Cidades

SONHO

Primeiro down universitário de MS quer ser ator

Primeiro down universitário de MS quer ser ator

Anahi Zurutuza

21/04/2013 - 00h00
Continue lendo...

Fã de romances, dramas e filmes épicos no cinema, de documentários e das novelas da televisão brasileira, Vinícius Battaglin Coquemala Wanderley, 19 anos, nesta semana, passou a ser um dos integrantes das salas aula do curso de Artes Cênicas e Dança da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems). Não haveria nada de inusitado nesta cena, não fosse por um detalhe: o jovem, que sonha em deixar de ser espectador e quer passar a fazer parte dos atos de uma peça teatral e ver o nome nas famosas letrinhas subindo no final dos filmes, tem Síndrome de Down. Aliás, ao que tudo indica, Vinícius é o primeiro portador do distúrbio genético do Estado a sentar no banco de uma universidade.

“Quero ultrapassar barreiras e quero ter meus fãs”, resume o sonhador. Vinícius terminou o ensino fundamental em 2010 e o médio, por meio do Ensino para Jovens e Adultos (EJA), em 2011.

No ano passado, preparou-se, “bem pouco”, admite, para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e concorrer à vaga da graduação que sempre quis fazer. Inscreveu-se no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e disputou com outros à vaga em Arte Cênicas da Uems, curso criado em 2009. Ele foi chamado na terceira convocação, mas orgulha-se em dizer que não se valeu sistemas de cotas pra ingressar na universidade. “Briguei com os cabeças”, brinca, referindo-se ao fato de ter concorrido com candidatos sem as mesmas limitações dele.

Leia mais no jornal Correio do Estado
 

Estruturação

Concessionária inicia construção de 13 bases de atendimento em quatro rodovias de MS

Estrutura permitirá reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes e panes mecânicas

24/07/2026 18h30

Obras do Serviço de Atendimento ao Usuário na BR-267 em Bataguassu

Obras do Serviço de Atendimento ao Usuário na BR-267 em Bataguassu Foto: Divulgação

Continue Lendo...

A Caminhos da Celulose iniciou a construção de 13 pontos de Serviços de Atendimento ao Usuário (SAUs) ao longo de quatro rodovias sob sua concessão em Mato Grosso do Sul.

As estruturas serão distribuídas estrategicamente ao longo da malha concedida à empresa, sendo: cinco unidades na BR-262, quatro na BR-267, três na MS-040 e uma na MS-338.

Os pontos serão a base das equipes operacionais da concessionária. As unidades abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências.

Estrutura promete reduzir o tempo de resposta em casos de acidentes, auxiliar em panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras situações que possam comprometer a segurança e a fluidez do tráfego.

As unidades funcionarão 24h, sete dias por semana, como bases operacionais e pontos de apoio aos motoristas, áreas de descanso e suporte às equipes responsáveis pela operação e conservação das rodovias.

A localização dos pontos foi definida para garantir maior agilidade no atendimento aos usuários e ampliar a cobertura operacional em toda a extensão das concessões.

Cada unidade contará com sanitários masculino e feminino, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos, proporcionando mais conforto e comodidade aos motoristas durante as viagens.

As bases estão integradas ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Caminhos da Celulose, responsável pelo monitoramento permanente das rodovias e pela coordenação dos atendimentos.

"Os Serviços de Atendimento ao Usuário representam uma das principais estruturas de apoio da concessão. Além de oferecer conforto aos motoristas, serão fundamentais para garantir agilidade no atendimento às ocorrências e elevar o padrão de segurança e eficiência das rodovias sob nossa administração", ressalta o diretor-presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno. 

O sistema permitirá comunicação direta com os órgãos de segurança pública e serviços de emergência, garantindo uma atuação rápida e coordenada sempre que necessário.

As obras avançam em diferentes frentes de trabalho, incluindo serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução estão os SAUs da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338, onde as equipes realizam a implantação das bases operacionais.

A concessionária prevê concluir a construção das 13 unidades até o fim de 2027, ao passo que a operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.

Saiba* 

A empresa também administra trechos da MS-395

campo grande

Ministério Público abre procedimento para fiscalizar segurança em corredores de ônibus

Reportagem do Correio do Estado sobre número elevado de acidentes nos locais gerou denúncia que culminou na abertura do procedimento administrativo

24/07/2026 18h15

Vários acidentes já aconteceram no corredor de ônibus da Rui Barbosa

Vários acidentes já aconteceram no corredor de ônibus da Rui Barbosa Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar e acompanhar medidas adotadas pela Prefeitura de Campo Grande relacionadas à implantação de corredores de ônibus e pontos de parada localizados nas ruas Brilhante e Rui Barbosa, especialmente nas medidas tocantes à prevenção de acidentes e as para mitigação de riscos.

Inicialmente, notícia de fato foi registrada após denúncia anônima, que surgiu após reportagem Correio do Estado, de que as localizações dos pontos de ônibus no meio das ruas Brilhante e Rui Barbosa estariam causando diversos acidentes, alguns graves e com mortes, especialmente envolvendo motociclistas.

A reportagem do Correio do Estado noticiou, em agosto do ano passado, ao menos 23 acidentes relacionados às obras e que, na maioria dos casos, os acidentes são oriundos de conversão feita de maneira indevida. A matéria foi anexada nos autos de apuração do MPMS.

Na ocasião da denúncia, o Ministério Público oficiou a prefeitura para que encaminhasse informações sobre a instalação dos pontos situados nos corredores de ônibus, em funcionamento desde 2022, e sobre o estudo técnico que embasou a localização, além de eventuais medidas adotadas para mitigação de riscos de acidentes de trânsito nos locais.

Em resposta, a prefeitura encaminhou relatório técnico dos corredores de transporte coletivo urbano, da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) que apontou que as vias foram escolhidas por ser eixof de ligação entre as regiões da cidade, com expressivo número de passageiros transportados no trecho.

Ainda segundo a prefeitura, o tráfego intenso de veículos de uso individual, compartilhado com o transporte coletivo que “circula com dificuldade e de forma desordenada” deixava pontos de lentidão e o objetivo das faixas exclusivas era tornar as viagens por transporte coletivo mais rápidas.

Com relação à segurança, o estudo apontou que todas as estações ficam próximas a cruzamentos sinalizados e que há guard rails para evitar que acidente entre veículos afetem usuários que esperam o transporte nas estações.

Sobre os acidentes, a Agetran afirmou que a avaliação da eficiência operacional e funcional do corredor de transporte se assenta em critérios técnicos objetivo, “não sendo metodologicamente adequado inferir o seu desempenho a partir do número de acidentes ocorridos na via” e cita que os acidentes ocorrem, “majoritariamente do desrespeito às regras de circulação por parte dos utilizadores da infraestrutura”.

Após a resposta da prefeitura, o Ministério Público considerou que no relatório técnico antecipado não ficou claro se recomendações foram de fato implementadas, em especial relacionadas ao reforço da fiscalização, monitoramento operacional do tráfego e avaliação técnica da sinalização existente.

Em novo ofício, a prefeitura informou que adotou medidas de fiscalização quanto ao uso irregular dos corredores de ônibus e que a sinalização viária horizontal e vertical implantada no local estão em acordo com o que dispõe o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Procedimento administrativo

O MPMS considerou que estas novas informações, embora tragam justificativa e indiquem ações genéricas de fiscalização e educação no trânsito, não apresentam dados comparativos objetivos sobre a evolução dos acidentes de trânsito após a implantação dos corredores.

Assim, a notícia de fato foi transformada em procedimento administrativo. No edital de abertura do procedimento, o MPMS ressalta que a implantação dos corredores exclusivos de transporte coletivo e pontos de parada deve observar critérios técnicos de engenharia de tráfego e segurança viária, de modo a prevenir riscos à integridade física dos usuários da via.

A medida também considera a necessidade de análise dos riscos eventualmente gerados à segurança viária em razão da disposição dos pontos de parada e da dinâmica dos corredores exclusivos do transporte coletivo.

Por fim, é considerado a necessidade do acompanhamento contínuo das medidas adotadas adotadas pelo Poder Público municipal quanto à segurança viária nos locais mencionados e que incumbe ao MP a defesa da “ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Acidentes

Dados encaminhados pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) apontam que, de 2023 a 13 de março de 2023, foram registrados 623 acidentes, com 2 óbitos na Rui Barbosa e 472 e uma morte na Brilhante.

Estes números, no entanto, abrangem acidentes ocorridos ao longo de todas as faixas das vias, e não apenas nos corredores de ônibus.

Com relação ao tipo de acidente, foram:

Rua Rui Barbosa

  • Colisão transversal – 227
  • colisão lateral – 87
  • colisão traseira – 63
  • choque – 47
  • colisão (genérica) – 26
  • engavetamento – 17
  • tombamento – 12
  • atropelamento de pessoa – 8
  • queda de motocicleta – 6
  • queda de pessoa de veículo – 4
  • colisão frontal – 2
  • sinistro de trânsito (não especificado) – 124

Rua Bilhante

  • Colisão transversal – 137
  • colisão lateral – 90
  • colisão traseira – 97
  • choque – 28
  • colisão (genérica) – 5
  • engavetamento – 14
  • tombamento – 8
  • atropelamento de pessoa – 20
  • queda de motocicleta – 8
  • colisão frontal – 2
  • sinistro de trânsito (não especificado) - 63

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).