Sucata”, viveu Laurinha Figueroa, uma mulher falida que fazia questão de preservar as aparências. A personagem protagonizou uma das cenas mais lembradas da novela, ao se suicidar após se jogar do alto de um prédio na Avenida Paulista.

A disposição para enfrentar personagens que exigiam transformações também marcou sua carreira. Em “Jóia Rara”, Glória raspou a cabeça para interpretar uma monja tibetana. A transformação voltou a ocorrer na peça “Jornada de um Poema”, de 2000, dirigida por Diogo Vilela, em que interpretou uma professora diagnosticada com câncer que falava sobre a doença no palco.

A atriz manteve sua ligação com o teatro mesmo depois de décadas de televisão. Em 2013, voltou aos palcos com “Ensina-Me a Viver”, comédia de Colin Higgins dirigida por João Falcão. A peça acompanhava a amizade entre uma octogenária e um jovem obcecado pela morte, em uma história que também permitia a Glória explorar uma personagem distante dos papéis tradicionais de sua carreira.

No cinema, depois de permanecer cerca de duas décadas afastada das telas, participou, em 2006, de “Se Eu Fosse Você...”, comédia popular dirigida por Daniel Filho. O retorno mostrou que, mesmo após tantos anos dedicada principalmente à televisão, a atriz continuava capaz de transitar por diferentes linguagens da dramaturgia.

Um de seus últimos personagens de destaque foi Stelinha, na novela “Totalmente Demais”, exibida entre 2015 e 2016. Na trama de Rosane Svartman e Paulo Halm, ela interpretou uma socialite rica, mãe de Arthur, personagem de Fábio Assunção, que chegava para transformar Eliza, vivida por Marina Ruy Barbosa, em uma estrela.

Depois disso, Glória Menezes passou a fazer participações menores em programas e atrações especiais, como “Tá no Ar: a TV na TV” e “Os Casais que Amamos”. No ano passado, foi homenageada no programa “Tributo”, dedicado à sua trajetória.

Em suas últimas aparições públicas, passou a ser vista em cadeira de rodas e acompanhada por familiares. Longe dos grandes estúdios e dos palcos que frequentou durante mais de 60 anos, Glória Menezes já havia deixado uma obra que se confunde com a própria história da televisão brasileira.

OUTRA PERDA

Laura Cardoso morre aos 98 anos 

Escreva a legenda aquiAtriz Laura Cardoso, um dos maiores nomes da dramaturgia - Foto: Divulgação

A atriz começou a carreira aos 15 anos e acompanhou de perto a transformação da dramaturgia brasileira, desde os tempos do rádio até a consolidação da televisão. Ao lado de nomes como Lima Duarte, Yara Lins, Lolita Rodrigues e Vida Alves, ajudou a formar uma geração de artistas que fez a transição entre os dois meios.

Ao longo da carreira, Laura interpretou dezenas de personagens em novelas, séries, filmes e peças de teatro. Entre seus trabalhos estão “Mulheres de Areia”, “A Viagem”, “Pão, Pão, Beijo, Beijo” e “Sol Nascente”. Seu último trabalho em uma novela foi “A Dona do Pedaço”, em 2019.

Em 2023, aos 95 anos, a atriz ainda falava sobre o futuro profissional sem estabelecer uma despedida da televisão. “Gosto de estar com a minha gente. Em um estúdio, nada me cansa. Quero morrer trabalhando”, disse em entrevista ao Estadão.

Laura era filha de portugueses e cresceu em uma família ligada às artes. O pai, comerciante e apreciador de teatro, não se opôs à escolha da filha pela profissão, mas a mãe resistiu inicialmente. Na década de 1940, segundo a atriz, havia forte preconceito contra mulheres que trabalhavam no teatro. Aos 15 anos, porém, Laura decidiu seguir o caminho que a acompanharia por mais de oito décadas. (Estadão Conteúdo)

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